![]() |
| Hallituna na BE,24 de outubro de 2011 |
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
DIA INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A Mobilidade dos Jovens
terça-feira, 18 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
ESSL, QUADROS DE VALOR E EXCELÊNCIA
No dia 30 de Setembro, a Escola entregou os diplomas aos alunos dos quadros de valor e excelência.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
NOVAS COLEÇÕES
Arquitetos Portugueses
http://static.publico.pt/coleccoes/arquitectos/
Nós e a Ciência
http://static.publico.pt/coleccoes/nos-e-a-ciencia/
Estas coleções estão à tua espera na biblioteca da Escola!
Aparece!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
VISITA DE ESTUDO AO MUSEU DA TAPEÇARIA GUY FINO
A visita de estudo do 10ºG ao Museu da Tapeçaria Guy Fino permitiu conhecer a esta forma de arte.
As tapeçarias de Portalegre, conhecidas no mundo inteiro, reproduzem, de forma sublime, obras de arte de grandes mestres da pintura. Algumas obras de Almada Negreiros, Vieira da Silva, Cargaleiro, Charrua, Rogério Guimarães, Malangatana e muitos, muitos outros são divulgadas pela Manufactura das Tapeçarias de Portalegre, criada em 1948, por Guy Fino.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
BERNARDO SOARES
«Meditei hoje, num intervalo de sentir, na forma de prosa de que uso. Em verdade, como escrevo? Tive, como muitos têm tido, a vontade pervertida de querer ter um sistema e uma norma. É certo que escrevi antes da norma e do sistema; nisso, porém, não sou diferente dos outros.»
Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Edição de Richard Zenith, Assírio & Alvim, 2003.
sábado, 17 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
ALMOSSASSA 2011- FESTIVAL ISLÂMICO
«De 1 a 5 de Outubro, a parte alta da vila transforma-se numa deslumbrante máquina do tempo que nos transporta directamente para o século IX, para os tempos da sua fundação, homenageando o seu rebelde fundador Ibn Maruan, figura ímpar e visionária que mesmo a tantos séculos de distância consegue unir o que as fronteiras e história separaram.
O “Mercado das 3 Culturas”, palco principal de toda esta actividade, reconstitui a ambiência das vendas dessa época e deslumbra-nos como um espaço aberto à imaginação e à história. Para além de estar repleto de fabulosas recriações e animações que interagem com os visitantes.
O público feminino certamente se deixará encantar pelo stand de chás e ervas medicinais, a enorme variedade de brincos, pulseiras e colares em prata; pelas pedras semi-preciosas, pelos trabalhos em osso, madeira e demais adereços; pelas jarras, lâmpadas, flores secas, velas, espelhos, vidros, incensos e outros elementos de decoração; pelos sapatos, malas, túnicas, véus, cintos para dança do ventre, peles e tecidos coloridos; pelos sabonetes e perfumes, pelas tatuagens temporárias, pela leitura da sina nas mãos, pelas louças e tapetes orientais, pelo artesanato Egípcio, de Marrocos, dos Himalaias e da Tunísia.
Os homens adorarão ver os artesãos que trabalham ao vivo. As carteiras, cintos e sapatos em pele com design exclusivo e fabricados à mão, as antiguidades e as réplicas de armas serão outros pontos de interesse. A oportunidade de tomar uma bebida com os amigos numa envolvente de encantar e com um cenário natural único constituirá outro forte aliciante.
As crianças vão adorar os diferentes e coloridos brinquedos de madeira feitos à mão, a exposição permanente de aves, os passeios de burro e a quinta com animais exóticos e do campo. Os fatinhos de dançarina do ventre e os lenços árabes para a cabeça são sempre dos produtos mais procurados.
Todos juntos, em família, vão visitar a “Haima“ para tomar o verdadeiro chá árabe e por ali provarão gostos e sabores de outras paragens como os kebab. Destaque também para os crepes e as tâmaras, o fabrico de fogaças e pão, e a já famosa tenda dos cristãos locais com o suculento porco assado no espeto.
No Al Mossassa em Marvão terá perto de uma centena de pontos de venda seleccionados a pensar em si, para que viva a história e a cultura como nunca antes.
Esta é uma Festa para toda a família e uma oportunidade de visitar Marvão, aproveitar o bom ambiente, descontrair e principalmente divertir-se.»
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
PARTIDA
Já a vista, pouco e pouco, se desterra
Daqueles pátrios montes, que ficavam;
Ficava o caro Tejo e a fresca serra
De Sintra, e nela os olhos se alongavam.
Ficava-nos também na amada terra
O coração, que as mágoas lá deixavam.
E já depois que toda se escondeu,
Não vimos mais, enfim, que mar e céu.
Luís de Camões, OS LUSÍADAS, V, 3
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A Noite é muito Escura
É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância
Brilha a luz duma janela.
Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça.
É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é,
Atrai-me só por essa luz vista de longe.
Sem dúvida que a vida dele é real e ele tem cara, gestos, família e profissão.
Mas agora só me importa a luz da janela dele.
Apesar de a luz estar ali por ele a ter acendido,
A luz é a realidade imediata para mim.
Eu nunca passo para além da realidade imediata.
Para além da realidade imediata não há nada.
Se eu, de onde estou, só veio aquela luz,
Em relação à distância onde estou há só aquela luz.
O homem e a família dele são reais do lado de lá da janela.
Eu estou do lado de cá, a uma grande distância.
A luz apagou-se.
Que me importa que o homem continue a existir?
Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
UM OLHAR PARA O MUNDO
Um olhar para o mundo
Perdi o meu olhar
No meio do silêncio
Respiro outro ar
E não percebo o que sinto.
Lembro-me daquele momento,
Quando tinha...
O que será?
Será que era medo?
Talvez. Ninguém sabe.
Conheci pessoas novas
Umas boas, outras duras
Como a noite e o dia
Alguém falava, alguém sorria.
Abracei tantas ruas
Guardei muitas palavras,
Deixei de ser marcada
E já não me sinto o nada.
Mas vejo ainda os meus iguais,
A forma como usam as palavras
Tentando esconder
O que têm medo de perder
O desejo de pertencer,
O desejo de abraçar,
O desejo de amar.
Acções imprevisíveis
Que dominam aquele ser
Acções que são incríveis
Não gastando o seu poder.
Feliz, por estar aqui,
Feliz, por ter-te a ti,
Feliz, por saber o que é falar
De coisas sem pensar.
As casas, as flores,
As músicas e os sabores
Tudo me ajudou sentir
Ultrapassar e agir.
Esta árvore tem frutos
E folhas tão diferentes,
Há muitas ainda e muitos
Que nem sabem quem são eles.
A vida é um jogo
E nós, os jogadores nela
Não existe ainda aquele fogo
Capaz de apagar uma geração como aquela.
Senti a amizade
A entrar no coração
E lendo uma curiosidade
Descobri no final quem são.
Uma parte do meu “Eu”
Gosta de olhar para o céu,
Outra parte está contente
Por não ouvir “ele vai esquecer-te”!
Zinaida Mogildea, 11º A
Português Língua não Materna
quarta-feira, 27 de julho de 2011
MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
REVISTAS DE BORDO
Nas revistas de bordo sucede quase sempre o mesmo: passamos os olhos pela página, em busca de uma simples distracção, de modo a que nos desviemos do confronto com a janela, afastados da heresia que é contemplar o céu a partir dos céus. Por outro lado, a revista de bordo é uma hospedeira em página impressa, um porteiro de nações, um massagista de almas atingidas por desfasamento de fusos horários. Estas eram as balizas, os estranhos limites às palavras voadoras.
Mia Couto, Pensageiro Frequente
Editorial Caminho
sexta-feira, 1 de julho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
poema
sexta-feira, 24 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
OS ARTISTAS E A TAPEÇARIA DE PORTALEGRE
A Manufactura de Tapeçarias de Portalegre e a Sociedade Nacional de Belas Artes prestam homenagem a quatro pintores da mesma geração, incontornáveis no panorama artístico português, apresentando tapeçarias de Cruzeiro Seixas, Fernando Lanhas, Júlio Resende e Nadir Afonso. Esta exposição, ao integrar linguagens artísticas desde o surrealismo, à expressão puramente geométrica, passando pelo abstraccionismo e figurativo, comprova a capacidade de interpretação da Tapeçaria de Portalegre.
SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS ARTES (SNBA)
Rua Barata Salgueiro, 36 Lisboa (14h- 20h)
De 22 de Junho a 30 de Julho
quinta-feira, 16 de junho de 2011
SANTO ANTÓNIO
Saíra Santo António do convento
A dar o seu passeio acostumado
E a decorar num tom rezado e lento
Um cândido sermão sobre o pecado.
E andando...andando sempre
Repetia o seu divino sermão suave e brando
E nem notou que a tarde esmorecia
E vinha a noite plácida baixando
Andando... andando, viu-se num outeiro
Com árvores e casas espalhadas
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua, das fartas, das puxadas.
Surpreendido por se ver tão longe
E cansado por haver andado tanto
Sentou-se a descansar o bom do monge
Com a resignação de quem é um santo.
O luar, um luar claríssimo nasceu
Num raio dessa linda claridade
O Menino Jesus baixou do céu
E pôs-se a brincar com o capuz do frade.
Perto, uma bica de água murmurante
Juntava os seus murmúrios ao dos pinhais
Os rouxinóis ouviam-se distantes
O luar, mais alto, iluminava mais
De braço dado para a fonte vinha
Um par de noivos todo satisfeito
Ela trazia no ombro a cantarinha
E ele trazia o coração no peito.
Sem suspeitar que alguém os visse
Trocaram beijos ao luar tranquilo
O Menino porém ouviu e disse:
- Oh, frei António, o que foi aquilo?
O frei erguendo a manga do burel
Para tapar o noivo e a namorada
Mentiu numa voz doce como o mel
- Não sei que fosse, eu cá não ouvi nada.
Uma risada límpida, sonora, cristalina
Ecoou como notas de ouro sobre o caminho.
- Ouviste frei António, ouviste agora?
- Ouvi Senhor, ouvi, é um passarinho.
- Tu não estás com a cabeça boa.
Um passarinho? E a cantar assim?.
E o pobre Santo António de Lisboa, calou-se
embaraçado.
Mas por fim, corado como as vestes dos cardeais
Teve esta saída redentora
- Se o Menino Jesus pergunta mais
Queixo-me a sua Mãe, Nossa Senhora.
E voltando-lhe a carinha contra o vento
E contra aquele amor, sem casamento
Pegou-lhe ao colo e disse:
Jesus, são horas!
E abalaram para o convento
Augusto Gil


