Sabemos muito pouco de Camões, Mal sabemos quem foram os seus pais, Quanto ao seu nascimento há discussões, Dos seus estudos não se sabe mais. Passou dezassete anos aos baldões Na Índia e em paragens orientais. Fazia belos versos muitas vezes. N’ Os Lusíadas canta os Portugueses. (continua)
Da velhice sempre invejei o adormecer no meio da conversa. Esse descer de pálpebra não é nem idade nem cansaço. Fazer da palavra um embalo é o mais puro e apurado senso da poesia. Mia Couto No livro Idades/ cidades/ divindades
Este é o tempo Este é o tempo Da selva mais obscura Até o ar azul se tornou grades E a luz do sol se tornou impura Esta é a noite Densa de chacais Pesada de amargura Este é o tempo em que os homens renunciam. Sophia de Mello Breyner Andresen, Mar Novo (1958)