segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PASSEIO PEDESTRE NOS GALEGOS

 

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OS MELHORES MOMENTOS DO PASSEIO PEDESTRE ESSL, NOS GALEGOS (FRONTEIRA COM ESPANHA)

DOMINGO, 17 DE OUTUBRO, UM GRUPO DE MADRUGADORES FEZ-SE À ESTRADA.

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11, 48 KM

PAISAGEM ENCANTADORA

BOA DISPOSIÇÃO E VONTADE DE PERDER CALORIAS… ATÉ AO ALMOÇO!

É PARA REPETIR!

OS MELHORES MOMENTOS

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PESSOA


Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?

Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.

Fernando Pessoa



Texto Argumentativo Acerca do Poema de Fernando Pessoa:

“ Sou um Evadido”

Não há Homem à face deste mundo que não tenha já questionado o sentido da sua própria existência. Sendo que a certo ponto das nossas vidas, quase invariavelmente, acaba por se nos impor uma necessidade de adoptar diferentes atitude que motivem a nossa frugal passagem pelo Mundo. Fernando Pessoa, ortónimo, homem como os demais, poeta exímio como ninguém, tem a habilidade de, em poucas e sóbrias palavras, sintetizar esta questão de índole ontológica quando, no seu poema «Sou um evadido», declama: “Se a gente se cansa / Do mesmo lugar, / Do mesmo ser / Por que não se cansar?”.

Comecemos por olhar-nos antes de olhar em redor: a necessidade da mudança é inerente à condição humana, e compreendê-lo não nos é difícil se pensarmos em todas as vezes que nós próprios já sentimos a necessidade de mudar, de nos transformarmos a nós, à forma como nos apresentamos – mudamos a forma de vestir, mudamos o nosso cabelo, mudamos o nosso quarto, a nossa casa - porque como indivíduos que somos, crescemos, envelhecemos, moldamos o nosso carácter; de tal modo que existe uma constante necessidade de que o nosso ser social, a persona com que nos apresentamos aos outros corresponda ao “eu” interior. A mudança é por isso consequência necessária e indispensável do processo de maturação de todos nós, indivíduos.

É preciso ainda encarar a mudança como um meio para atingir um fim. Na poesia de Fernando Pessoa ortónimo surge-nos recorrentemente a ideia do “além”, daquilo que está sempre mais à frente, atrás do muro, depois da esquina. É essa noção que alimenta o sonho – a ideia de que, mudando alguma coisa nas nossas vidas conseguimos controlar o seu rumo e direccioná-la de encontro àquilo que desejamos: também nós, quando queremos atingir reconhecimento, tomamos uma diferente atitude em relação ao trabalho e ao esforço; se ambicionamos um estilo de vida diferente, mudamos de casa, de cidade, de país; se não nos sentimos felizes achamos que a felicidade depende daquilo que fazemos na vida, então mudamos de profissão, deixamos tudo para trás e vamos em busca daquilo que nos preenche. É esta a essência do sonho: a possibilidade de lutar por um propósito que nos complete, independentemente da sua tangibilidade. E qual é o Homem que nunca sonhou?

É agora possível compreender a estrofe de Pessoa: todo o homem se questiona acerca do fundamento do ser, reflecte sobre a sua existência, na sua maioria involuntariamente; e da mesma forma, todo o homem sente que a mudança é necessária, em prol de atingir um objectivo maior ou simplesmente a fim de satisfazer a sua evolução pessoal e se sentir completo. No entanto, Fernando Pessoa não é um indivíduo como os demais - porque toma consciência desta reflexão ontológica, sente um ímpeto constante que o obriga a procurar a sua identidade. Daí que, se o homem comum se cansa de estar sempre no mesmo lugar, mesmo que isso não lhe pareça nada de mais, o poeta assume e mentaliza uma premência maior, superior: sente a necessidade de ser outros, de ser extraordinariamente plural, ser todos mesmo que isso implique nunca ser realmente ninguém.

Ana Rodrigues

Aluna número 1 do 12º H de Artes Visuais

Quarta, 6 de Outubro de 2010







terça-feira, 12 de outubro de 2010

RUI CARDOSO MARTINS, PRÉMIO APE

 

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Rui Cardoso Martins

Rui Cardoso Martins nasceu em Portalegre em 1967. É escritor, jornalista do Público, argumentista e um dos responsáveis pelo programa de humor CONTRA INFORMAÇÃO (RTP1).

O seu primeiro romance literário, E SE EU GOSTASSE MUITO DE MORRER (D. Quixote), foi publicado em Espanha e na Hungria.

DEIXEM PASSAR O HOMEM INVISÍVEL conquistou o GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA APE/DGLB, no valor de 15 mil euros. A obra foi escolhida, entre 85 concorrentes, pela maioria dos elementos do júri.

PARABÉNS, RUI!

 

sábado, 9 de outubro de 2010

JORNAL HORIZONTE, ESSL (1989)

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Jornal HORIZONTE, nº 0, Março de 1989

Jornal da Escola Secundária de S. Lourenço, Portalegre

Director: Prof. João Lacão Pinheiro

Conselho de Redacção: Professores Isilda Garraio e Carlos Ceia

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MARIO VARGAS LLOSA, PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2010

 

Llosa

Mario Varga Llosa, escritor peruano, foi, este ano, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura.

Algumas obras do escritor:

Os Chefes (1959)

Conversa na Catedral (1969)

 A Guerra do Fim do Mundo (1981)

O Paraíso na Outra Esquina (2003)

Ainda este ano, editado pela Quetzal, sairá O Sonho do Celta

Numa entrevista à jornalista Helena Vasconcelos, do jornal Público, em 2003, Vargas Llosa afirma:

«Mantemos a nostalgia dessa sociedade perfeita com a qual se inicia a nossa cultura. Nós começámos com a ideia de um paraíso que perdemos. A nossa busca é um retorno a essa idade de ouro a cuja perda nunca nos resignamos. Todas as grandes religiões prometem o éden, tal como as grandes ideologias. Com a diferença de que estas últimas nos prometem o paraíso nesta terra e não num lugar abstracto.»

Concurso N@Escolas (DN)


terça-feira, 5 de outubro de 2010

REPÚBLICA, 100 ANOS

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Livro disponível na biblioteca da escola.

GUERRA E PAZ

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GUERRA E PAZ, de Lev Tolstói

Ilustrações de Júlio Pomar

Prefácio de António Lobo Antunes

Tradução do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra

Edição do jornal PÚBLICO

Todas as quintas-feiras na biblioteca da escola.

«Esta obra-prima, assinada por Lev Tolstói, um dos maiores nomes de sempre da literatura mundial, inspirou, ao longo de décadas, inúmeros escritores e artistas conceituados, entre os quais Júlio Pomar, que, nos anos 50, ilustrou uma edição de GUERRA E PAZ em fascículos, cuja circulação viria a ser proibida pela PIDE.», lê-se na contra-capa do I volume.

Por sua vez, António Lobo Antunes, no prefácio, escreve: «livro pantagruélico, devorador (…) é, no entanto, uma assombrosa manifestação de grandeza do espírito humano, produto de um canibal de génio que tudo engole e transforma segundo as suas leis pessoais, necessariamente diversas das nossas.»

domingo, 3 de outubro de 2010

PRAXES ACADÉMICAS

 

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Praxe: integração ou humilhação?

Eis a questão: prestes a iniciarem um novo rumo do seu percurso pessoal, os novos alunos do Ensino Superior, vulgarmente designados por “caloiros”, passam, talvez, pela mais marcante experiência da sua vida académica: a Praxe.

A Praxe e a cultura académica

Na gíria académica, e até mesmo já contemplada na convencional, a Praxe académica faz parte de um conjunto de usos e costumes que acompanharão os jovens que entram, pela primeira vez, nos círculos universitário e politécnico, ao longo de uma nova e digníssima fase da sua vida. Segundo os preceitos originais das praxes académicas, estas visam a integração, com maior ou menor alcance, dos novos alunos no meio académico e a promoção de valores como o espírito de grupo, união e de sacrifício e o respeito pela hierarquia vigente.

A cultura académica é, desde os seus tempos remotos, conservada e mantida pelas centenas de gerações estudantis que dela, ainda hoje, fazem parte. Merece, portanto, considerar que a Praxe não é apenas uma virtude da integração mas é, sobretudo, formada por marcantes e simbólicas cerimónias da vida universitária de alguém. Não é por acaso que a grande maioria dos académicos viram na Praxe um dos momentos culminantes e mais intensos das suas estadas académicas.

A ilimitação dos Ritos

Não obstante, começa a nascer uma tendência para menosprezar os valores da Praxe, especialmente os Ritos de Iniciação ou recepção ao “caloiro”. Contudo, parece haver, de facto, motivação para tal, apesar dos receios do debate. De há uns anos para cá, surgiram registos de manifestos abusos durante os Ritos de Iniciação. Tais abusos foram e, infelizmente, continuam a ser conduzidos por uma certa parte de “veteranos” ou “doutores”, aos quais abstenho qualquer adjectivação por nenhuma ser suficientemente merecida, que testam os limites dos “caloiros” até onde os seus próprios limites os levam. Curiosamente, e para desgosto da nata académica, são a partir destes hediondos actos de libertinagem e da própria clandestinidade remetida para os que deles recusam fazer parte, que nascem brechas e padrões de ruptura com a Praxe e, indissocialvelmente, com a própria tradição académica.

Pela consciência e própria democraticidade da cultura, a discussão destes abusos não pode ser vedada à Opinião Pública nem estes podem ser libertos de culpa, leviana e abusadoramente, pela seita académica como se tratassem de uma excepção à regra. Seria, portanto, pertinente a intervenção das próprias Organizações da Praxe em quaisquer situações de abuso, demarcando-se, legitimamente, do seu patrocínio e fazendo uso das ferramentas necessárias para pôr termo a esses abusos, sem temer a nobreza da doutrina académica.

Um manifesto aos excessos

Este não é, de todo, um manifesto à anti-Praxe. Este é, assumidamente, um manifesto contra qualquer tipo de abuso que promova a humilhação e violência de jovens que procuram, de forma genuína, integrar-se no mundo académico.

A Praxe é, desde sempre, um marco da vida académica e é, nos dias de hoje, regida por Códigos, ainda que alguns deles sejam redigidos de forma irreverente e nem sempre consensual. Hoje, impõe-se moderação, equilíbrio e, sempre que necessário, alguma mediação por parte das Organizações da Praxe e, se necessário, das Instituições do Ensino Superior, conservando e defendendo o respeito pelos valores académicos e pela venialidade da sua cultura.

Carlos Raimundo, nº5, 12ºE

sábado, 2 de outubro de 2010

CHARLES DARWIN, 200 ANOS DEPOIS

 

Charles Darwin

Charles Darwin (1809-1882), autor do livro A ORIGEM DAS ESPÉCIES

Ler artigo:  http://sapoblogs.do.sapo.pt/ler/darwin.pdf

TORGA

Torga

Portugal

Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.
E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:
Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.


Miguel Torga,  (1907-1995) in 'Diário X'

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

REVISTA CONTEMPORÂNEA

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Revista CONTEMPORÂNEA (1922)

«Revista feita expressamente para gente civilizada»

«Revista feita expressamente para civilizar gente»

Revista Mensal

Director: José Pacheco

Excertos do Vol. II – Ano I

Neste volume colabora Fernando Pessoa, com MAR PORTUGUÊS, constituído pelos seguintes poemas: «O Infante, Horizonte, Padrão, O Mostrengo, Epitáfio de Bartolomeu Dias, Os Colombos, Ocidente, Fernão de Magalhães, Ascensão de Vasco da Gama, Mar Português, A Última Nau, Prece»

(Este grupo de poemas compreenderá a II parte da MENSAGEM, que sairá no dia 01/12/1934)

Almada Negreiros também colabora com uma ilustração.

domingo, 19 de setembro de 2010

CECÍLIA

No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta



Cecília Meireles (1901-1964)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

COLECÇÃO «PINTORES PORTUGUESES»

 

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Grão Vasco, um pintor português do Renascimento

II Volume

TAPEÇARIAS DE PORTALEGRE NO MUSEU DO NEO-REALISMO

 

 

Lourdes Castro0001Lourdes Castro, «As Quatro Estações»

Exposição das Tapeçarias de Portalegre, intitulada «Expressão de Arte Contemporânea», no Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira

(de 19 de Setembro de 2010 a 13 de Março de 2011)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

COLECÇÃO «PINTORES PORTUGUESES»

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A Biblioteca da Escola vai adquirir a colecção, editada pelo jornal Público, «Pintores Portugueses», composta por 15 volumes.

O 1º número sobre o pintor Nuno Gonçalves saiu hoje.

Até dia 21 de Dezembro, todas as terça-feiras, pintores portugueses como Vieira da Silva, Josefa D’Óbidos, Almada Negreiros, Paula Rego, Amadeo de Souza-Cardoso, Columbano, visitarão a nova biblioteca da nossa escola. E estão à tua espera!