Roteiro Queirosiano em Sintra!
Alunos (11º ano) e professores da ESSL respiraram o ar fresco e romântico de Sintra e leram alguns excertos do capítulo VIII de Os Maias, do mestre Eça.
Roteiro Queirosiano em Sintra!
Alunos (11º ano) e professores da ESSL respiraram o ar fresco e romântico de Sintra e leram alguns excertos do capítulo VIII de Os Maias, do mestre Eça.
Deus, Páscoa de páscoas,
Deus da nossa noite do coração,
do deserto que nos paralisa, sem visões de água
ou rumores de gente ou história,
dá-nos a coragem de avançarmos pela água dentro
porque vais à frente do nosso medo
e a profecia que visa a justiça nos precede. (…)
José Augusto Mourão, O Nome e a Forma.
“Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga”
(Mia Couto-escritor Moçambicano)
No passado dia 9 de Março, um grupo de alunos do 10ºB - Ana Maria Comerzan, António Franco, Bruno Traguil, Constança Laranjo e João Pedro Teles, participou na 1ª Eliminatória da Olimpíadas da Energia e Alterações Climáticas dinamizadas pela APEA- Associação Portuguesa de Engenharia do Ambiente
Esta etapa foi ultrapassada com sucesso e a equipa passou à última eliminatória, na qual tem de apresentar um vídeo inovador no âmbito da temática do concurso.
Bom trabalho e ideias originais …
Professora Beatriz Quezada
Faça lá um Poema!
Faça-o lá, onde as palavras ainda tenham sentido
Faça-o aí, na esquina da vida possível,
Faça-o acolá, no bico de encontro da ternura e da desrazão,
Faça-o acoli, no mundo do silêncio da solidão.
Faça lá um Poema!
Faça-o com letras, vogais e consoantes
Faça-o com sal, açúcar e chocolate
Faça-o bem temperado com orégãos e azeite.
Faça lá um Poema!
Vista-o de sonho,
Envolva-o em utopia,
Encerre-o no Mito
Escreva-o na bruma,
Leia-o calado,
Saboreie-o selado.
Faça lá um Poema!
Onde caiba o oceano da ilusão,
Onde more Camões e Gama,
Onde ecoe Pessoa e Campos,
Onde o ritmo navegue ondulando na maresia.
Faça lá um Poema!
Mas não o diga a ninguém,
Não o cante,
Não o repita,
Não o esgote,
Só o sinta.
Faça lá um Poema!
Com as cores do arco-íris,
Com cinza roubada do céu,
Com vermelho pingado da chuva,
Com amarelo pálido do homem sem sorriso…
Faça lá um Poema!
Sentido,
Sonhado,
Tresloucado,
Sem tema!
Neuza Saldanha, 12º D
Com este poema, a Neuza ganhou o 1º prémio do Concurso «Faça Lá um Poema», promovido pelo Plano Nacional de Leitura. (PNL)
PARABÉNS, NEUZA!
A equipa feminina de futsal da ESSL defrontou no dia 14 de Março a equipa da Escola Secundária D. Sancho II, Elvas.
No passado dia 9 de Março, decorreu, em Coimbra, a 8ª Final do "Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos". Logo de manhã, com um dia cheio de sol a começar, os representantes da ESSL, nos Jogos Matemáticos seguiram rumo a norte. Raquel Trindade no Rastros, Diogo Valdez no Hex e Fábio Oliveira no Avanço, tiveram uma boa prestação disputando os jogos da sua série. Após as eliminatórias, seguiu-se uma visita ao pavilhão de exposições no estádio universitário de Coimbra, continuando depois para o merecido almoço. Acaba assim mais uma participação dos alunos da ESSL em atividades ludico-matemáticas no âmbito da Área da Matemática.
Prof. Paulo Rodrigues
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Sé encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
Fernando Pessoa, Mensagem (1934)
Na sala de exposições, no âmbito da semana do departamento de Ciências Sociais e Humanas, as turmas do 12.ºE, F e G de Sociologia, os Professores Adriano Capote e Joaquim Camejo, juntamente com utentes e a Diretora da Instituição C.A.S.A., Drª. Antónia Chambel, abordaram o tema da exclusão social.
No âmbito da IV Semana do departamento de Ciências Sociais e Humanas,
o deputado Pedro Marques visitou a ESSL e participou no debate intitulado
“Contributo das Políticas Fiscais e Sociais para “a (In)dignidade humana”.
Na passada 6ª feira, dia 17, decorreu o apuramento para a 8ª edição do
"Campeonato de Jogos Matemáticos", cuja final será em Coimbra, no
Estádio Universitário, no dia 9 de Março de 2012. Contando com cerca
de 50 alunos, após várias eliminatórias, foram apurados os três
finalistas: Diogo Valdez no Hex, Fábio Oliveira no Rastros e Raquel
Trindade no Avanço.
Parabéns aos vencedores!
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
Luís de Camões
Uma enorme transformação no conceito de Natureza ocorre durante os séculos do Renascimento e dos Descobrimentos. As grandes navegações oceânicas tornam esta transformação impossível de esconder. A utilização intensiva de instrumentos, de tabelas, de mapas, bem como a circulação de pessoas, plantas e animais à escala do globo, criam a necessidade de se entender a forma nova que o mundo assume aos olhos maravilhados dos europeus. O século XVII, em que nasce a ciência moderna, consagra esta transformação. Galileu põe a terra em movimento; e o movimento está por toda a parte: não há estado de repouso no Universo. Mas, ao mesmo tempo, comete um “pecado” de consequências monumentais para o futuro – para legitimar o novo conceito de descoberta das leis naturais, Galileu identifica a Natureza com um livro tão sagrado como a Bíblia, porém escrito numa outra linguagem – a da matemática. Ora a matemática era desde os gregos indissociável da Natureza; era o próprio conhecimento rigoroso, não mitológico, da realidade, através da aritmética, da geometria, da música e da astronomia. Paradoxalmente, em poucas dezenas de anos, a matemática aparece apenas como um “instrumento” de compreensão da nova Natureza. A nova matemática (o cálculo) está separada da natureza, funcionando apenas como a sua linguagem. Um novo conhecimento das coisas naturais emerge, adoptando inclusivamente o nome latino de “scientia” para não se confundir com o antigo. A nova física (que surge como mecânica: o estudo do movimento e das forças) triunfa, acolhendo rapidamente os outros fenómenos naturais. Privada inadvertidamente do seu objecto, a matemática escolhe um caminho de progressiva abstracção como estratégia evolutiva, com grande sucesso, até aos dias de hoje. Foi preciso o Cubismo e a Mecânica Quântica para que a Natureza se voltasse a cobrir com os seus véus. Um século depois, percebemos que um conhecimento matemático novo será determinante para que o mundo que nos rodeia ganhe uma nova inteligibilidade. Nós também somos Natureza e esta percepção de base é fundamental para se equacionar a complexidade do nosso tempo. Entendeu por isso o Serviço de Ciência dedicar o ano de 2012 a pensar, de forma motivadora, nos novos caminhos abertos ou antevistos pela Matemática ao reassumir em plenitude o seu papel central de discurso sobre a Natureza.
João Caraça
Director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian
Fonte: http://www.gulbenkian.pt/index.php?object=160&article_id=3448&cal=eventos
Poema para Galileu
(...) Eu queria agradecer-te, Galileu,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar - que disparate Galileu!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação -
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileu?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa
ou que um seixo na praia?
(…)
António Gedeão
Homenagem a Eugénio Lisboa
Apresentação do livro
“Eugénio Lisboa: vário, intrépido e fecundo”
Com a presença do homenageado e por um dos seus organizadores,
Professora Doutora Otília Pires Martins e
pelo Reitor da Universidade de Aveiro Professor Doutor Manuel Assunção
Biblioteca Municipal de Portalegre
Sala Polivalente 1
dia 27 - 17 horas
O ano letivo 2011/2012 é, para Escola Secundária de S. Lourenço, um ano de mudança e renovação. O Clube do Desporto Escolar da ESSL, empenhado em levar cada vez mais longe o nome desta Escola, pretende ver reforçada a sua identidade. Assim, o grupo disciplinar de Educação Física decidiu lançar um concurso destinado à criação de um logótipo criativo e original que identifique o Clube do Desporto Escolar da ESSL - Portalegre com uma nova imagem. O logótipo vencedor será estampado nos equipamentos dos grupos equipa.
Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.
Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas cousas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos ...
Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros...
Alberto Caeiro