terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

I JORNADAS DE LEITURA NA BIBLIOTECA

Jornadas0001

Uma leitura encenada do conto de Almada Negreiros «O Cágado», feita pelos alunos do 10ºA.


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Uma assistência privilegiada: o 6º C e E da Escola Básica Cristóvão Falcão.

Uma leitura expressiva dos poemas «Lágrimas de Preta» e «Pedra Filosofal» de António Gedeão.

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Eis as primeiras jornadas de leitura.

Um trabalho conjunto das Escolas de S. Lourenço e Cristóvão Falcão.

L2

Uma aproximação das duas bibliotecas escolares.

L3

Em busca de novos leitores!

L4

Parabéns!











domingo, 30 de janeiro de 2011

INAUGURAÇÃO DA NOVA ESSL (29/01/2011)

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E3

29 de Janeiro de 2011

Inauguração da nova Escola Secundária de S. Lourenço (ESSL)

Ministro da Agricultura, Prof. Dr. António Serrano

Director da Escola, Prof. Eduardo Relvas


Mais informações

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

SOPHIA

Data

Tempo de solidão e de incerteza
Tempo de medo e tempo de traição
Tempo de injustiça e de vileza
Tempo de negação


Tempo de covardia e tempo de ira
Tempo de mascarada e de mentira
Tempo de escravidão


Tempo dos coniventes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rasto
Tempo da ameaça

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PORTALEGRE

PTG 1900 B Portalegre, finais do séc. XIX

PTG 1900 

Portalegre, finais do séc. XIX

PTG 50

Portalegre, finais dos anos 50 do séc. XX (Cascata e Av. Pio XII)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

SOPHIA

CIDADE

Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.

Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.

Sophia de Mello Breyner Andresen, 1944

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

DEBATE SOBRE EDUCAÇÃO II (ALBUM)

Educação em Debate

DEBATE SOBRE EDUCAÇÃO NA ESSL






A Educação em Debate na ESSL.

Duas turmas da ESSL, vários elementos do Clube Europeu e os professores Maria Luísa Moreira e Carlos Serra receberam o deputado Artur Rego.
Após uma breve introdução sobre o funcionamento da Assembleia da República, proferida pelo deputado Artur Rego, temas relacionados com a educação foram abordados.
Acesso ao ensino superior, currículo pessoal, programas, aulas de substituição, autonomia, criatividade, cidadania, foram temas que alimentaram um debate muito interessante.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O ARTISTA E O CRÍTICO


É elementar que o artista não cria a realidade; vai buscar os materiais que se lhe oferecem, que lhe são comuns com os outros homens; na escolha deles residem o seu primeiro trabalho e a sua primeira prova; em seguida — e aqui temos a sua tarefa mais alta — tece um certo número de relações entre esses elementos; quanto mais amplas elas forem, de mais universal carácter e valor, tanto mais elevado será o poema; mas, até nos casos mais simples, surge com a obra um mundo novo, um mundo que não existia com tal arquitectura, com tal ordem. Se cabe ao poeta ou ao escultor criar um universo, cabe ao crítico criar um artista; dele também não existem, antes da empresa crítica, senão os elementos dispersos, os vários traços dos seus versos ou das suas estátuas; Fídias ou Milton só passam verdadeiramente a ser quando encontram Collignon e Macaulay; os Erasmos de dois autores diferentes são diferentes, como são diferentes as árvores de Cláudio Lorena e as árvores de Beruete; se quiséssemos entrar na carreira de colocar as artes em degraus poríamos o crítico no mais alto de todos: porque é a ele que compete a missão de criar o criador; tem, na arte, o trabalho que tomam para si o teólogo e o filósofo no mundo mais vasto do pensamento.

Não temos nada a objectar a que o artista não ouça o crítico, embora, se esmiuçássemos, acabássemos por ter de reconhecer tal caminho como impossível; suponhamos que é sempre o contrário que se tem que dar: é o crítico quem deve seguir, com amorosa atenção, a fantasia do artista. Nada, portanto, de crítica normativa; só explicativa e ressoadora (como se tudo isto não incluísse sempre uma norma); faça o artista o que quiser, ninguém lhe dê conselhos, e se lhos derem ria o artista; a sua órbita depende da sua vontade; rume a que céus quiser e seja imprevisível. Mas, como o crítico é também um artista, tem ele mesmo o direito de exigir que lhe não ponham barreiras, que o deixem ser à vontade juiz ou ampliador e que o expliquem depois, se quiserem; é ilógico impor limites ao crítico, quando se quebram esses limites em nome da liberdade de criação; ou um e outro os devem ter, e nesse caso o crítico pode ser pedagógico (que haverá não pedagógico?) e o artista tem de o escutar e seguir, ou se derrubam para todos e então nada de regras e manuais destinados aos críticos; a atitude a escolher é uma só: tudo o mais confusão e prosa inútil.

Agostinho da Silva, in Diário de Alcestes


domingo, 2 de janeiro de 2011

POESIA


Não podemos mentir,
Mal sabemos falar
E vamos, com os pássaros,
Sem gestos, sem palavras,
Colher a flor do mundo...


Cristovam Pavia

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CRISTOVAM PAVIA

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Cristovam Pavia, Poesia

Edição de Joana Morais Varela

Prefácio de Fernando J. B. Martinho

Publicações D. Quixote, 2010

 

Pavia

Sebastião da Gama, José Régio e Cristovam Pavia

POESIA

O lírico segredo

Por ninguém desvendado

Na manhã de neblina

Deixá-lo ir assim…

Eu fico livre e calmo,

Sem amor, sem saudade…

O peso das palavras

Evolou-se… Neblina…

E a poesia nasce

Como se fosse música…

 

Cristovam Pavia

 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

LANÇAMENTO DA REVISTA PROFFORMA

 

 

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Hoje, às 11h, no Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano (CEFOPNA), foi lançado o 1º número da revista online PROFFORMA.

http://cefopna.edu.pt/revista/

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

NATAL

O Natal não é ornamento

O Natal não é ornamento: é fermento
É um impulso divino que irrompe pelo interior da história
Uma expectativa de semente lançada
Um alvoroço que nos acorda
para a dicção surpreendente que Deus faz
da nossa humanidade

O Natal não é ornamento: é fermento
Dentro de nós recria, amplia, expande

O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos símbolos
nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro de ocasião
A simplicidade que nos propõe
não é o simplismo ágil das frases-feitas
Os gestos que melhor o desenham
não são os da coreografia previsível das convenções

O Natal não é ornamento: é movimento
Teremos sempre de caminhar para o encontrar!
Entre a noite e o dia
Entre a tarefa e o dom
Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo
Entre a palavra e o silêncio que buscamos
Uma estrela nos guiará

José Tolentino Mendonça

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PADRE PATRÃO

Padre Patrão


Dizia

Que não queria

«saber disso para nada»

Mas queria

E sabia

Oh se sabia

Tinha essa forma subtil

De dar a bofetada

A quem merecia

Artista plasmado na anarquia

Sempre em busca do belo e do profundo

Generoso

Um pouco vagabundo

E presunçoso

Por caminhar sozinho a sua estrada

Ai como relembro agora o que ele dizia


Francisco Salgado, Noves Fora…, poema em memória do Padre Patrão

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SILÊNCIO


O SILÊNCIO


Regressamos a uma terra misteriosa

trazemos uma ferida

e o corpo ferido

imprevistamente nos volta

para margens mais remotas

Giorgio Armani tinha declarado

àquele jornal inglês: «o luxo desagrada-me,

é anti-democrático.

Quero agora homenagear os operários de todo o mundo»

Eu só pensava em São João da Cruz

enquanto ouvia pela enésima vez:

«a moda substituiu o luxo

pela elegância»

João da Cruz fala de coroas,

resplendores, casulas

véus de seda, relicários de ouro e

diamantes

para lá do jogo das nossas defesas

qualquer coisa interior

a intensa solidão das tempestades

os campos alagados,

os sítios sem resposta

o teu silêncio, ó Deus, altera por completo os espaços


José Tolentino Mendonça