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Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2010

BOM ANO

CRISTOVAM PAVIA

  Cristovam Pavia, Poesia Edição de Joana Morais Varela Prefácio de Fernando J. B. Martinho Publicações D. Quixote, 2010   Sebastião da Gama, José Régio e Cristovam Pavia POESIA O lírico segredo Por ninguém desvendado Na manhã de neblina Deixá-lo ir assim… Eu fico livre e calmo, Sem amor, sem saudade… O peso das palavras Evolou-se… Neblina… E a poesia nasce Como se fosse música…   Cristovam Pavia  

RECORDAÇÕES

 

LANÇAMENTO DA REVISTA PROFFORMA

    Hoje, às 11h, no Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano (CEFOPNA), foi lançado o 1º número da revista online PROFFORMA. http://cefopna.edu.pt/revista/

FELIZ NATAL

 

EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS NA BIBLIOTECA, 12ºH (ARTES)

NATAL

O Natal não é ornamento O Natal não é ornamento: é fermento É um impulso divino que irrompe pelo interior da história Uma expectativa de semente lançada Um alvoroço que nos acorda para a dicção surpreendente que Deus faz da nossa humanidade O Natal não é ornamento: é fermento Dentro de nós recria, amplia, expande O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos símbolos nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro de ocasião A simplicidade que nos propõe não é o simplismo ágil das frases-feitas Os gestos que melhor o desenham não são os da coreografia previsível das convenções O Natal não é ornamento: é movimento Teremos sempre de caminhar para o encontrar! Entre a noite e o dia Entre a tarefa e o dom Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo Entre a palavra e o silêncio que buscamos Uma estrela nos guiará José Tolentino Mendonça

PADRE PATRÃO

Zé Dizia Que não queria «saber disso para nada» Mas queria E sabia Oh se sabia Tinha essa forma subtil De dar a bofetada A quem merecia Artista plasmado na anarquia Sempre em busca do belo e do profundo Generoso Um pouco vagabundo E presunçoso Por caminhar sozinho a sua estrada Ai como relembro agora o que ele dizia Francisco Salgado, Noves Fora …, poema em memória do Padre Patrão

SILÊNCIO

O SILÊNCIO Regressamos a uma terra misteriosa trazemos uma ferida e o corpo ferido imprevistamente nos volta para margens mais remotas Giorgio Armani tinha declarado àquele jornal inglês: «o luxo desagrada-me, é anti-democrático. Quero agora homenagear os operários de todo o mundo» Eu só pensava em São João da Cruz enquanto ouvia pela enésima vez: «a moda substituiu o luxo pela elegância» João da Cruz fala de coroas, resplendores, casulas véus de seda, relicários de ouro e diamantes para lá do jogo das nossas defesas qualquer coisa interior a intensa solidão das tempestades os campos alagados, os sítios sem resposta o teu silêncio, ó Deus, altera por completo os espaços José Tolentino Mendonça

POEMA DEDICADO A LIU XIAOBO, DE SYLVIA BEIRUTE

http://sylviabeirute.blogspot.com/

LIU XIAOBO, PRÉMIO NOBEL DA PAZ, 2010

(…) Lugar distante esse lugar sem sol onde exilei a minha vida para fugir à era de Cristo Não consigo fitar a ofuscante visão na cruz De um fio de fumo a um pequeno monte de cinzas bebi até ao fim a bebida dos mártires, sinto a primavera prestes a romper no rendilhado brilho de inúmeras flores. (…) Liu Xiaobo (excerto do poema escrito na prisão «Experimentando a Morte») Detido pelo regime chinês, o oposicionista Liu Xiaobo não pôde receber o Prémio Nobel da Paz, em Oslo. (in jornal Público, 11/12/2010)

D. QUIXOTE

http://dquixote.no.sapo.pt/

JORNAIS DE TODO O MUNDO

http://www.newseum.org/ todaysfrontpages/flash/

HOMENAGEM A JOSÉ SARAMAGO

ESCOLA BÁSICA JOSÉ RÉGIO, PORTALEGRE Biblioteca Escolar 10 de Dezembro 17, 30h

Momentos…

TEMPO

Orloj, Praga Relógio Astronómico Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. Luís de Camões