segunda-feira, 11 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
JORNAL HORIZONTE, ESSL (1989)
Jornal HORIZONTE, nº 0, Março de 1989
Jornal da Escola Secundária de S. Lourenço, Portalegre
Director: Prof. João Lacão Pinheiro
Conselho de Redacção: Professores Isilda Garraio e Carlos Ceia
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
MARIO VARGAS LLOSA, PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2010
Mario Varga Llosa, escritor peruano, foi, este ano, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura.
Algumas obras do escritor:
Os Chefes (1959)
Conversa na Catedral (1969)
A Guerra do Fim do Mundo (1981)
O Paraíso na Outra Esquina (2003)
Ainda este ano, editado pela Quetzal, sairá O Sonho do Celta
Numa entrevista à jornalista Helena Vasconcelos, do jornal Público, em 2003, Vargas Llosa afirma:
«Mantemos a nostalgia dessa sociedade perfeita com a qual se inicia a nossa cultura. Nós começámos com a ideia de um paraíso que perdemos. A nossa busca é um retorno a essa idade de ouro a cuja perda nunca nos resignamos. Todas as grandes religiões prometem o éden, tal como as grandes ideologias. Com a diferença de que estas últimas nos prometem o paraíso nesta terra e não num lugar abstracto.»
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
D. MANUEL II, ÚLTIMO REI DE PORTUGAL
D. Manuel II (1889-1932)
Veja a reportagem:
http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/linhadafrente/?ERA-UMA-VEZ-MANUEL.rtp&post=11540
terça-feira, 5 de outubro de 2010
GUERRA E PAZ
GUERRA E PAZ, de Lev Tolstói
Ilustrações de Júlio Pomar
Prefácio de António Lobo Antunes
Tradução do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra
Edição do jornal PÚBLICO
Todas as quintas-feiras na biblioteca da escola.
«Esta obra-prima, assinada por Lev Tolstói, um dos maiores nomes de sempre da literatura mundial, inspirou, ao longo de décadas, inúmeros escritores e artistas conceituados, entre os quais Júlio Pomar, que, nos anos 50, ilustrou uma edição de GUERRA E PAZ em fascículos, cuja circulação viria a ser proibida pela PIDE.», lê-se na contra-capa do I volume.
Por sua vez, António Lobo Antunes, no prefácio, escreve: «livro pantagruélico, devorador (…) é, no entanto, uma assombrosa manifestação de grandeza do espírito humano, produto de um canibal de génio que tudo engole e transforma segundo as suas leis pessoais, necessariamente diversas das nossas.»
domingo, 3 de outubro de 2010
PRAXES ACADÉMICAS
Praxe: integração ou humilhação?
Eis a questão: prestes a iniciarem um novo rumo do seu percurso pessoal, os novos alunos do Ensino Superior, vulgarmente designados por “caloiros”, passam, talvez, pela mais marcante experiência da sua vida académica: a Praxe.
A Praxe e a cultura académica
Na gíria académica, e até mesmo já contemplada na convencional, a Praxe académica faz parte de um conjunto de usos e costumes que acompanharão os jovens que entram, pela primeira vez, nos círculos universitário e politécnico, ao longo de uma nova e digníssima fase da sua vida. Segundo os preceitos originais das praxes académicas, estas visam a integração, com maior ou menor alcance, dos novos alunos no meio académico e a promoção de valores como o espírito de grupo, união e de sacrifício e o respeito pela hierarquia vigente.
A cultura académica é, desde os seus tempos remotos, conservada e mantida pelas centenas de gerações estudantis que dela, ainda hoje, fazem parte. Merece, portanto, considerar que a Praxe não é apenas uma virtude da integração mas é, sobretudo, formada por marcantes e simbólicas cerimónias da vida universitária de alguém. Não é por acaso que a grande maioria dos académicos viram na Praxe um dos momentos culminantes e mais intensos das suas estadas académicas.
A ilimitação dos Ritos
Não obstante, começa a nascer uma tendência para menosprezar os valores da Praxe, especialmente os Ritos de Iniciação ou recepção ao “caloiro”. Contudo, parece haver, de facto, motivação para tal, apesar dos receios do debate. De há uns anos para cá, surgiram registos de manifestos abusos durante os Ritos de Iniciação. Tais abusos foram e, infelizmente, continuam a ser conduzidos por uma certa parte de “veteranos” ou “doutores”, aos quais abstenho qualquer adjectivação por nenhuma ser suficientemente merecida, que testam os limites dos “caloiros” até onde os seus próprios limites os levam. Curiosamente, e para desgosto da nata académica, são a partir destes hediondos actos de libertinagem e da própria clandestinidade remetida para os que deles recusam fazer parte, que nascem brechas e padrões de ruptura com a Praxe e, indissocialvelmente, com a própria tradição académica.
Pela consciência e própria democraticidade da cultura, a discussão destes abusos não pode ser vedada à Opinião Pública nem estes podem ser libertos de culpa, leviana e abusadoramente, pela seita académica como se tratassem de uma excepção à regra. Seria, portanto, pertinente a intervenção das próprias Organizações da Praxe em quaisquer situações de abuso, demarcando-se, legitimamente, do seu patrocínio e fazendo uso das ferramentas necessárias para pôr termo a esses abusos, sem temer a nobreza da doutrina académica.
Um manifesto aos excessos
Este não é, de todo, um manifesto à anti-Praxe. Este é, assumidamente, um manifesto contra qualquer tipo de abuso que promova a humilhação e violência de jovens que procuram, de forma genuína, integrar-se no mundo académico.
A Praxe é, desde sempre, um marco da vida académica e é, nos dias de hoje, regida por Códigos, ainda que alguns deles sejam redigidos de forma irreverente e nem sempre consensual. Hoje, impõe-se moderação, equilíbrio e, sempre que necessário, alguma mediação por parte das Organizações da Praxe e, se necessário, das Instituições do Ensino Superior, conservando e defendendo o respeito pelos valores académicos e pela venialidade da sua cultura.
Carlos Raimundo, nº5, 12ºE
sábado, 2 de outubro de 2010
CHARLES DARWIN, 200 ANOS DEPOIS
Charles Darwin (1809-1882), autor do livro A ORIGEM DAS ESPÉCIES
Ler artigo: http://sapoblogs.do.sapo.pt/ler/darwin.pdf
TORGA
Portugal
Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.
E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:
Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.
Miguel Torga, (1907-1995) in 'Diário X'
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
REVISTA CONTEMPORÂNEA
Revista CONTEMPORÂNEA (1922)
«Revista feita expressamente para gente civilizada»
«Revista feita expressamente para civilizar gente»
Revista Mensal
Director: José Pacheco
Excertos do Vol. II – Ano I
Neste volume colabora Fernando Pessoa, com MAR PORTUGUÊS, constituído pelos seguintes poemas: «O Infante, Horizonte, Padrão, O Mostrengo, Epitáfio de Bartolomeu Dias, Os Colombos, Ocidente, Fernão de Magalhães, Ascensão de Vasco da Gama, Mar Português, A Última Nau, Prece»
(Este grupo de poemas compreenderá a II parte da MENSAGEM, que sairá no dia 01/12/1934)
Almada Negreiros também colabora com uma ilustração.
domingo, 19 de setembro de 2010
CECÍLIA
No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta
Cecília Meireles (1901-1964)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
TAPEÇARIAS DE PORTALEGRE NO MUSEU DO NEO-REALISMO
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
COLECÇÃO «PINTORES PORTUGUESES»
A Biblioteca da Escola vai adquirir a colecção, editada pelo jornal Público, «Pintores Portugueses», composta por 15 volumes.
O 1º número sobre o pintor Nuno Gonçalves saiu hoje.
Até dia 21 de Dezembro, todas as terça-feiras, pintores portugueses como Vieira da Silva, Josefa D’Óbidos, Almada Negreiros, Paula Rego, Amadeo de Souza-Cardoso, Columbano, visitarão a nova biblioteca da nossa escola. E estão à tua espera!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
TERRA SONÂMBULA
«Movidas por um vento que nascia não do ar mas do próprio chão, as folhas se espalham pela estrada. Então, as letras, uma a uma, se vão convertendo em grãos de areia e, aos poucos, todos os meus escritos se vão transformando em páginas de terra».
Mia Couto, Terra Sonâmbula
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
A Incumbência dos “Outros”
Os Jovens e a Vida Política
Vivemos sob um paradigma em que a acção política dita mais aspectos do quotidiano do que aquilo que nos é possível imaginar. É, certamente, inconscientes desta evidência que muitos cidadãos continuam a viver alienados da vida política da sua cidade ou até mesmo do seu país.
No entanto, a maior problemática não será o comportamento de muitos adultos por si mas, acima de tudo, a mensagem que esta atitude transmite aos jovens - crescer na ilusão de que a política é incumbência “dos outros” e de que não depende de cada um de nós ter uma opinião formada e uma atitude interventiva. Esta é, sem sombra de dúvida, a maior ameaça a um Portugal mais dinâmico no futuro.
Uma juventude desligada dos valores da democracia
A tendência não se revela animadora: segundo o estudo da Universidade Católica intitulado “Os Jovens e a Política”, que data de Janeiro de 2008, os jovens portugueses revelam uma tendência para se desligar da vida política, menosprezando o respectivo valor.
De facto, quando indagados acerca da importância de diversos aspectos nas suas vidas, como a família, os amigos, os tempos livres, o voluntariado e, claro, a política, os cidadãos portugueses, particularmente a faixa etária entre os 18 e 29 anos, atribuíram a este último aspecto a menor importância.
Estes dados evidenciam um distanciamento dos valores da democracia, defendidos por pensadores clássicos como Sócrates, Platão ou Aristóteles como essenciais para a formação íntegra do Homem. Sendo “democracia” um termo cuja etimologia (do grego demo + kracia, “governo do povo”) pressupõe por si mesmo a participação dos cidadãos. O que será então de uma democracia em que os jovens se tendem a afastar cada vez mais do seu papel de cidadãos activos? Como poderemos recuperar estes valores e integrá-los na formação dos jovens de hoje, homens e mulheres de amanhã?
As juventudes partidárias e a sua função na Sociedade
As juventudes partidárias parecem surgir como a alternativa mais eficiente no contacto directo e local com os jovens.
No entanto, o balanço não é, deveras, positivo. A intervenção das juventudes partidárias no ambiente juvenil é escassa e, na esmagadora maioria das vezes, inoportuna e imediatista. Os jovens que aspiram a políticos devem convencer-se, duma vez por todas, que as acções de marketing alimentadas fora e dentro do ambiente escolar não favorecem a sua própria postura aos olhos da classe juvenil e, muito menos, aos olhos da Sociedade.
Na verdade, o papel das juventudes partidárias chega a ser mais invisível que o das próprias forças partidárias. Quando as juventudes partidárias aparecem, em nome individual, em acções de rua, fazem-no quase que intimidadas pelo contacto com as populações. A tendência é reversível mas, actualmente, alimentam um modesto apoio às “casas-mãe”. A sua força e vitalidade é, portanto, mais visível internamente e subaproveitada no dia-a-dia.
Seria sugestivo que as juventudes partidárias repensassem o seu modelo de intervenção e participação numa Sociedade que apresenta graves lacunas sociais. Integrar o voluntariado na missão das juventudes partidárias é só uma das soluções que podem acreditar estes jovens políticos, cumprindo um dever para com a Sociedade e admitindo um aumento da sua capacidade interventiva.
Não se revela de somenos importância, o contacto das juventudes partidárias com a classe juvenil que tanto deprecia a política. Deve, todavia, ser um contacto duradouro e construtivo na medida em que proporcione a discussão de parte a parte de temas da Sociedade.
As juventudes partidárias não podem ser relativizadas nem tomadas, única e exclusivamente, como parte acessória das suas “casas-mãe”. Estes jovens políticos podem e devem cambiar os seus interesses para os problemas e desafios locais, numa tentativa de favorecer não apenas a discussão social, mas também a discussão política.
Ana Rodrigues
Carlos Raimundo
ESSL, Agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
ATMOSFERA
«O mundo é tão vasto, espaçoso,
O céu tão amplo e majestoso!
Tudo quer ver o meu olhar,
Mas não sei como imaginar».
Para me encontrar no infinito,
Primeiro distingo, depois junto:
Grato está meu canto e seu lume
Ao homem que às nuvens deu nome.
Johann Wolfgang Goethe (1749-1832), O Jogo das Nuvens.
