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A mostrar mensagens de 2011

DERIVA

Vi as águas os cabos vi as ilhas E o longo baloiçar dos coqueirais Vi lagunas azuis como safiras Rápidas aves furtivos animais Vi prodígios espantos maravilhas Vi homens nus bailando nos areais E ouvi o fundo som das suas falas Que já nenhum de nós entendeu mais Vi ferros e vi setas e vi lanças Oiro também à flor das ondas finas E o diverso fulgor de outros metais Vi pérolas e conchas e corais Desertos fontes trémulas campinas Vi o frescor das coisas naturais Só do Preste João não vi sinais As ordens que levava não cumpri E assim contando tudo quanto vi Não sei se tudo errei ou descobri Sophia de Mello Breyner Andresen

FELIZ NATAL

 

Natal

  esperamos todos o dealbar de um rosto a aparição de outra coisa entre o chão de limos e o rumor dos freixos   esperamos às portas fechadas do mar a onda favorável que nos leve ao outro lado o sopro redentor o expansivo meio em que a alegria nasce (…)   José Augusto Mourão, O Nome e a Forma

Natal

   

Portalegre ao anoitecer

 

António Aleixo

  Para não fazeres ofensas e teres dias felizes, não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes.   Mentiu com habilidade, fez quantas mentiras quis; agora fala verdade ninguém crê no que ele diz.   Não sou esperto nem bruto, nem bem nem mal educado: sou simplesmente o produto do meio em que fui criado.   Vemos gente bem vestida, no aspecto desassombrada; são tudo ilusões da vida, tudo é miséria dourada.   Sei que pareço um ladrão... mas há muitos que eu conheço que, não parecendo o que são, são aquilo que eu pareço.     António Aleixo

Presépio (12ºH, Artes)

LUZ

A Luz que Vem das Pedras A luz que vem das pedras, do íntimo da pedra, tu a colhes, mulher, a distribuis tão generosa e à janela do mundo. O sal do mar percorre a tua língua; não são de mais em ti as coisas mais. Melhor que tudo, o voo dos insectos, o ritmo nocturno do girar dos bichos, a chave do momento em que começa o canto da ave ou da cigarra — a mão que tal comanda no mesmo gesto fere a corda do que em ti faz acordar os olhos densos de cada dia um só. Quem está salvando nesta respiração boca a boca real com o universo? Pedro Tamen, in Agora, Estar

Fado, Património Imaterial

  Fado Português O Fado nasceu um dia, quando o vento mal bulia e o céu o mar prolongava, na amurada dum veleiro, no peito dum marinheiro que, estando triste, cantava, que, estando triste, cantava. Ai, que lindeza tamanha, meu chão , meu monte, meu vale, de folhas, flores, frutas de oiro, vê se vês terras de Espanha, areias de Portugal, olhar ceguinho de choro. Na boca dum marinheiro do frágil barco veleiro, morrendo a canção magoada, diz o pungir dos desejos do lábio a queimar de beijos que beija o ar, e mais nada, que beija o ar, e mais nada. Mãe, adeus. Adeus, Maria. Guarda bem no teu sentido que aqui te faço uma jura: que ou te levo à sacristia, ou foi Deus que foi servido dar-me no mar sepultura. Ora eis que embora outro dia, quando o vento nem bulia e o céu o mar prolongava, à proa de outro veleiro velava outro marinheiro que, estando triste, cantava, que, estando triste, cantava. José Régio, Poemas de Deus e do Diabo

Ignoto Deo

  ( D. D. D.) Creio em ti, Deus; a fé viva De minha alma a ti se eleva. És: - o que és não sei. Deriva Meu ser do teu: luz... e treva, Em que - indistintas! - se envolve Este espírito agitado, De ti vêm, a ti devolve. O Nada, a que foi roubado Pelo sopro criador Tudo o mais, o há-de tragar. Só vive do eterno ardor O que está sempre a aspirar Ao infinito donde veio. Beleza és tu, luz és tu, Verdade és tu só. Não creio Senão em ti; o olho nu Do homem não vê na terra Mais que a dúvida, a incerteza, A forma que engana e erra. Essência! a real beleza, O puro amor - o prazer Que não fatiga e não gasta... Só por ti os pode ver O que, inspirado, se afasta, Ignoto Deo, das ronceiras, Vulgares turbas: despidos Das coisas vãs e grosseiras Sua alma, razão, sentidos, A ti se dão, em ti vida, E por ti vida têm. Eu, consagrado A teu altar, me prostro e a combatida Existência aqui ponho, aqui votado Fica este livro - confissão sincera Da alma que a ti voou e em

o dia do outro lado

    Livro comemorativo dos 30 anos da CERCI PORTALEGRE Autoria de Carlos Garcia de Castro e Raul Ladeira Edições Colibri, 2011     «Ora aqui estamos nesta casa nobre, onde reside a nossa condição, sermos criança ainda em corpo vindo do tempo convocado para crescermos na inocência dum destino humano». Carlos Garcia de Castro

PRAIA

  Na luz oscilam os múltiplos navios Caminho ao longo dos oceanos frios As ondas desenrolam os seus braços E brancas tombam de bruços A praia é lis e longa sob o vento Saturada de espaços e maresia E para trás fica o murmúrio Das ondas enroladas como búzios. Sophia de Mello Breyner

Adeus

  Às vezes é nos silêncios mais medonhos, Que encontro na luz crua do olhar, A imensidão perdida dos meus sonhos, Nos contornos nus e rudes do lugar. E um grito de infinito em vulcão, Rebenta em mim como lava de luar, O verso em flor na minha mão, Até tocar-me a alma a soluçar. Que linda a Vida! Adeus, Adeus… Deixo-vos estes versos que são meus, E louvo a Deus na eternidade. Kyrie Eleison! Toquem os céus, Meus versos brandos como véus, E doces como lágrimas de saudade. Raul Cóias Dias   PS- Homenagem ao colega Cóias, que nos deixou há dias.

Concurso PORDATA

PORDATA.PT

DIA DA FILOSOFIA, 17 DE NOVEMBRO

Dia da Filosofia na biblioteca.

Valor do Tempo

  Procede deste modo, caro Lucílio: reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugia das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente. Séneca, Cartas a Lucílio , Carta I.

Testes Intermédios

  Informações: http://www.gave.min-edu.pt/np3/9.html

Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa

Poema em LGP - Língua Gestual Portuguesa

Festival de Balonismo, Alentejo

  08 - Novembro (Terça-feira) 07h30 - 10h00 - 3º Voo - Fronteira 15h30 - 17h00 - 4º Voo - Fronteira 09 - Novembro (Quarta-Feira) 07h30-10h00 - 5º Voo - Alter do Chão 15h30-17h00 - 6º Voo - Alter do Chão 10 - Novembro (Quinta-Feira) 07h30 - 10h00 - 7º Voo - Fronteira 15h30 - 17h00 - 8º Voo - Fronteira 11 - Novembro (Sexta-Feira) 07h30 - 10h00 - 9º Voo - Alter do chão 15h30 - 17h00 - 10º Voo - Alter do chão 12 - Novembro (Sábado) 07h30 - 10h00 - 11º Voo - Fronteira 15h30 - 17h00 - 12º Voo - Fronteira 13 - Novembro (Domingo) 07h30 -10h00 - 13º Voo - Cabeço de Vide   http://www.cm-alter-chao.pt/

missão

  para dominares a terra te dei as mãos e sementes de justiça semeei no coração do mundo (…) para ergueres sobre a guerra o teu corpo expatriado e exangue te enviei soldado de todas as fronteiras   para seres junto dos povos a lucerna o gume a quase pátria te dei o meu Espírito   sempre caminhei adiante de ti como promessa e sempre como a um filho te enchi os olhos de futuro   para dominares a terra te dei as mãos e sementes de justiça semeei no coração do mundo     José Augusto Mourão, O Nome e a Forma

LIBERDADE

A Química no nosso dia a dia

www.ciencianarua.uevora.pt

Era uma tarde de outono

  Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto. Outono... Rodopiando, as folhas amarelas Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto... Por que, belo navio, ao clarão das estrelas, Visitaste este mar inabitado e morto, Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas, Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto? A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos... Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol! E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste, E contemplo o lugar por onde te sumiste, Banhado no clarão nascente do arrebol... Olavo Bilac, in Poesias

Atuação da Hallituna na Biblioteca

Hallituna na BE,24 de outubro de 2011

DIA INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

    Dia 24 de outubro, 2ª feira, aparece na biblioteca da escola. Às 10h, atuação da Hallituna. Às 11h, visitas guiadas à tua biblioteca. Não faltes!

A Mobilidade dos Jovens

PALESTRA SOBRE A MOBILIDADE DOS JOVENS NA UNIÃO EUROPEIA EURODEPUTADO CORREIA DE CAMPOS SALA DE EXPOSIÇÕES DA ESCOLA DE S. LOURENÇO DIA 31 DE OUTUBRO 14, 30H APARECE!

DESPORTO ESCOLAR

ATUAÇÃO DA HALLITUNA

Atuação da HALLITUNA na biblioteca da escola. Dia 24, às 10h. Aparece!

A Imprensa Republicana em Portalegre

  Exposição de Trabalhos na Biblioteca da Escola.

Projeto «Grande C»

www.grandec.org

O Concurso que te vai levar a Bruxelas

http://nos-at-europe.ua.pt

NOVO SITE DA ESSL

  http://essl.edu.pt/

Concurso «Participar para Mudar»

    http://www.participarparamudar.eu/

ESSL, QUADROS DE VALOR E EXCELÊNCIA

    No dia 30 de Setembro, a Escola entregou os diplomas aos alunos dos quadros de valor e excelência. Ver álbum fotográfico.

BELVER

 

STEVE JOBS 1955-2011

NOVAS COLEÇÕES

Arquitetos Portugueses http://static.publico.pt/coleccoes/arquitectos/   Nós e a Ciência http://static.publico.pt/coleccoes/nos-e-a-ciencia/ Estas coleções estão à tua espera na biblioteca da Escola! Aparece!

REVISTA NOVA ÁGUIA

NOVA ÁGUIA, Nº8 O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa

VISITA DE ESTUDO AO MUSEU DA TAPEÇARIA GUY FINO

    A visita de estudo do 10ºG  ao Museu da Tapeçaria Guy Fino permitiu conhecer a esta forma de arte. As tapeçarias de Portalegre, conhecidas no mundo inteiro, reproduzem, de forma sublime, obras de arte de grandes mestres da pintura. Algumas obras de Almada Negreiros, Vieira da Silva, Cargaleiro, Charrua, Rogério Guimarães, Malangatana e muitos, muitos outros são divulgadas pela Manufactura das Tapeçarias de Portalegre, criada em 1948, por Guy Fino.

BERNARDO SOARES

  « Meditei hoje, num intervalo de sentir, na forma de prosa de que uso. Em verdade, como escrevo? Tive, como muitos têm tido, a vontade pervertida de querer ter um sistema e uma norma. É certo que escrevi antes da norma e do sistema; nisso, porém, não sou diferente dos outros.» Bernardo Soares, Livro do Desassossego , Edição de Richard Zenith, Assírio & Alvim, 2003.

LOGOTIPO DA BIBLIOTECA ESCOLAR

  Autoria: Ana Rodrigues

ALMOSSASSA 2011- FESTIVAL ISLÂMICO

«De 1 a 5 de Outubro, a parte alta da vila transforma-se numa deslumbrante máquina do tempo que nos transporta directamente para o século IX, para os tempos da sua fundação, homenageando o seu rebelde fundador Ibn Maruan, figura ímpar e visionária que mesmo a tantos séculos de distância consegue unir o que as fronteiras e história separaram. O “Mercado das 3 Culturas”, palco principal de toda esta actividade, reconstitui a ambiência das vendas dessa época e deslumbra-nos como um espaço aberto à imaginação e à história. Para além de estar repleto de fabulosas recriações e animações que interagem com os visitantes. O público feminino certamente se deixará encantar pelo stand de chás e ervas medicinais, a enorme variedade de brincos, pulseiras e colares em prata; pelas pedras semi-preciosas, pelos trabalhos em osso, madeira e demais adereços; pelas jarras, lâmpadas, flores secas, velas, espelhos, vidros, incensos e outros elementos de decoração; pelos sapatos, malas, túnicas, véu

REGRESSO

110º aniversário da primeira linha de eléctrico em Lisboa

  A Google assinala, hoje, o 110º aniversário da primeira linha do eléctrico que ligou o Cais de Sodré a Algés (Lisboa) .

FESTAS DE CAMPO MAIOR 2011

  FESTAS DE CAMPO MAIOR  

FESTIVAL DO CRATO 2011

  FESTIVAL DO CRATO

PARTIDA

  Já a vista, pouco e pouco, se desterra Daqueles pátrios montes, que ficavam; Ficava o caro Tejo e a fresca serra De Sintra, e nela os olhos se alongavam. Ficava-nos também na amada terra O coração, que as mágoas lá deixavam. E já depois que toda se escondeu, Não vimos mais, enfim, que mar e céu.     Luís de Camões, OS LUSÍADAS , V, 3

A Noite é muito Escura

É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância Brilha a luz duma janela. Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça. É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, Atrai-me só por essa luz vista de longe. Sem dúvida que a vida dele é real e ele tem cara, gestos, família e profissão. Mas agora só me importa a luz da janela dele. Apesar de a luz estar ali por ele a ter acendido, A luz é a realidade imediata para mim. Eu nunca passo para além da realidade imediata. Para além da realidade imediata não há nada. Se eu, de onde estou, só veio aquela luz, Em relação à distância onde estou há só aquela luz. O homem e a família dele são reais do lado de lá da janela. Eu estou do lado de cá, a uma grande distância. A luz apagou-se. Que me importa que o homem continue a existir? Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos

AVENTURA

 

UM OLHAR PARA O MUNDO

Um olhar para o mundo Perdi o meu olhar No meio do silêncio Respiro outro ar E não percebo o que sinto. Lembro-me daquele momento, Quando tinha... O que será? Será que era medo? Talvez. Ninguém sabe. Conheci pessoas novas Umas boas, outras duras Como a noite e o dia Alguém falava, alguém sorria. Abracei tantas ruas Guardei muitas palavras, Deixei de ser marcada E já não me sinto o nada. Mas vejo ainda os meus iguais, A forma como usam as palavras Tentando esconder O que têm medo de perder O desejo de pertencer, O desejo de abraçar, O desejo de amar. Acções imprevisíveis Que dominam aquele ser Acções que são incríveis Não gastando o seu poder. Feliz, por estar aqui, Feliz, por ter-te a ti, Feliz, por saber o que é falar De coisas sem pensar. As casas, as flores, As músicas e os sabores Tudo me ajudou sentir Ultrapassar e agir. Esta árvore tem frutos E folhas tão diferentes, H

MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Dispersão Perdi-me dentro de mim Porque eu era labirinto, E hoje, quando me sinto, É com saudades de mim. Passei pela minha vida Um astro doido a sonhar. Na ânsia de ultrapassar, Nem dei pela minha vida... Para mim é sempre ontem, Não tenho amanhã nem hoje: O tempo que aos outros foge Cai sobre mim feito ontem. (...) Mário de Sá-Carneiro

CENSOS 2011

DADOS

AMIGOS - FERNANDO PESSOA

ALGARVE

«OS HOMENS PRECISAM DE MIMO»

Mapa Mundi Interativo On-line

http://www.ibge.gov.br/ paisesat/main.php

REVISTAS DE BORDO

  Nas revistas de bordo sucede quase sempre o mesmo: passamos os olhos pela página, em busca de uma simples distracção, de modo a que nos desviemos do confronto com a janela, afastados da heresia que é contemplar o céu a partir dos céus. Por outro lado, a revista de bordo é uma hospedeira em página impressa, um porteiro de nações, um massagista de almas atingidas por desfasamento de fusos horários. Estas eram as balizas, os estranhos limites às palavras voadoras. Mia Couto, Pensageiro Frequente Editorial Caminho

«BOM GOSTO» EM MARVÃO

 

FESTAS POPULARES