
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
TEMPO

A questão do tempo
Quando pretendo «fixar» o tempo no seu agora, o que consigo é comemorar um «agora» que já não é ou prevenir um «agora» que ainda não é. (…)
O tempo é um potro selvagem difícil de montar, porque quando queremos percebê-lo deita-nos abaixo e vemo-lo afastar-se fazendo piruetas. Mas não devemos deixar-nos enganar pela redução ao infinitesimal da actualidade vivida (…).
Conscientes do tempo e da dificuldade em pensá-lo, nós, humanos, inventámos muitas maneiras de estabelecer essa passagem que nunca se detém. Isto é, formas diversas de medir o tempo. Mas o que estamos a medir quando medimos o tempo? Como medir algo que não sabemos sequer o que é?
Medir o tempo corresponde mais ou menos a determinar o prazo das mudanças que nos afectam a nós, às nossas actividades e ao mundo que habitamos. Mas como essas mudanças podem ser de inúmeros tipos e como as medidas que lhe aplicamos correspondem a critérios muito diferentes, na realidade é impossível falar de um só «tempo»: teremos que nos resignar a que haja vários «tempos», conforme as mudanças observadas e as normas de medição utilizadas. E também conforme a urgência social de controlar algumas mudanças mais do que todas as outras.
Fernando Savater, As Perguntas da Vida, D. Quixote.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
ALMADA
O LIVRO
Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria.
Deve certamente haver outras maneiras de se salvar um pessoa, senão estou perdido. (…)
Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa – salvar a humanidade.
Almada Negreiros
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
VISITA DE ESTUDO, 10ºA, B, C, D
Nos dias 6 e 7 de Janeiro de 2011, no âmbito das disciplinas de Biologia e Geologia e Física e Química A, os professores organizaram uma visita de estudo aos seguintes locais:
Participaram as turmas do Curso de Ciências e Tecnologia do 10ºAno (A, B, C e D), acompanhadas pelos docentes Maria Rodrigues, Beatriz Quezada, Fátima Laima, Alzira Nunes, António Carreiras, Ana Souza, Valéria Vieira
Alguns momentos:


sábado, 5 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
I JORNADAS DE LEITURA NA BIBLIOTECA
Uma leitura encenada do conto de Almada Negreiros «O Cágado», feita pelos alunos do 10ºA.
Uma assistência privilegiada: o 6º C e E da Escola Básica Cristóvão Falcão.
Uma leitura expressiva dos poemas «Lágrimas de Preta» e «Pedra Filosofal» de António Gedeão.
Eis as primeiras jornadas de leitura.
Um trabalho conjunto das Escolas de S. Lourenço e Cristóvão Falcão.
Uma aproximação das duas bibliotecas escolares.
Em busca de novos leitores!
Parabéns!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
INAUGURAÇÃO DA NOVA ESSL (29/01/2011)
29 de Janeiro de 2011
Inauguração da nova Escola Secundária de S. Lourenço (ESSL)
Ministro da Agricultura, Prof. Dr. António Serrano
Director da Escola, Prof. Eduardo Relvas
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
SOPHIA
Tempo de solidão e de incerteza
Tempo de medo e tempo de traição
Tempo de injustiça e de vileza
Tempo de negação
Tempo de covardia e tempo de ira
Tempo de mascarada e de mentira
Tempo de escravidão
Tempo dos coniventes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rasto
Tempo da ameaça
Sophia de Mello Breyner Andresen
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
PORTALEGRE
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
SOPHIA
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
DEBATE SOBRE EDUCAÇÃO NA ESSL
sábado, 8 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O ARTISTA E O CRÍTICO

É elementar que o artista não cria a realidade; vai buscar os materiais que se lhe oferecem, que lhe são comuns com os outros homens; na escolha deles residem o seu primeiro trabalho e a sua primeira prova; em seguida — e aqui temos a sua tarefa mais alta — tece um certo número de relações entre esses elementos; quanto mais amplas elas forem, de mais universal carácter e valor, tanto mais elevado será o poema; mas, até nos casos mais simples, surge com a obra um mundo novo, um mundo que não existia com tal arquitectura, com tal ordem. Se cabe ao poeta ou ao escultor criar um universo, cabe ao crítico criar um artista; dele também não existem, antes da empresa crítica, senão os elementos dispersos, os vários traços dos seus versos ou das suas estátuas; Fídias ou Milton só passam verdadeiramente a ser quando encontram Collignon e Macaulay; os Erasmos de dois autores diferentes são diferentes, como são diferentes as árvores de Cláudio Lorena e as árvores de Beruete; se quiséssemos entrar na carreira de colocar as artes em degraus poríamos o crítico no mais alto de todos: porque é a ele que compete a missão de criar o criador; tem, na arte, o trabalho que tomam para si o teólogo e o filósofo no mundo mais vasto do pensamento.
Não temos nada a objectar a que o artista não ouça o crítico, embora, se esmiuçássemos, acabássemos por ter de reconhecer tal caminho como impossível; suponhamos que é sempre o contrário que se tem que dar: é o crítico quem deve seguir, com amorosa atenção, a fantasia do artista. Nada, portanto, de crítica normativa; só explicativa e ressoadora (como se tudo isto não incluísse sempre uma norma); faça o artista o que quiser, ninguém lhe dê conselhos, e se lhos derem ria o artista; a sua órbita depende da sua vontade; rume a que céus quiser e seja imprevisível. Mas, como o crítico é também um artista, tem ele mesmo o direito de exigir que lhe não ponham barreiras, que o deixem ser à vontade juiz ou ampliador e que o expliquem depois, se quiserem; é ilógico impor limites ao crítico, quando se quebram esses limites em nome da liberdade de criação; ou um e outro os devem ter, e nesse caso o crítico pode ser pedagógico (que haverá não pedagógico?) e o artista tem de o escutar e seguir, ou se derrubam para todos e então nada de regras e manuais destinados aos críticos; a atitude a escolher é uma só: tudo o mais confusão e prosa inútil.
Agostinho da Silva, in Diário de Alcestes

