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Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2009

Nos 74 anos da morte de Fernando Pessoa 30/11/1935 - 30/11/2009

O INFANTE Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo. Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal! Fernando Pessoa, Mensagem

TODAS AS CARTAS DE AMOR SÃO RIDÍCULAS

Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.) Álvaro de Campos

Newton e a Vénus de Milo

O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. O que há é pouca gente para dar por isso. óóóó - óóóóóóóóó - óóóóóóóóóóóóóóóóóóóóó (O vento lá fora). Álvaro de Campos

Apresentação do Livro do Prof. Santana Castilho -OS BONZOS DA ESTATÍSTICA

Oradores: Prof. Ferreira Patrício Prof. Santana Castilho Dr. Pedro Patacho Biblioteca Municipal de Portalegre, 25 de Nov.

FOTOGRAFIA VENCEDORA DO CONCURSO DE FOTOGRAFIA - ESSL/IPJ

João Paulo Brazão - "A Espera"

LIBERDADE

Ai que prazer Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. Sol doira Sem literatura O rio corre, bem ou mal, Sem edição original. E a brisa, essa, De tão naturalmente matinal, Como o tempo não tem pressa... Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma. Quanto é melhor, quanto há bruma, Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não! Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol, que peca Só quando, em vez de criar, seca. Mais que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças Nem consta que tivesse biblioteca... Fernando Pessoa

Reflexões sobre a crise I

Importância do investimento em tempo de crise Eu, enquanto estudante de Economia, sou um dos muitos que têm o privilégio de assistir a uma das piores crises económicas de todos os tempos - cada uma delas é sempre mais desafiadora que a anterior. Um país pode optar por dormitar à espera que os efeitos da crise passem milagrosamente despercebidos, despertando perante um estado de caos socioeconómico, resultado de uma ineficácia na criação de mecanismos de defesa e de resistência à crise. Todavia, o país pode, e deve, assumir uma posição de combate à crise, nomeadamente através do investimento. Num ambiente de forte especulação financeira e de incerteza quanto ao futuro económico, a falta de confiança no mercado e a insegurança no investimento, dominam o centro de discussão e debate desta crise. Em tempo de crise, as empresas concentram meios e mecanismos de forma a garantir os seus equilíbrios económico-financeiros, fazendo reduzir postos de trabalho e contribuindo, assim,

Reflexões sobre a crise II

A crise e os seus desafios de mudança para a empresa Encontramo-nos hoje a viver uma das que muitos especialistas consideram como a pior crise desde a Grande Depressão. Não obstante, uma crise deve ser encarada não mais apenas como um momento de importante transformação do mundo económico, repleto de novos desafios e rupturas mas, sobretudo, de oportunidades únicas para a mudança e o desenvolvimento. Depois da recuperação e da retoma económica, nada mais será como dantes. Estaremos perante uma economia transformada, onde os mais fortes prevaleceram e os menos fortes fracassaram. Dessa forma se nos revelarão os efeitos mais perversos e cruéis da destruição criadora que aniquila aquilo que os mercados rejeitam e semeia um mercado mais forte e exigente. Este é o momento de agir e dele sairemos mais fortes se tivermos a audácia e a coragem para tomarmos decisões assumidamente arriscadas. É tempo de fazer opções A empresa, enquanto agente económico do qual se exige uma resp

Futura Biblioteca da ESSL

Outros Tempos

A Escola Industrial, outros tempos