quinta-feira, 29 de setembro de 2011

VISITA DE ESTUDO AO MUSEU DA TAPEÇARIA GUY FINO

 

 

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A visita de estudo do 10ºG  ao Museu da Tapeçaria Guy Fino permitiu conhecer a esta forma de arte.

As tapeçarias de Portalegre, conhecidas no mundo inteiro, reproduzem, de forma sublime, obras de arte de grandes mestres da pintura. Algumas obras de Almada Negreiros, Vieira da Silva, Cargaleiro, Charrua, Rogério Guimarães, Malangatana e muitos, muitos outros são divulgadas pela Manufactura das Tapeçarias de Portalegre, criada em 1948, por Guy Fino.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

BERNARDO SOARES

 

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«Meditei hoje, num intervalo de sentir, na forma de prosa de que uso. Em verdade, como escrevo? Tive, como muitos têm tido, a vontade pervertida de querer ter um sistema e uma norma. É certo que escrevi antes da norma e do sistema; nisso, porém, não sou diferente dos outros.»

Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Edição de Richard Zenith, Assírio & Alvim, 2003.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ALMOSSASSA 2011- FESTIVAL ISLÂMICO

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«De 1 a 5 de Outubro, a parte alta da vila transforma-se numa deslumbrante máquina do tempo que nos transporta directamente para o século IX, para os tempos da sua fundação, homenageando o seu rebelde fundador Ibn Maruan, figura ímpar e visionária que mesmo a tantos séculos de distância consegue unir o que as fronteiras e história separaram.

O “Mercado das 3 Culturas”, palco principal de toda esta actividade, reconstitui a ambiência das vendas dessa época e deslumbra-nos como um espaço aberto à imaginação e à história. Para além de estar repleto de fabulosas recriações e animações que interagem com os visitantes.

O público feminino certamente se deixará encantar pelo stand de chás e ervas medicinais, a enorme variedade de brincos, pulseiras e colares em prata; pelas pedras semi-preciosas, pelos trabalhos em osso, madeira e demais adereços; pelas jarras, lâmpadas, flores secas, velas, espelhos, vidros, incensos e outros elementos de decoração; pelos sapatos, malas, túnicas, véus, cintos para dança do ventre, peles e tecidos coloridos; pelos sabonetes e perfumes, pelas tatuagens temporárias, pela leitura da sina nas mãos, pelas louças e tapetes orientais, pelo artesanato Egípcio, de Marrocos, dos Himalaias e da Tunísia.

Os homens adorarão ver os artesãos que trabalham ao vivo. As carteiras, cintos e sapatos em pele com design exclusivo e fabricados à mão, as antiguidades e as réplicas de armas serão outros pontos de interesse. A oportunidade de tomar uma bebida com os amigos numa envolvente de encantar e com um cenário natural único constituirá outro forte aliciante.

As crianças vão adorar os diferentes e coloridos brinquedos de madeira feitos à mão, a exposição permanente de aves, os passeios de burro e a quinta com animais exóticos e do campo. Os fatinhos de dançarina do ventre e os lenços árabes para a cabeça são sempre dos produtos mais procurados.

Todos juntos, em família, vão visitar a “Haima“ para tomar o verdadeiro chá árabe e por ali provarão gostos e sabores de outras paragens como os kebab. Destaque também para os crepes e as tâmaras, o fabrico de fogaças e pão, e a já famosa tenda dos cristãos locais com o suculento porco assado no espeto.

No Al Mossassa em Marvão terá perto de uma centena de pontos de venda seleccionados a pensar em si, para que viva a história e a cultura como nunca antes.

Esta é uma Festa para toda a família e uma oportunidade de visitar Marvão, aproveitar o bom ambiente, descontrair e principalmente divertir-se.»

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PARTIDA

 

Já a vista, pouco e pouco, se desterra

Daqueles pátrios montes, que ficavam;

Ficava o caro Tejo e a fresca serra

De Sintra, e nela os olhos se alongavam.

Ficava-nos também na amada terra

O coração, que as mágoas lá deixavam.

E já depois que toda se escondeu,

Não vimos mais, enfim, que mar e céu.

 

 

Luís de Camões, OS LUSÍADAS, V, 3

OS LUSÍADAS

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Noite é muito Escura

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É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância
Brilha a luz duma janela.
Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça.
É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é,
Atrai-me só por essa luz vista de longe.
Sem dúvida que a vida dele é real e ele tem cara, gestos, família e profissão.


Mas agora só me importa a luz da janela dele.
Apesar de a luz estar ali por ele a ter acendido,
A luz é a realidade imediata para mim.
Eu nunca passo para além da realidade imediata.
Para além da realidade imediata não há nada.
Se eu, de onde estou, só veio aquela luz,
Em relação à distância onde estou há só aquela luz.
O homem e a família dele são reais do lado de lá da janela.
Eu estou do lado de cá, a uma grande distância.
A luz apagou-se.
Que me importa que o homem continue a existir?


Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos

quinta-feira, 28 de julho de 2011

UM OLHAR PARA O MUNDO

Um olhar para o mundo



Perdi o meu olhar

No meio do silêncio

Respiro outro ar

E não percebo o que sinto.


Lembro-me daquele momento,

Quando tinha...

O que será?

Será que era medo?

Talvez. Ninguém sabe.


Conheci pessoas novas

Umas boas, outras duras

Como a noite e o dia

Alguém falava, alguém sorria.


Abracei tantas ruas

Guardei muitas palavras,

Deixei de ser marcada

E já não me sinto o nada.


Mas vejo ainda os meus iguais,

A forma como usam as palavras

Tentando esconder

O que têm medo de perder

O desejo de pertencer,

O desejo de abraçar,

O desejo de amar.


Acções imprevisíveis

Que dominam aquele ser

Acções que são incríveis

Não gastando o seu poder.


Feliz, por estar aqui,

Feliz, por ter-te a ti,

Feliz, por saber o que é falar

De coisas sem pensar.


As casas, as flores,

As músicas e os sabores

Tudo me ajudou sentir

Ultrapassar e agir.


Esta árvore tem frutos

E folhas tão diferentes,

Há muitas ainda e muitos

Que nem sabem quem são eles.


A vida é um jogo

E nós, os jogadores nela

Não existe ainda aquele fogo

Capaz de apagar uma geração como aquela.


Senti a amizade

A entrar no coração

E lendo uma curiosidade

Descobri no final quem são.


Uma parte do meu “Eu”

Gosta de olhar para o céu,

Outra parte está contente

Por não ouvir “ele vai esquecer-te”!


Zinaida Mogildea, 11º A

Português Língua não Materna

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO



Dispersão


Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.

Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...

Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem. (...)

Mário de Sá-Carneiro

segunda-feira, 4 de julho de 2011

REVISTAS DE BORDO

 

TAP

Nas revistas de bordo sucede quase sempre o mesmo: passamos os olhos pela página, em busca de uma simples distracção, de modo a que nos desviemos do confronto com a janela, afastados da heresia que é contemplar o céu a partir dos céus. Por outro lado, a revista de bordo é uma hospedeira em página impressa, um porteiro de nações, um massagista de almas atingidas por desfasamento de fusos horários. Estas eram as balizas, os estranhos limites às palavras voadoras.

Mia Couto, Pensageiro Frequente

Editorial Caminho

terça-feira, 28 de junho de 2011

poema

«O poema é uma abstracção, uma escrita que espera, uma lei que só numa boca humana vive.»

Paul Valéry

sábado, 18 de junho de 2011

OS ARTISTAS E A TAPEÇARIA DE PORTALEGRE

 

TMP

A  Manufactura de Tapeçarias de Portalegre e a Sociedade Nacional de Belas Artes prestam homenagem a quatro pintores da mesma geração, incontornáveis no panorama artístico português, apresentando tapeçarias de Cruzeiro Seixas, Fernando Lanhas, Júlio Resende e Nadir Afonso. Esta exposição, ao integrar linguagens artísticas desde o surrealismo, à expressão puramente geométrica,  passando pelo abstraccionismo e figurativo, comprova a capacidade de interpretação da Tapeçaria de Portalegre.

SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS ARTES (SNBA)

Rua Barata Salgueiro, 36 Lisboa (14h- 20h)

De 22 de Junho a 30 de Julho

quinta-feira, 16 de junho de 2011

SANTO ANTÓNIO

Saíra Santo António do convento

A dar o seu passeio acostumado

E a decorar num tom rezado e lento

Um cândido sermão sobre o pecado.

E andando...andando sempre

Repetia o seu divino sermão suave e brando

E nem notou que a tarde esmorecia

E vinha a noite plácida baixando

Andando... andando, viu-se num outeiro

Com árvores e casas espalhadas

Que ficava distante do mosteiro

Uma légua, das fartas, das puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe

E cansado por haver andado tanto

Sentou-se a descansar o bom do monge

Com a resignação de quem é um santo.

O luar, um luar claríssimo nasceu

Num raio dessa linda claridade

O Menino Jesus baixou do céu

E pôs-se a brincar com o capuz do frade.

Perto, uma bica de água murmurante

Juntava os seus murmúrios ao dos pinhais

Os rouxinóis ouviam-se distantes

O luar, mais alto, iluminava mais

De braço dado para a fonte vinha

Um par de noivos todo satisfeito

Ela trazia no ombro a cantarinha

E ele trazia o coração no peito.

Sem suspeitar que alguém os visse

Trocaram beijos ao luar tranquilo

O Menino porém ouviu e disse:

- Oh, frei António, o que foi aquilo?

O frei erguendo a manga do burel

Para tapar o noivo e a namorada

Mentiu numa voz doce como o mel

- Não sei que fosse, eu cá não ouvi nada.

Uma risada límpida, sonora, cristalina

Ecoou como notas de ouro sobre o caminho.

- Ouviste frei António, ouviste agora?

- Ouvi Senhor, ouvi, é um passarinho.

- Tu não estás com a cabeça boa.

Um passarinho? E a cantar assim?.

E o pobre Santo António de Lisboa, calou-se

embaraçado.

Mas por fim, corado como as vestes dos cardeais

Teve esta saída redentora

- Se o Menino Jesus pergunta mais

Queixo-me a sua Mãe, Nossa Senhora.

E voltando-lhe a carinha contra o vento

E contra aquele amor, sem casamento

Pegou-lhe ao colo e disse:

Jesus, são horas!

E abalaram para o convento

Augusto Gil

quarta-feira, 8 de junho de 2011

PORTUGAL

Passarola

 

Arriscar. Somos um povo que arrisca. Um povo de aventureiros, descobridores, conquistadores, lutadores, escritores, grandes músicos, sofredores.

Temos conceitos como o fado e a saudades a correr-nos nas solenes veias que alimentam o nosso corpo e que o fazem prover-se de sentido neste mundo no qual nos sentimos perdidos. Não somos um ser corpóreo. Somos uma alma com um corpo. Uma alma que sente como mais nenhuma alma sente e que o transforma nas mais belas palavras, romances, epopeias, sonetos.

Patrióticos. Não podemos negar essa característica. Olhemos para o fantástico Pessoa ou, atingido voos mais altos, o mestre Camões. Falam de Portugal com tão grande intensidade como o fogo que acende a mais bela das fogueiras e à roda da qual se construíram nações. Somos bons. Temos virtudes. História.

Somos, no entanto, realistas, por exemplo com as sátiras implacáveis de Garret, Eça de Queirós ou Saramago. Portugal também tem defeitos. Dramas excessivos, educações tradicionais e erradas, políticos incultos e enganadores, mentalidades excessivamente religiosas. A crítica faz parte de quem somos. Ver o mau. Saber aquilo que (ainda) não temos e talvez possamos alcançar.

Românticos e apaixonados. Eternos sonhadores quando falando do tão grande Amor sobre o qual todos sabemos soltar vocábulos e teorias eternas. Ingénuos e puros. Florbela Espanca, Eugénio de Andrade, Mário Cesariny… Todos eles nos mostraram a loucura e o frémito que tamanha paixão, que só a alma portuguesa sente, transporta.

Rurais e trabalhadores, em nomes como Torga e o tão jovem comparado com os restantes, Peixoto. Um Portugal provinciano e real, repleto de profundas marcas causadas pelo próprio destino e pelas vicissitudes que nossas tristes vidas nos trazem.

Com todos os defeitos e qualidades que possamos ter, os traços acima referidos estão presentes em todos nós, dia após dia, mesmo que encobertos.

Vivemos. Acima de tudo trata-se disso. O povo Português vive a essência do que é Portugal, mesmo quando tentando seguir o modelo de outros países, pois têm a nação no sangue. É inevitável. Transportam o poder da pátria Lusitana, de Portugal dos Descobrimentos, de Portugal Liberal de 74, do eterno Portugal apaixonado.

Sangue e Saudade são conceitos que traçam o Fado Português. Que traçam a nossa força. O nosso positivismo. O nosso trabalho. A nossa paixão. A nossa História. A nossa Pátria.

A nossa Vida.

O nosso Portugal.

 

Leonor Traguil 11ºI Nº14

terça-feira, 7 de junho de 2011

A ESCOLA EM FESTA

Festa da Escola 04/06/2011

COLÓQUIO SOBRE REGIONALIZAÇÃO


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Regionalização em Portugal

Dia 3 de Junho, pelas 10:00 horas, os alunos Andreia Nunes, Carlos Raimundo, Joana Costa e Rodrigo Brás, da turma E do 12.º ano, promoveram, no âmbito de Área de Projecto, um Colóquio subordinado ao tema “Regionalização em Portugal”.

Para além da apresentação das vantagens e desvantagens teóricas da Regionalização, o evento contou, também, com a presença e intervenção do Dr. José Gaspar, na qualidade de Sociólogo e Responsável pela Sub-Região de Portalegre da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A).

Os elementos do grupo reiteram os agradecimentos a quem compareceu e a quem contribuiu directa ou indirectamente para a concretização deste trabalho.

A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA

O Mundo tem muitos problemas, que, para serem resolvidos, necessitam de ser tratados por pessoas que ajam de uma maneira diferente daquela que agiam aquando do surgimento desses problemas. Isso significa que as pessoas devem, de certa forma, “reaprender” a viver e a ser. A maneira de fazer isso é a decorrência de uma aprendizagem que nos incentive a evoluir. Mas a evoluir ao certo para quê? Para humanos com características humanas, como a linguagem, o pensamento, o amor e a capacidade de conhecer. De modo a que o indivíduo adquira essas características deve viver numa comunidade estimulante que o leve a fazer a aprendizagem que o faz evoluir.

Foi essa necessidade de integração do ser humano numa comunidade que criou a Cidade, e os seus habitantes, os cidadãos. Mas o que é ao certo a Cidade e os cidadãos?

Segundo Aristóteles, “A Cidade é uma comunidade de lares e famílias com a finalidade de uma vida boa e a garantia de uma existência perfeita e autónoma.” Os cidadãos serão então os habitantes da cidade, que têm o direito (e o dever) de se reunirem, expressando os seus pensamentos e opiniões. Este conceito de cidadão implica que haja uma cidadania activa em todos os seus membros e que o regime presente seja uma Democracia, em que o poder pertença ao povo.

A cidadania é o reconhecimento do estatuto de membro de uma sociedade e da igualdade de todos os cidadãos, que têm o direito expresso acima, e devem desempenhá-lo com vista a um futuro brilhante e à resolução de quaisquer problemas que surjam na Cidade.

O tema “ A Filosofia na Cidade” pretende analisar a contribuição da filosofia para a construção da cidadania. Antes de sequer se falar do contributo da filosofia, deve-se saber que a filosofia teve a sua génese na cidade, sendo fruto do levantamento de discussões, pelo que a filosofia foi criada pela Cidade e hoje em dia ajuda a mantê-la. Mas de que maneira?

A conclusão a que se chega é que a filosofia contribui porque:

· Faculta uma maior capacidade crítica e de argumentação;

· Permite maior aptidão às pessoas para pensar por si;

· Trata dos problemas da vida;

· Favorece um espírito aberto, a compreensão e a tolerância entre as pessoas, ainda que os seus ideais sejam diferentes;

· Ajuda à obtenção da paz e prepara as pessoas para as responsabilidades que advêm de viver numa sociedade.

A filosofia colabora na construção da cidadania, porque para haver cidadania as pessoas têm de colaborar para a resolução dos problemas da Cidade, fornecendo a sua opinião e defendendo-a em oposição a outras. Ora, se a filosofia incentiva as pessoas a pensar por si faz com que elas criem as suas próprias opiniões acerca de assuntos importantes, já que a filosofia trata de problemas da vida e da existência. Se a filosofia melhora a capacidade de argumentação, as pessoas serão então mais capazes de defender as suas opiniões. É por isso que a filosofia é importante na cidadania.

Mas, no entanto, não é apenas importante na medida em que auxilia as pessoas a pensar por si e a partilhar a sua opinião, mas também porque, fortalecendo o espírito aberto das pessoas e sua tolerância, poderão viver melhor em sociedade, aceitando as diferenças dos outros à sua volta, o que os torna bons cidadãos e cria uma Cidade em que as pessoas vivem em paz e harmonia, sem conflitos de maior.

Mas se a filosofia é tão boa na construção da cidadania, colaborando em tantos aspectos, como chega às pessoas de modo a que elas possam aprender os seus ideais?

Esse problema foi resolvido com a inclusão da filosofia como disciplina na escola. A altura em que começa a ser dada também foi especificamente planeada, isto é, na entrada dos alunos no Ensino Secundário, ou seja, quando são adolescentes.

Porque é tão importante que a filosofia comece a ser leccionada nesta altura?

Porque é nesta faixa etária que as pessoas se começam a aperceber das situações que se passam à sua volta e a desenvolverem algum espírito crítico, cujas arestas necessitam de ser limadas pela filosofia.

Se fizermos uma revisão ao programa de filosofia de 10º e 11º ano, podemos ver que o que aprendemos terá valor para o nosso futuro, em que seremos pessoas cultas, tolerantes, interventivas e racionais. Isto é, se aprendermos bem a matéria que é dada.

Não só basta a filosofia chegar aos mais jovens, há também outras pessoas que necessitam da sua ajuda para descortinarem certos problemas que surgem nas suas vidas. A UNESCO, ciente da importância que o questionamento filosófico assume para o diálogo entre os povos, onde cada um se deverá sentir livre de participar, segundo as suas convicções, em qualquer lugar, contribuindo para a progressiva tomada de consciência da nossa comunidade de condição: a humanidade, decidiu instaurar o Dia Internacional da Filosofia.

No meu caso pessoal, a filosofia teve uma importância especial, pois realmente ajudou-me a perceber melhor o mundo à minha volta e a ser mais crítico.

Foi uma disciplina muito importante, embora não me tenha apercebido disso logo no início. Vou ter de ser honesto e dizer que não gostava de filosofia no 10º ano, achava a disciplina enfadonha, aborrecida e inútil. Isso fez com que não mantivesse grande parte dessa matéria cativa na minha mente. No entanto, ao dar uma vista de olhos na matéria leccionada no ano passado, vejo que alguns temas até eram interessantes e que realmente nos fazem compreender melhor o mundo em que vivemos e que nos explicam muita coisa.

Ao chegar ao 11º ano, realmente deixei-me atrair mais pela filosofia. Em parte porque a matéria do programa deste ano é mais cativante do que a do ano passado e obriga a um maior raciocínio. Estou-me a referir à lógica, que se torna a vertente mais prática da filosofia, e aquela em que realmente conseguimos ver a sua acção.

Como esta matéria me fascinou mais, tornei-me mais interessado na filosofia, inspirando-me então a olhar à minha volta e a pôr em prática os ensinamentos da filosofia, fazendo mais reflexões, que embora por vezes nem sempre fossem expressas no papel, eram encetadas na minha mente, que era como um caldeirão borbulhante de ideias, pensamentos e maneiras de ver o mundo.

Posso dizer que, graças à filosofia, sou uma pessoa muito mais atenta ao que se passa à minha volta e racional, que cria as suas próprias opiniões e mantém-se fiel às suas convicções. Sou também alguém que argumenta muito melhor e que sabe como justificar as suas crenças.

Olhando para mim hoje, posso ver que a filosofia foi muito importante para mim.

 

João Crastes, nº14, 11ºA

domingo, 5 de junho de 2011

A ESCOLA EM FESTA

 

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04 de Junho de 2011

Apresentação da Nova S. Lourenço à comunidade.

O Professor Doutor António Nóvoa, Reitor da Universidade Clássica de Lisboa, apresentou o livro ESSL – 125 Anos de histórias da História, da autoria da Profª Isilda Garraio.

Todos os participantes visitaram as novas instalações da Escola de S. Lourenço e, no final, confraternizaram com um lanche no refeitório da Escola.

Parabéns, Escola de S. Lourenço!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

CONSTRUÇÃO DA ESCOLA INDUSTRIAL


Construção da Escola Industrial e Comercial de Portalegre, actual Escola Secundária de S. Lourenço (Av. George Robinson), finais dos anos 50, séc. XX

(fotos cedidas por Egídio Calado)