segunda-feira, 12 de julho de 2010

CAEIRO

caeiro

O luar quando bate na relva…

Não sei que cousas me lembra…

Lembra-me a voz da criada velha

Contando-me contos de fadas

E de como Nossa Senhora vestida de mendiga

Andava à noite nas estradas

Socorrendo as crianças maltratadas…


Se eu já não posso crer que isso é verdade,

Para que bate o luar na relva?


Aberto Caeiro, Poesia

1 comentário:

  1. Outro poema para o futuro:

    Tu estás em mim como eu estive no berço
    como a árvore sob a sua crosta
    como o navio no fundo do mar

    Mário Cesariny

    ResponderEliminar