terça-feira, 14 de setembro de 2010

COLECÇÃO «PINTORES PORTUGUESES»

 

Grão Vasco0002

 

Grão Vasco, um pintor português do Renascimento

II Volume

TAPEÇARIAS DE PORTALEGRE NO MUSEU DO NEO-REALISMO

 

 

Lourdes Castro0001Lourdes Castro, «As Quatro Estações»

Exposição das Tapeçarias de Portalegre, intitulada «Expressão de Arte Contemporânea», no Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira

(de 19 de Setembro de 2010 a 13 de Março de 2011)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

COLECÇÃO «PINTORES PORTUGUESES»

Pintores Portugueses0001

A Biblioteca da Escola vai adquirir a colecção, editada pelo jornal Público, «Pintores Portugueses», composta por 15 volumes.

O 1º número sobre o pintor Nuno Gonçalves saiu hoje.

Até dia 21 de Dezembro, todas as terça-feiras, pintores portugueses como Vieira da Silva, Josefa D’Óbidos, Almada Negreiros, Paula Rego, Amadeo de Souza-Cardoso, Columbano, visitarão a nova biblioteca da nossa escola. E estão à tua espera!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

TERRA SONÂMBULA

Terra_SonâmbulaFILM

«Movidas por um vento que nascia não do ar mas do próprio chão, as folhas se espalham pela estrada. Então, as letras, uma a uma, se vão convertendo em grãos de areia e, aos poucos, todos os meus escritos se vão transformando em páginas de terra».

Mia Couto, Terra Sonâmbula

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A Incumbência dos “Outros”

Os Jovens e a Vida Política

Vivemos sob um paradigma em que a acção política dita mais aspectos do quotidiano do que aquilo que nos é possível imaginar. É, certamente, inconscientes desta evidência que muitos cidadãos continuam a viver alienados da vida política da sua cidade ou até mesmo do seu país.

No entanto, a maior problemática não será o comportamento de muitos adultos por si mas, acima de tudo, a mensagem que esta atitude transmite aos jovens - crescer na ilusão de que a política é incumbência “dos outros” e de que não depende de cada um de nós ter uma opinião formada e uma atitude interventiva. Esta é, sem sombra de dúvida, a maior ameaça a um Portugal mais dinâmico no futuro.

Uma juventude desligada dos valores da democracia

A tendência não se revela animadora: segundo o estudo da Universidade Católica intitulado “Os Jovens e a Política”, que data de Janeiro de 2008, os jovens portugueses revelam uma tendência para se desligar da vida política, menosprezando o respectivo valor.

De facto, quando indagados acerca da importância de diversos aspectos nas suas vidas, como a família, os amigos, os tempos livres, o voluntariado e, claro, a política, os cidadãos portugueses, particularmente a faixa etária entre os 18 e 29 anos, atribuíram a este último aspecto a menor importância.

Estes dados evidenciam um distanciamento dos valores da democracia, defendidos por pensadores clássicos como Sócrates, Platão ou Aristóteles como essenciais para a formação íntegra do Homem. Sendo “democracia” um termo cuja etimologia (do grego demo + kracia, “governo do povo”) pressupõe por si mesmo a participação dos cidadãos. O que será então de uma democracia em que os jovens se tendem a afastar cada vez mais do seu papel de cidadãos activos? Como poderemos recuperar estes valores e integrá-los na formação dos jovens de hoje, homens e mulheres de amanhã?

As juventudes partidárias e a sua função na Sociedade

As juventudes partidárias parecem surgir como a alternativa mais eficiente no contacto directo e local com os jovens.

No entanto, o balanço não é, deveras, positivo. A intervenção das juventudes partidárias no ambiente juvenil é escassa e, na esmagadora maioria das vezes, inoportuna e imediatista. Os jovens que aspiram a políticos devem convencer-se, duma vez por todas, que as acções de marketing alimentadas fora e dentro do ambiente escolar não favorecem a sua própria postura aos olhos da classe juvenil e, muito menos, aos olhos da Sociedade.

Na verdade, o papel das juventudes partidárias chega a ser mais invisível que o das próprias forças partidárias. Quando as juventudes partidárias aparecem, em nome individual, em acções de rua, fazem-no quase que intimidadas pelo contacto com as populações. A tendência é reversível mas, actualmente, alimentam um modesto apoio às “casas-mãe”. A sua força e vitalidade é, portanto, mais visível internamente e subaproveitada no dia-a-dia.

Seria sugestivo que as juventudes partidárias repensassem o seu modelo de intervenção e participação numa Sociedade que apresenta graves lacunas sociais. Integrar o voluntariado na missão das juventudes partidárias é só uma das soluções que podem acreditar estes jovens políticos, cumprindo um dever para com a Sociedade e admitindo um aumento da sua capacidade interventiva.

Não se revela de somenos importância, o contacto das juventudes partidárias com a classe juvenil que tanto deprecia a política. Deve, todavia, ser um contacto duradouro e construtivo na medida em que proporcione a discussão de parte a parte de temas da Sociedade.

As juventudes partidárias não podem ser relativizadas nem tomadas, única e exclusivamente, como parte acessória das suas “casas-mãe”. Estes jovens políticos podem e devem cambiar os seus interesses para os problemas e desafios locais, numa tentativa de favorecer não apenas a discussão social, mas também a discussão política.

Ana Rodrigues

Carlos Raimundo

ESSL, Agosto de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

ATMOSFERA

«O mundo é tão vasto, espaçoso,

O céu tão amplo e majestoso!

Tudo quer ver o meu olhar,

Mas não sei como imaginar».


Para me encontrar no infinito,

Primeiro distingo, depois junto:

Grato está meu canto e seu lume

Ao homem que às nuvens deu nome.


Johann Wolfgang Goethe (1749-1832), O Jogo das Nuvens.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

CORREDORES

 

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MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

 

SÁ-CARNEIRO 


O Lord

Lord que eu fui de Escócias doutra vida
Hoje arrasta por esta a sua decadência,
Sem brilho e equipagens.
Milord reduzido a viver de imagens,
Pára às montras de jóias de opulência
Num desejo brumoso --- em dúvida iludida...
(--- Por isso a minha raiva mal contida,
--- Por isso a minha eterna impaciência.)

Olha as Praças, rodeia-as...
Quem sabe se ele outrora
Teve Praças, como esta, e palácios e colunas ---
Longas terras, quintas cheias,
Iates pelo mar fora,
Montanhas e lagos, florestas e dunas...

(--- Por isso a sensação em mim fincada há tanto
Dum grande património algures haver perdido;
Por isso o meu desejo astral de luxo desmedido ---
E a Cor na minha Obra o que ficou do encanto...)

Mário de Sá-Carneiro

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Exposição - A arte ponto por ponto. Tapeçarias de Portalegre, no Centro Cultural de Cascais

 

ExposioArtePontoaPont

Costa Pinheiro, Mar Tenebroso

Tapeçaria de Portalegre (200x366 cm)

Em colaboração com a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, criada em 1946 por Guy Fino e Manuel Celestino Peixeiro, a Fundação D. Luís I expõe no Centro Cultural de Cascais um conjunto particularmente significativo de tapeçarias criadas a partir de trabalhos de alguns dos mais importantes artistas portugueses e estrangeiros contemporâneos, possibilitando assim a fruição de opções estéticas muito diversificadas, entre as quais se contam as de Le Corbusier, Carlos Botelho, Menez, Nadir Afonso, Costa Pinheiro, Cruzeiro Seixas, Júlio Resende, Manuel Cargaleiro, Eduardo Nery, Graça Morais, Charrua, Rogério Ribeiro, Victor Pomar e Figueiredo Sobral, por exemplo.

in http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Agenda/arte_ponto_ponto.htm


Inauguração: 16 de Julho às 21h30.

Até 12 de Setembro (Terça a Domingo, das 10 às 18 horas)

Centro Cultural de Cascais (Av. Rei Humberto II de Itália, Cascais)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

CAEIRO

caeiro

O luar quando bate na relva…

Não sei que cousas me lembra…

Lembra-me a voz da criada velha

Contando-me contos de fadas

E de como Nossa Senhora vestida de mendiga

Andava à noite nas estradas

Socorrendo as crianças maltratadas…


Se eu já não posso crer que isso é verdade,

Para que bate o luar na relva?


Aberto Caeiro, Poesia

terça-feira, 6 de julho de 2010

MATILDE ROSA ARAÚJO (1921-2010)

CLMatildeRosaAraujo

Matilde Rosa Araújo

Escrevo à mão... gosto de fazer letra. Gosto de desenhar a letra.
A letra tem uma beleza como a palavra tem uma música.
Um dia na escola da Calçada do Combro fiz uma sessão na Biblioteca. Brincávamos com as palavras. Eu perguntava quais eram as palavras mais bonitas. E uma aluna, magrinha, com umas olheiras até aqui, voltou-se para mim e disse:
"A palavra mais linda é "vosselência""!

(Entrevista - a Matide Rosa Araújo )

in http://aeiou.expresso.pt/matilde-rosa-araujo=f592381

domingo, 4 de julho de 2010

FIAMA

fiama

Amor é o olhar total, que nunca pode

ser cantado nos poemas ou na música,

porque é tão-só próprio e bastante,

em si mesmo absoluto táctil,

que me cega, como a chuva cai

na minha cara, de faces nuas,

oferecidas sempre apenas à água.



Fiama Hasse Pais Brandão, Obra Breve.