Exposição de trabalhos dos alunos do 11º ano, turmas B, C, H, I, na biblioteca da Escola.
Professora responsável: Ana Paula Pádua
Exposição de trabalhos dos alunos do 11º ano, turmas B, C, H, I, na biblioteca da Escola.
Professora responsável: Ana Paula Pádua
Debate promovido pelo Clube Europeu da ESSL.
Alunos: Ana Bandeiras; Diana Zhygun; João Meira; Afonso Teixeira; Beatriz Bolou; Inês Sousa; Profª Luísa Moreira, com a presença de 5 deputados à Assembleia da República (Cristóvão Crespo-PSD; Hortense Martins- PS; João Oliveira - PCP; Luís Fazenda - BE; João Gordo Martins - PEV). — «Política e Verdade» (41 fotos)
“UMA GERAÇÃO QUE LÊ É UMA GERAÇÃO QUE PENSA!
UMA GERAÇÃO QUE LÊ É UMA GERAÇÃO QUE DUVIDA!
UMA GERAÇÃO QUE LÊ É UMA GERAÇÃO QUE QUESTIONA!
UMA GERAÇÃO QUE LÊ É UMA GERAÇÃO QUE CRITICA!
UMA GERAÇÃO QUE PENSA E DUVIDA E QUESTIONA E CRITICA NÃO ENGOLE QUALQUER PATRANHA QUE LHE QUEIRAM ENFIAR! NÃO OBEDECE! NÃO SE BAIXA! NÃO SE CALA! UMA GERAÇÃO QUE LÊ E PENSA É UM PERIGO[…]
A LEITURA FAZ-NOS VIAJAR POR LUGARES MAL FREQUENTADOS COMO A ILHA DO TESOURO, O BECO DAS SARDINHEIRAS DO MÁRIO DE CARVALHO, OS MARES DO ‘MOBY DICK’, A BUENOS AIRES DE BORGES, A PARIS DE MARCEL PROUST, A LONDRES DE OSCAR WILDE, A MOSCOVO DE TOLSTOI!
A LEITURA FAZ-NOS RIR DE PESSOAS SÉRIAS E RESPONSÁVEIS COMO O CONDE DE ABRANHOS, O SANCHO PANÇA OU O ESCRITURÁRIO BARTHLEBY. […]
A LEITURA PREJUDICA GRAVEMENTE A IGNORÂNCIA!
E SEM IGNORÂNCIA O PAÍS NÃO PROGRIDE! NÃO CRESCEM OS JUROS! NÃO SE INVESTE NAS OFF-SHORES! O ESTADO NÃO VENDE EMPRESAS ABAIXO DO PREÇO AOS PARTICULARES! O PREÇO DA GASOLINA NÃO SOBE! […]
SE PUSEREM UM LIVRO À VOSSA FRENTE, CAROS AMIGOS, CUIDADO! DESVIEM O OLHAR! NÃO ABRAM NEM UMA PÁGINA! PODE BASTAR UM VERSO PARA VOS CONTAMINAR! UM HOMEM QUE LÊ PODE DESEJAR VIVER NUM MUNDO MELHOR! PODE DE REPENTE SENTIR AS LÁGRIMAS CORREREM-LHE PELA CARA ABAIXO! PODE QUERER SUBITAMENTE AJUDAR OS AFLITOS! PODE ABRAÇAR ESTUPIDAMENTE UM AMIGO OU BEIJAR OS LÁBIOS DE UMA RAPARIGA BELA COMO UM RAIO DE SOL A ILUMINAR A MAIS BELA ROSA DO JARDIM!
POR ISSO É PRECISO FECHAR AS PORTAS AOS ANTROS DE LEITURA [AS BIBLIOTECAS]!
SABEMOS QUE PODE PARECER DOLOROSO MAS É FUNDAMENTAL ARRANCAR DE VEZ OS LIVROS DAS MÃOS DOS VICIADOS E IMPEDI-LOS DE LER UMA LINHA SEQUER! SE FOR PRECISO TAPEM-LHES OS OLHOS! É PRECISO PREPARAR O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS! NÃO LHES DAR ILUSÕES, NEM SONHOS, NEM ALEGRIAS! NEM DÚVIDAS, NEM SABEDORIA, NEM NADA!"
José Fanha
Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.
Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Urgentemente
É urgente o amor
É urgente um barco no mar
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade, in Até Amanhã
A um Jovem Poeta
Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser
que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças
como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.
Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.
Manuel António Pina, in Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança
Escrever é……
Escrever é mais do que fazer rabiscos numa folha de papel, escrever é mais do que escrever um monte de palavras, escrever é a libertação de sentimentos.
Escrever é conseguir passar para uma folha de papel as nossas emoções, para escrever é preciso aprender.
Para escrever não basta saber manusear um lápis ou uma caneta, é preciso saber manusear a nossa imaginação, é preciso saber agarrar as palavras.
Escreve é viajar entre as palavras e conseguir chegar ao seu destinatário.
Escrever é a arte e o incerto, é um mistério «inconcreto», é o futuro em aberto.
Escrever é falar com quem não vemos, ouvir quem nada nos diz, conversar com quem nos despreza, aprender com quem nada ensina, ensinar a quem não quer aprender.
Rita Serrano, 11ºG
Escrever. Porque escrevo? Escrevo para criar um espaço habitável da minha necessidade, do que me oprime, do que é difícil e excessivo. Escrevo porque o encantamento e a maravilha são verdade e a sua dedução é mais forte do que eu. Escrevo porque o erro, a degradação e a injustiça não devem ter razão. Escrevo para tornar possível a realidade, os lugares, tempos, pessoas que esperam que a minha escrita os desperte do seu modo confuso de serem. E para evocar e fixar o percurso que realizei, as terras, gentes e tudo o que vivi e que só na escrita eu posso reconhecer por nela recuperarem a sua essencialidade, a sua verdade emotiva, que é a primeira e a última que nos liga ao Mundo. Escrevo para tornar visível o mistério das coisas. Escrevo para ser. Escrevo sem razão.
Vergílio Ferreira, Pensar
A Escola Secundária de S. Lourenço está a organizar uma recolha de manuais escolares usados do 10º ao 12º ano.
Disponibilizar, a quem o solicite, o acesso aos livros, no início do próximo ano escolar, é o objetivo.
Esta iniciativa pretende combater o desperdício, reutilizando os manuais em benefício da comunidade escolar e do ambiente.
A entrega dos manuais deve ser feita na biblioteca escolar.
Depois de recolhidos, será criada uma base de dados onde todos os livros recebidos ficarão referenciados e a partir daí serão disponibilizados a todos os alunos que precisem deles e os solicitem.
Hoje, 12 de Julho, das 9 às 13 horas, na sala 7, realiza-se a apresentação pública das PAP´s (Projecto de Aptidão Profissional)
dos alunos do Curso Profissional de Técnico de Secretariado, do 12º Ano, turma K
O aluno Nuno Cardoso, a frequentar o 11º H de Artes Visuais da Escola Secundária de São Lourenço, em Portalegre, venceu o Concurso de Ilustração (ensino secundário), organizado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Portalegre (CPCJ).
Este evento, inserido na Semana pela Proteção dos Direitos da Criança realizada entre 28 de Maio e 1 de Junho, abrangeu todos os ciclos de ensino, tendo, assim, participado alunos das escolas públicas e privadas da Pré-Primária, 1º, 2º, 3º Ciclos e ensino secundário, CERCI e APPACDM – Portalegre.
O concurso promovia a realização de trabalhos, na vertente da pintura, escultura ou fotografia, e que deveriam subordinar-se à temática dos Direitos da Criança.
O trabalho premiado, com técnica de pastel de óleo, tinha como tema o trabalho infantil.
A ESSL mais uma vez mostrou a sua faceta solidária participando, neste final de ano lectivo, na Campanha do Banco Alimentar.
Foram seis professores, responsáveis por oito equipas, cada uma com quatro alunos.
(quarenta e dois empenhados voluntários na maior operação de recolha de alimentos, no país!)
A apresentação das PAP’s (Prova de Aptidão Profissional) do 12ºJ, curso profissional de técnico de instalações elétricas, realizar-se-á no dia 5 de Julho (9h-13.30h).
O Homem Que Disse Adeus
Mas não se Despediu
A vida tem destas coisas, quanto menos se espera a tragédia acontece. Dizem que, por vezes, pomo-nos a jeito, o que em certa medida, também é verdade.
Bernardo Sassetti fazia 42 anos no próximo dia 24 de Junho, estava na força da idade e da sua capacidade artística. Pianista famoso há bastantes anos, vinha nos últimos tempos a dedicar-se à fotografia e dava os últimos retoques no seu primeiro filme. A sua música dizia-se, era fortemente cinemática – tinha quinze bandas sonoras no currículo – daí esta interação que vinha desenvolvendo ultimamente entre a música e a imagem. Ao compor via imagens, quando fotografava ouvia música. Mas o seu campo de intervenção artístico era ilimitado; fosse bailado ou ópera, cinema, teatro ou música ligeira ou mesmo qualquer outro tipo de performance, Bernardo dizia sim eempenhava-se, sendo condição suficiente o projeto apresentar algo inovador e fora dos cânones tradicionais.
O jazz, sua primeira paixão - apesar de ter começado na música clássica - ia ficando para trás, mau grado os concertos que ia dando, com Carlos Barretto e Alexandre Frazão, aqui e ali. Sassetti era um músico completo e cada vez mais se ia assumindo como artista global.
Portalegre e as suas gentes eram paixão mais ou menos recente, tocava aqui com regularidade – foi ele que abriu o 1º Portalegre JazzFest, no último ano tocou aqui três vezes e chegou a dizer-me que em Portalegre se sentia em casa – e ultimamente tinha também por cá algumas extensões do seu trabalho. O concerto “ A Memória Luminosa”, gratuito ao que sei, apresentado no dia da Fundação Robinson foi desenvolvido como parte de um projeto multimédia sobre grandes espaços industriais desativados. Esse concerto feito a partir de uma peça original inspirada na velha Fábrica Robinson, foi dedicado aos portalegrenses em geral e aos trabalhadores da Robinson em particular e demonstrou esta nova paixão do artista.
Em embrião e quase no segredo dos deuses estava um novo projeto do músico, desenvolvido a partir de uma ideia de Jorge Serra e que consistia numa abordagem ao lado mais sombrio da obra de José Régio em interação com os alunos da Escola de Artes do Norte Alentejano, contando com declamação de Adolfo Luxuria Canibal dos Mão Morta. O palco também já estava pensado e seria na Igreja do Convento de São Francisco.
Bernardo Sassetti era visceralmente uma pessoa boa e simples que tentava perceber as vicissitudes de um mundo acelerado e em mutação constante. Em recente entrevista ao Diário Económico declarava sem peias, que não se importava que copiassem ou pirateassem a sua música, só pedindo que a ouvissem e aqui talvez caiba uma pequena inconfidência; o concerto do Trio de Bernardo Sassetti no último Portalegre Jazzfest foi gravado por alguém por meios pouco lícitos, não para comercializar mas para uma coleção particular, tempos depois numa conversa com o músico o facto veio à baila de forma fortuita e eis quando se esperava uma reação legitimamente agastada, Sassetti pediu humildemente uma cópia para a sua coleção, que foi imediatamente providenciada e recebida com penhorados agradecimentos… Tinha também em preparação um site que antecipava de espetacular, onde iria oferecer às pessoas músicas inéditas que foram sendo gravadas e que ele teria todo o gosto em partilhar. Casado com Beatriz Batarda, atriz fetiche de Oliveira, pai de duas filhas, era homem de família e a música estava sempre presente.Sofria pelo Benfica, tinha uma padaria e estava a desenvolver contactos com produtores estrangeiros para fazer música para cinema, apesar da vida fora país – viveu em Barcelona e Londres - estar fora de questão. Considerava que a incompetência e a especulação estavam a dar cabo do mundo. Então desde que os media, televisão à cabeça, se tornaram numa indústria de conteúdos e não em veículos de informação, tem sido um drama
Diz quem o conhecia que dava tudo por uma boa imagem, o que o terá levado à morte na última quinta-feira, ao cair de uma falésia, no Guincho, onde estava a fotografar.
Num ano em que as artes e a cultura portuguesa têm sido tão mal tratadas, faltava-nos perder, em pouco mais de uma semana, duas figuras maiores, Fernando Lopes e Bernardo Sassetti.
São tempos duros e difíceis os que vamos vivendo…
Luís Filipe Meira
Texto publicado no jornal Alto Alentejo
Workshop sobre suporte básico de vida, realizado, na passada terça-feira, dia 22, no curso profissional de técnico de auxiliar de saúde.