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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2010
Toquei num flanco súbito. A mão que dolorosamente extraíra rosas de mármore dos sítios difíceis. Essa mão agora nos trabalhos da alma: o flanco acordado, o abismo da palavra. Resplandecia. Levantava a pálpebra de jóia instantânea. Das brancas ramas desentranha a corola compacta, intrínseca, propagada na árvore. Flanco e mão. E o nome que os ilumina arboreamente. Herberto Helder, Ou o Poema Contínuo

À REDESCOBERTA DO ESTADO DE DIREITO (Texto do ionline.pt)

A tradição medieval de autonomia da lei parece constituir um factor poderoso para explicar o ulterior sucesso da democracia moderna na Europa Neste artigo gostaria de propor um quadro de análise da questão do estado de direito [rule of law] que possa servir de base a um programa de investigação nos próximos 20 anos da 'Journal of Democracy'." Com estas palavras, Francis Fukuyama inicia o seu artigo na edição comemorativa dos primeiros 20 anos da "Journal of Democracy" (Janeiro de 2010, volume 21, n.o 1). O artigo intitula-se "Transitions to the rule of law" e apresenta realmente novas ideias desafiadoras para pensar a democracia e as suas origens. DEMOCRACIA LIBERAL O ponto de partida de Fukuyama consiste em recordar a dupla dimensão da democracia constitucional (ou liberal), a causa que levou à fundação da "Journal of Democracy", em Janeiro de 1990. Essa dupla dimensão inclui, por um lado, instituições democráticas que garantem que os

CRUZEIRO SEIXAS - TAPEÇARIA E DESENHO

C ruzeiro Seixas - Tapeçaria e Desenho , exposição comissariada pelo Prof. Fernando António Baptista Pereira, no Museu da Tapeçaria de Portalegre - Guy Fino. Serão exibidas nove tapeçarias sob cartão da autoria de Cruzeiro Seixas produzidas pela Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, editadas entre os anos de 1976 e 2009. Integram também a exposição desenhos de pequeno formato datados de 1945 a 2006 e alguns objectos criados pelo artista. O catálogo da exposição compreende textos de: Fernando Mata Cáceres, Presidente da C. Municipal de Portalegre; António Sampaio da Nóvoa, Reitor da UL.; Fernando Baptista Pereira e Cristina Azevedo Tavares, Professores da FBAUL; Sarane Alexandrian, Ensaísta e Historiador de Arte; José Manuel dos Santos, Director Cultural da Fundação EDP; Vera Fino, Directora da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre. Até 23 de Maio

Participação na Conferência “Gestão da Inovação e Empreendedorismo”

No passado dia 9 de Fevereiro, os alunos dos cursos de Socioeconómicas e do curso Profissional de Técnico de Informática de Gestão da Escola Secundária de São Lourenço, sob orientação e coordenação dos Professores Adriano Capote e Mariano Costa Pinto, partiram rumo ao Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa com vista à participação na Conferência sobre “Gestão da Inovação e Empreendedorismo”. Gestão da Inovação e Empreendedorismo Empreendedorismo foi o principal tema abordado durante a Conferência. O seu conceito, as suas características, a sua relação com a inovação e a sua importância para o crescimento económico foram alguns dos conteúdos apresentados por um Professor da instituição. A abordagem sucinta que foi transmitida permitiu-nos captar que a actividade empreendedora visa a criação e implementação de negócios e de soluções criativas e que, aquele que a executa, i.e., o empreendedor, é alguém com características excepcionais, como a

SEMANA DA LEITURA (1 a 5 de MARÇO)

DIREITOS DO LEITOR Segundo Daniel Pennac (1993), existem 10 direitos fundamentais do leitor: 1- Direito de não ler 2- Direito a saltar páginas 3- Direito a não terminar um livro 4- Direito de reler 5- Direito a ler qualquer coisa 6- Direito ao bovarismo (deixar que a imaginação se solte) 7- Direito a ler em qualquer lugar 8- Direito a folhear 9- Direito a ler em voz alta 10- Direito a calarmo-nos.

CONFERÊNCIA SOBRE JOSÉ RÉGIO

A Conferência "A Recepção da Obra de José Régio em França", proferida pelo Prof. Doutor Fernando Carmino Marques, realiza-se no dia 26 de Fevereiro, sexta-feira, às 18h, no Castelo de Portalegre.

UM POEMA DE WALT WHITMAN

Viagem na verdade para a ideia primordial, ó alma, Não só mares e terras, mas a tua límpida frescura, A jovem maturidade do rebento e do botão, Para os reinos das bíblias que germinam. Oh, alma, irreprimíveis, eu contigo e tu comigo, A circum-navegação do mundo começamos, Do homem, da viagem de regresso da sua mente, Para o paraíso original da razão, De regresso, de regresso ao berço do saber, às intuições inocentes, De novo com a bela criação. Walt Whitman (1819-1892), Folhas de Erva

UM POETA EM PORTALEGRE

Texto publicado no JN , 14/02/2010 T exto de Manuel Poppe, alusivo à conferência sobre J. Régio, no CAEP. O escritor esteve em Portalegre a convite da Escola Secundária de S. Lourenço, no dia 8/02/2010.

CONHECIMENTO (CARTAZ DA RBE)

ZIW

A vastidão avança por aquilo de que falamos evoca o que o tempo nos aconselha com mensagens que parecem sem sentido: o telefone toca apenas uma vez faróis são deixados toda a tarde acesos sucessivas falhas nos perturbam pois não são falhas apenas talvez a completa escuridão nunca tenha existido talvez nos momentos decisivos regresse por alguma passagem o desconhecido um milhão de cintilantes lanternas de papel sobre o rio e a alma repete a pergunta eterna. José Tolentino de Mendonça, A Estrada Branca

A PRINCIPAL FONTE DA NOSSA IGNORÂNCIA

Quanto mais aprendemos sobre o mundo, quanto mais profundo o nosso conhecimento, mais específico, consistente e articulado será o nosso conhecimento do que ignoramos - o conhecimento da nossa ignorância. Essa, com efeito, é a principal fonte da nossa ignorância: o facto de que o nosso conhecimento só pode ser finito, mas a nossa ignorância deve necessariamente ser infinita. (...) Vale a pena lembrar que, embora haja uma vasta diferença entre nós no que diz respeito aos fragmentos que conhecemos, somos todos iguais no infinito da nossa ignorância. Karl Popper, in As Origens do Conhecimento e da Ignorância

SOBRE A INDISCIPLINA

Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar Especialistas em educação, reunidos na cidade espanhola de Valência, defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores. Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas. 'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater. 'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou. Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualqu

MAQUETA DA NOVA ESCOLA

COMENTÁRIO À OBRA DE MANUEL ALEGRE, PRAIA DE LÁGRIMAS

N esta obra de Manuel Alegre, o autor descreve um dos momentos mais solenes e tristes da história recente do nosso país, a partida dos soldados Portugueses para as províncias ultramarinas. Esta partida insere-se numa época conturbada da nossa história, o Estado Novo. Durante este período, por volta dos anos 60 até 1974, rebentou em Angola, Guiné e Moçambique, a guerra colonial, devendo-se a uma revolta da população local para suprimir a falta de liberdade. Manuel Alegre, neste texto, compara este momento ao da partida das primeiras naus no séc. XV em busca dos novos mundos (época dos Descobrimentos). O autor compara essa angústia das mães, dos pais e das mulheres dos soldados que partem para a guerra, à aflição sentida séculos antes pelas mães, esposas, filhos e familiares na partida dos marinheiros Portugueses em busca do desconhecido, sem se saber se haveria regresso, devido aos perigos do oceano. Agora, estes soldados estão sujeitos aos mesmos perigos. O autor faz referência a Os Lu
MAR SONORO MAR SONORO, MAR SEM FUNDO, MAR SEM FIM, A TUA BELEZA AUMENTA QUANDO ESTAMOS SÓS E TÃO FUNDO INTIMAMENTE A TUA VOZ SEGUE O MAIS SECRETO BAILAR DO MEU SONHO, QUE MOMENTOS HÁ EM QUE EU SUPONHO SERES UM MILAGRE CRIADO SÓ PARA MIM. Sophia de Mello Breyner Andresen, MAR

CONFERÊNCIA SOBRE JOSÉ RÉGIO, PROFERIDA PELO ESCRITOR MANUEL POPPE

Conferência sobre José Régio, hoje, no Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre (CAEP). Orador: Manuel Poppe Plateia: Alunos e professores da S. Lourenço

CONSTRUÇÃO DE UMA PILHA COM DIFERENÇA DE POTENCIAL DETERMINADA

Ver trabalho.

LANÇAMENTO DA REVISTA NOVA ÁGUIA, NA BE DA ESSL - INTERVENÇÕES DO PROF. RENATO EPIFÂNIO E DO PROF. FERREIRA PATRÍCIO

II SEMANAS DAS CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

4 de Fevereiro de 2010-02-02, Quinta-feira GEOLOGIA NO DISTRITO DE PORTALEGRE LUÍS ROMÃO 12º Ano A, B, C e D - Geologia 13:10 – 15:20H Sala 22 “O Sol, o vento e a água fornecem energia ao Homem. Mas é do solo cultivado que o Homem obtém os alimentos, e do subsolo extrai materiais que utiliza no dia-a-dia. Utilizador das riquezas minerais, o Homem deve ser um bom gestor, pois a crescente exploração dos recursos naturais não renováveis é limitada. Conhecer as reservas actuais, melhorar a sua exploração, descobrir novos jazigos e saber como estes se formam exige conhecimentos geológicos cada vez maiores. - Que tipo de recursos pode o Homem encontrar e explorar na Terra? e na região de Portalegre?” ROMÃO, LUÍS, INTRODUÇÃO À SERRA DE S. MAMEDE, Geologia no Distrito de Portalegre, Semana II das C. S. H., Portalegre, 2010. “A Serra de S. Mamede é o relevo mais importante a sul do Tejo; situa-se no Nordeste Alentejano, junto da fronteira, continuando-se pelo país vizinho. No entanto, as

CONFERÊNCIA SOBRE ARTE E CIÊNCIA -PROF. RAUL LADEIRA

II SEMANA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

3 de Fevereiro de 2010-02-02, Quarta-feira CIÊNCIA E EVOLUCIONISMO ANTÓNIO CARREIRAS 12º Ano – Turmas de Geologia A, B, C e D - 13:25 – 15:15H - Sala22 4 de Fevereiro de 2010-02-02, Quinta-feira CIÊNCIA E EVOLUCIONISMO LUÍS ROMÃO 12º Ano A, B, C e D - Geologia 10:15 – 11:45H Sala “O Sol, o vento e a água fornecem energia ao Homem. Mas é do solo cultivado que o Homem obtém os alimentos, e do subsolo extrai materiais que utiliza no dia-a-dia. Utilizador das riquezas minerais, o Homem deve ser um bom gestor, pois a crescente exploração dos recursos naturais não renováveis é limitada. Conhecer as reservas actuais, melhorar a sua exploração, descobrir novos jazigos e saber como estes se formam exige conhecimentos geológicos cada vez maiores. - Que tipo de recursos pode o Homem encontrar e explorar na Terra? e na região de Portalegre?” José Coelho 11º Ano – Turma H Evolucionismo e Filosofia Sala 22

DÉFICE...

Como cresceu o défice português? O Ministério das Finanças anunciou, na semana passada, o fecho das contas públicas do ano de 2009 com a divulgação do número do défice orçamental: 9,3%. O julgamento deste número mágico é unânime – surpreendente – mas a sua origem pode ser melhor clarificada. A instabilidade económica vivida nos últimos meses criou um ambiente de forte desconfiança nos mercados e na própria economia. Tal facto pode explicar, em parte, as alterações verificadas em algumas das principais rubricas orçamentais. Assim, existem múltiplos factores (uns mais previsíveis do que outros) que nos ajudam a decifrar a origem do actual défice português. Quebra no consumo das famílias Os sintomas de incerteza e de instabilidade económica sentidos por todo o mundo contagiaram a economia portuguesa. Este clima, associado ao aumento do desemprego, obrigou as famílias e as empresas a cortar nas despesas. Tal facto, aliado ao adiamento de decisões económicas que, por sua ve

HALLITUNA - TUNA DA ESSL

1º ENCONTRO DE TUNAS 2º ANIVERSÁRIO DA HALLITUNA CENTRO DE ARTES E ESPECTÁCULOS PORTALEGRE (CAEP) 28/01/2010

LUZ

SEMANA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

2 de Fevereiro de 2010-02-02 Terça-feira ARTE E CIÊNCIA RAUL LADEIRA “Mestre das imagens chamo ao Raul e com inteira e justificada propriedade, já que o podemos encontrar na criação de um logotipo como na invenção de um cartaz, na construção de uma banda desenhada (que saudades!) como na manipulação de um diaporama, na captura de um instantâneo fotográfico como na sequência do vídeo… Mestre das imagens também porque generosamente connosco as partilha em singelas lições ou singulares pretextos que o quotidiano colectivamente proporciona e que alguns «pouco?» também sabem aproveitar, como ele sabe, sobretudo, sob a mesma simples naturalidade.” in LADEIRA, RAUL, JANELAS INDISCRETAS, Edição do I. C. N./Parque Nacional da Serra de S. Mamede, Portalegre, 2002, p. 2, apud António Martinó Coutinho, Introdução. Ciência e Arte José Coelho 11º Ano Turma B 10:15 – 11:45H Sala 2
Ontem fui passado… Ontem fui passado a rito Baptismo de fogo e unção Das boas maneiras inflação Ef-err-ah + ou – grito Nas praxes da celebração Caloiro des-feito mito Bode expiatório de iniciação Vítima de abuso infeliz Quase vexado por um triz Neófito da prov(oc)ação? Nem tudo se pode levar a peito Dizem as lições da história Que 5 [Minutos] ‘ de fama e glória Trajados 100 [Sem] preconceito Com fato de casaca e terno Não há mal que seja eterno Por + que o destino a torça A fatalidade só existe P’ra quem a ela não resiste E o que tem que ser tem ++ força? Sou daqueles que não se isola Ouvidos de mercador ao apupo Só p’ra fazer parte do grupo Da vida real e mola Turmas de colegas ou agrupo Por tudo apostar na Escola Reduzida ao menor espaço Elevada a N de ++s obras Fórmulas máquinas manobras Há equações p’ra 1 abraço? Às × s paro e contemplo Já antes agora e depois 1 ÷ do mundo em 2 P’ra + seguir o bom exemplo A vontade + firme pois O – mau que há neste temp(l)o Ser alegria de a

A (C)IDADE EM CONSTRUÇÃO

A (c)Idade em… A (c)Idade em Construção Dia semana mês e ano É diálogo de mano a mano Temporal de evolução O Espaço da Educação O antes era o costume Sempre = a + do mesmo A rotina e o ensimesmo A inércia que saudade esfume O que em passado se resume Vem primeiro o alicerce Um som cavo e + rouco Pedra de cair sobre o cabouco Pleno de à flor da terra cerce Fundação ou semente que berce O agora é o que obtusa Pó de giz p’ra qualquer 1 A √ de algum c.a.+c.o.=h Quadrados perfeitos de musa Dos materiais a existência Tabela periódica dos elementos Isótopos dos pensamentos Milímetros sem desistência Cálculos de resistência O durante é o transtorno A mudança da surpresa Dialéctica não presa A ferramenta em seu torno Espiral de eterno retorno Cimento de água com sede O capilar em que sobe Grave que tece baixa e dobe Malha de sol estrutura e rede Tijolo a tijolo a parede O depois será futuro De nós a partir de dentro A centrifugar p´ró centro Do que fora caos no monturo Sinais de cosmos