sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Galileu
Poema para Galileu
(...) Eu queria agradecer-te, Galileu,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar - que disparate Galileu!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação -
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileu?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa
ou que um seixo na praia?
(…)
António Gedeão
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Homenagem a Eugénio Lisboa
Homenagem a Eugénio Lisboa
Apresentação do livro
“Eugénio Lisboa: vário, intrépido e fecundo”
Com a presença do homenageado e por um dos seus organizadores,
Professora Doutora Otília Pires Martins e
pelo Reitor da Universidade de Aveiro Professor Doutor Manuel Assunção
Biblioteca Municipal de Portalegre
Sala Polivalente 1
dia 27 - 17 horas
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Concurso Logótipo - O Clube do Desporto Escolar
O ano letivo 2011/2012 é, para Escola Secundária de S. Lourenço, um ano de mudança e renovação. O Clube do Desporto Escolar da ESSL, empenhado em levar cada vez mais longe o nome desta Escola, pretende ver reforçada a sua identidade. Assim, o grupo disciplinar de Educação Física decidiu lançar um concurso destinado à criação de um logótipo criativo e original que identifique o Clube do Desporto Escolar da ESSL - Portalegre com uma nova imagem. O logótipo vencedor será estampado nos equipamentos dos grupos equipa.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Ao Entardecer
Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.
Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas cousas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos ...
Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros...
Alberto Caeiro
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Brasil
domingo, 1 de janeiro de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
DERIVA
Sophia de Mello Breyner Andresen
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Natal
esperamos todos
o dealbar de um rosto
a aparição de outra coisa
entre o chão de limos e o rumor dos freixos
esperamos
às portas fechadas do mar
a onda favorável que nos leve ao outro lado
o sopro redentor
o expansivo meio em que a alegria nasce
(…)
José Augusto Mourão, O Nome e a Forma
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
António Aleixo
Para não fazeres ofensas
e teres dias felizes,
não digas tudo o que pensas,
mas pensa tudo o que dizes.
Mentiu com habilidade,
fez quantas mentiras quis;
agora fala verdade
ninguém crê no que ele diz.
Não sou esperto nem bruto,
nem bem nem mal educado:
sou simplesmente o produto
do meio em que fui criado.
Vemos gente bem vestida,
no aspecto desassombrada;
são tudo ilusões da vida,
tudo é miséria dourada.
Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, não parecendo o que são,
são aquilo que eu pareço.
António Aleixo
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
LUZ
A Luz que Vem das Pedras
A luz que vem das pedras, do íntimo da pedra,
tu a colhes, mulher, a distribuis
tão generosa e à janela do mundo.
O sal do mar percorre a tua língua;
não são de mais em ti as coisas mais.
Melhor que tudo, o voo dos insectos,
o ritmo nocturno do girar dos bichos,
a chave do momento em que começa o canto
da ave ou da cigarra
— a mão que tal comanda no mesmo gesto fere
a corda do que em ti faz acordar
os olhos densos de cada dia um só.
Quem está salvando nesta respiração
boca a boca real com o universo?
Pedro Tamen, in Agora, Estar
domingo, 4 de dezembro de 2011
Fado, Património Imaterial
Fado Português
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
meu chão , meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
José Régio, Poemas de Deus e do Diabo
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Ignoto Deo
(D. D. D.)
Creio em ti, Deus; a fé viva
De minha alma a ti se eleva.
És: - o que és não sei. Deriva
Meu ser do teu: luz... e treva,
Em que - indistintas! - se envolve
Este espírito agitado,
De ti vêm, a ti devolve.
O Nada, a que foi roubado
Pelo sopro criador
Tudo o mais, o há-de tragar.
Só vive do eterno ardor
O que está sempre a aspirar
Ao infinito donde veio.
Beleza és tu, luz és tu,
Verdade és tu só. Não creio
Senão em ti; o olho nu
Do homem não vê na terra
Mais que a dúvida, a incerteza,
A forma que engana e erra.
Essência! a real beleza,
O puro amor - o prazer
Que não fatiga e não gasta...
Só por ti os pode ver
O que, inspirado, se afasta,
Ignoto Deo, das ronceiras,
Vulgares turbas: despidos
Das coisas vãs e grosseiras
Sua alma, razão, sentidos,
A ti se dão, em ti vida,
E por ti vida têm. Eu, consagrado
A teu altar, me prostro e a combatida
Existência aqui ponho, aqui votado
Fica este livro - confissão sincera
Da alma que a ti voou e em ti só spera.
Almeida Garrett, Folhas Caídas.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
o dia do outro lado
Livro comemorativo dos 30 anos da CERCI PORTALEGRE
Autoria de Carlos Garcia de Castro e Raul Ladeira
Edições Colibri, 2011
«Ora aqui estamos nesta casa nobre,
onde reside a nossa condição,
sermos criança ainda em corpo vindo
do tempo convocado para crescermos
na inocência dum destino humano».
Carlos Garcia de Castro
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
PRAIA
Na luz oscilam os múltiplos navios
Caminho ao longo dos oceanos frios
As ondas desenrolam os seus braços
E brancas tombam de bruços
A praia é lis e longa sob o vento
Saturada de espaços e maresia
E para trás fica o murmúrio
Das ondas enroladas como búzios.
Sophia de Mello Breyner
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Adeus
Às vezes é nos silêncios mais medonhos,
Que encontro na luz crua do olhar,
A imensidão perdida dos meus sonhos,
Nos contornos nus e rudes do lugar.
E um grito de infinito em vulcão,
Rebenta em mim como lava de luar,
O verso em flor na minha mão,
Até tocar-me a alma a soluçar.
Que linda a Vida! Adeus, Adeus…
Deixo-vos estes versos que são meus,
E louvo a Deus na eternidade.
Kyrie Eleison! Toquem os céus,
Meus versos brandos como véus,
E doces como lágrimas de saudade.
Raul Cóias Dias
PS- Homenagem ao colega Cóias, que nos deixou há dias.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Valor do Tempo
Procede deste modo, caro Lucílio: reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugia das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente.
Séneca, Cartas a Lucílio, Carta I.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Festival de Balonismo, Alentejo
08 - Novembro (Terça-feira)
07h30 - 10h00 - 3º Voo - Fronteira
15h30 - 17h00 - 4º Voo - Fronteira
09 - Novembro (Quarta-Feira)
07h30-10h00 - 5º Voo - Alter do Chão
15h30-17h00 - 6º Voo - Alter do Chão
10 - Novembro (Quinta-Feira)
07h30 - 10h00 - 7º Voo - Fronteira
15h30 - 17h00 - 8º Voo - Fronteira
11 - Novembro (Sexta-Feira)
07h30 - 10h00 - 9º Voo - Alter do chão
15h30 - 17h00 - 10º Voo - Alter do chão
12 - Novembro (Sábado)
07h30 - 10h00 - 11º Voo - Fronteira
15h30 - 17h00 - 12º Voo - Fronteira
13 - Novembro (Domingo)
07h30 -10h00 - 13º Voo - Cabeço de Vide
sábado, 5 de novembro de 2011
missão
para dominares a terra
te dei as mãos
e sementes de justiça
semeei no coração do mundo
(…)
para ergueres sobre a guerra
o teu corpo
expatriado e exangue
te enviei
soldado de todas as fronteiras
para seres junto dos povos
a lucerna
o gume
a quase pátria
te dei o meu Espírito
sempre caminhei adiante de ti
como promessa
e sempre como a um filho
te enchi os olhos de futuro
para dominares a terra
te dei as mãos
e sementes de justiça
semeei no coração do mundo
José Augusto Mourão, O Nome e a Forma
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
Era uma tarde de outono
Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...
Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?
A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!
E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol...
Olavo Bilac, in Poesias
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
DIA INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A Mobilidade dos Jovens
terça-feira, 18 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
ESSL, QUADROS DE VALOR E EXCELÊNCIA
No dia 30 de Setembro, a Escola entregou os diplomas aos alunos dos quadros de valor e excelência.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
NOVAS COLEÇÕES
Arquitetos Portugueses
http://static.publico.pt/coleccoes/arquitectos/
Nós e a Ciência
http://static.publico.pt/coleccoes/nos-e-a-ciencia/
Estas coleções estão à tua espera na biblioteca da Escola!
Aparece!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
VISITA DE ESTUDO AO MUSEU DA TAPEÇARIA GUY FINO
A visita de estudo do 10ºG ao Museu da Tapeçaria Guy Fino permitiu conhecer a esta forma de arte.
As tapeçarias de Portalegre, conhecidas no mundo inteiro, reproduzem, de forma sublime, obras de arte de grandes mestres da pintura. Algumas obras de Almada Negreiros, Vieira da Silva, Cargaleiro, Charrua, Rogério Guimarães, Malangatana e muitos, muitos outros são divulgadas pela Manufactura das Tapeçarias de Portalegre, criada em 1948, por Guy Fino.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
BERNARDO SOARES
«Meditei hoje, num intervalo de sentir, na forma de prosa de que uso. Em verdade, como escrevo? Tive, como muitos têm tido, a vontade pervertida de querer ter um sistema e uma norma. É certo que escrevi antes da norma e do sistema; nisso, porém, não sou diferente dos outros.»
Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Edição de Richard Zenith, Assírio & Alvim, 2003.
sábado, 17 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
ALMOSSASSA 2011- FESTIVAL ISLÂMICO
«De 1 a 5 de Outubro, a parte alta da vila transforma-se numa deslumbrante máquina do tempo que nos transporta directamente para o século IX, para os tempos da sua fundação, homenageando o seu rebelde fundador Ibn Maruan, figura ímpar e visionária que mesmo a tantos séculos de distância consegue unir o que as fronteiras e história separaram.
O “Mercado das 3 Culturas”, palco principal de toda esta actividade, reconstitui a ambiência das vendas dessa época e deslumbra-nos como um espaço aberto à imaginação e à história. Para além de estar repleto de fabulosas recriações e animações que interagem com os visitantes.
O público feminino certamente se deixará encantar pelo stand de chás e ervas medicinais, a enorme variedade de brincos, pulseiras e colares em prata; pelas pedras semi-preciosas, pelos trabalhos em osso, madeira e demais adereços; pelas jarras, lâmpadas, flores secas, velas, espelhos, vidros, incensos e outros elementos de decoração; pelos sapatos, malas, túnicas, véus, cintos para dança do ventre, peles e tecidos coloridos; pelos sabonetes e perfumes, pelas tatuagens temporárias, pela leitura da sina nas mãos, pelas louças e tapetes orientais, pelo artesanato Egípcio, de Marrocos, dos Himalaias e da Tunísia.
Os homens adorarão ver os artesãos que trabalham ao vivo. As carteiras, cintos e sapatos em pele com design exclusivo e fabricados à mão, as antiguidades e as réplicas de armas serão outros pontos de interesse. A oportunidade de tomar uma bebida com os amigos numa envolvente de encantar e com um cenário natural único constituirá outro forte aliciante.
As crianças vão adorar os diferentes e coloridos brinquedos de madeira feitos à mão, a exposição permanente de aves, os passeios de burro e a quinta com animais exóticos e do campo. Os fatinhos de dançarina do ventre e os lenços árabes para a cabeça são sempre dos produtos mais procurados.
Todos juntos, em família, vão visitar a “Haima“ para tomar o verdadeiro chá árabe e por ali provarão gostos e sabores de outras paragens como os kebab. Destaque também para os crepes e as tâmaras, o fabrico de fogaças e pão, e a já famosa tenda dos cristãos locais com o suculento porco assado no espeto.
No Al Mossassa em Marvão terá perto de uma centena de pontos de venda seleccionados a pensar em si, para que viva a história e a cultura como nunca antes.
Esta é uma Festa para toda a família e uma oportunidade de visitar Marvão, aproveitar o bom ambiente, descontrair e principalmente divertir-se.»

