quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Memória


Um país sem memória, ou que não cultiva a recordação das coisas, está irremediavelmente condenado.


Baptista Bastos

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

PORQUE




Porque


Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.



Sophia de Mello Breyner

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

SONHO


Pelo sonho é que vamos


Pelo sonho é que vamos,

comovidos e mudos.


Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,

pelo sonho é que vamos.


Basta a fé no que temos.

Basta a esperança naquilo

que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,

com a mesma alegria,

ao que desconhecemos

e ao que é do dia a dia.


Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.




Sebastião da Gama

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

CARTAZ DA EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA

A Escola Secundária de S. Lourenço e o IPJ promoveram um concurso de fotografia, no âmbito das comemorações dos 125 anos da Escola.


As melhores fotografias podem ser apreciadas no IPJ de Portalegre, a partir de 11 de Dezembro.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Uma máxima de Vergílio Ferreira


"Não penses que a sabedoria é feita do que se acumulou. Porque ela é feita apenas do que resta depois do que se deitou fora."


Vergílio Ferreira

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

75º Aniversário da Publicação de MENSAGEM de Fernando Pessoa 01/12/1934

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!


Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.


Fernando Pessoa

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Nos 74 anos da morte de Fernando Pessoa 30/11/1935 - 30/11/2009


O INFANTE


Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

Fernando Pessoa, Mensagem

TODAS AS CARTAS DE AMOR SÃO RIDÍCULAS

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos

sábado, 28 de novembro de 2009

Newton e a Vénus de Milo

O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.
O que há é pouca gente para dar por isso.

óóóó - óóóóóóóóó - óóóóóóóóóóóóóóóóóóóóó

(O vento lá fora).

Álvaro de Campos

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

FOTOGRAFIA VENCEDORA DO CONCURSO DE FOTOGRAFIA - ESSL/IPJ


João Paulo Brazão - "A Espera"

LIBERDADE

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...


Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Reflexões sobre a crise I

Importância do investimento em tempo de crise

Eu, enquanto estudante de Economia, sou um dos muitos que têm o privilégio de assistir a uma das piores crises económicas de todos os tempos - cada uma delas é sempre mais desafiadora que a anterior.

Um país pode optar por dormitar à espera que os efeitos da crise passem milagrosamente despercebidos, despertando perante um estado de caos socioeconómico, resultado de uma ineficácia na criação de mecanismos de defesa e de resistência à crise. Todavia, o país pode, e deve, assumir uma posição de combate à crise, nomeadamente através do investimento.

Num ambiente de forte especulação financeira e de incerteza quanto ao futuro económico, a falta de confiança no mercado e a insegurança no investimento, dominam o centro de discussão e debate desta crise. Em tempo de crise, as empresas concentram meios e mecanismos de forma a garantir os seus equilíbrios económico-financeiros, fazendo reduzir postos de trabalho e contribuindo, assim, para a sua amplificação.

Perante este quadro, as empresas diminuem, forçosamente, a sua capacidade de investimento, procurando no Estado apoios que lhes permitam garantir a solidez que precisam para se manterem no mercado. Desta forma, o Estado pode optar por fornecer esses apoios a pedido das empresas, nomeadamente ao nível da disponibilização de linhas de crédito. No entanto, o Estado não é portador de garantias que lhe permitam assegurar que os fundos fornecidos às empresas serão aplicados nas áreas mais estratégicas e com a eficácia económica necessária ao estímulo sustentado da Economia.

Assim sendo, na ausência de investimentos privados, cabe ao Estado, enquanto presumido conhecedor da realidade económica, assumir-se como centro de decisão, promovendo o investimento público como indicador de eficácia económica e de confiança no combate à crise.

O investimento público, através da insígnia das obras públicas, permite a criação de fluxos económicos e, portanto, permite um relacionamento constante entre os vários agentes económicos com esperados efeitos multiplicadores.

Sendo as obras públicas um investimento estatal e, por isso, suportado por todos os contribuintes do país, o Estado deve tomar particular atenção ao custo de oportunidade de cada um desses projectos, tendo como referência os benefícios que deixará de obter por rejeitar opções alternativas. Com o problema económico especialmente exacerbado durante uma crise, haverá sempre a necessidade de, com todo o rigor, calcular o custo de oportunidade e de garantir a racionalidade económica de um investimento público.

Quando o Estado não tem capacidade para auto-financiar os seus projectos, há a necessidade de recorrer ao financiamento externo, o que, em última análise, acabará por penalizar as empresas através do encarecimento do crédito. Por isso, é urgente que o país reúna, ao longo dos anos, condições de boa governação que lhe garantam, em situações como a que hoje vivenciamos, uma maior margem de auto-financiamento evitando, assim, o endividamento excessivo do país.

No caso português, a renovação do Parque Escolar surge-nos com várias ópticas favoráveis à sua concretização, nomeadamente ao nível da necessidade de travar a degradação e de modernizar as escolas públicas, como também ao nível de conceber projectos de referência do investimento público no contexto da actual crise económica.

Em discussão pública encontram-se, actualmente, grandes obras públicas de referência, como as linhas de alta velocidade e o novo Aeroporto de Lisboa. A estes projectos está, como anteriormente referi, subjacente o custo de oportunidade e a racionalidade económica, para além de outros factores de ordem política e social.

Em resumo, interessa captar a importância que o investimento em obras públicas tem para a dinâmica económica do mercado. No decorrer de uma crise, o importante é não dormitarmos porque, ao acordarmos, poderemos estar perante Economias completamente transformadas, preparadas para o futuro, enquanto nós nos dedicaremos a contar os mortos e curar os feridos que resultaram de uma estratégia de combate à crise falhada e pouco mobilizadora.

Carlos Raimundo, nº3, 11ºE

Reflexões sobre a crise II

A crise e os seus desafios de mudança para a empresa

Encontramo-nos hoje a viver uma das que muitos especialistas consideram como a pior crise desde a Grande Depressão. Não obstante, uma crise deve ser encarada não mais apenas como um momento de importante transformação do mundo económico, repleto de novos desafios e rupturas mas, sobretudo, de oportunidades únicas para a mudança e o desenvolvimento.

Depois da recuperação e da retoma económica, nada mais será como dantes. Estaremos perante uma economia transformada, onde os mais fortes prevaleceram e os menos fortes fracassaram. Dessa forma se nos revelarão os efeitos mais perversos e cruéis da destruição criadora que aniquila aquilo que os mercados rejeitam e semeia um mercado mais forte e exigente. Este é o momento de agir e dele sairemos mais fortes se tivermos a audácia e a coragem para tomarmos decisões assumidamente arriscadas.

É tempo de fazer opções

A empresa, enquanto agente económico do qual se exige uma responsabilidade acrescida, ao ser marcada pelos efeitos denotativos de uma transformação económica, pode optar por vários rumos que ditarão a sua continuidade – ou não – no mercado.

Num quadro degradado, económica e financeiramente irreversível, a empresa optará por abrir falência, enviando os seus trabalhadores para as fileiras do desemprego. Todavia, é importante reflectir sobre as consequências de uma reacção a curto ou a longo prazo. Abrir falência a longo prazo terá como principal consequência a forte pressão exercida sobre a estrutura económico-financeira durante o período de recessão, podendo condicionar, e até mesmo comprometer, eventuais remunerações e indemnizações do factor trabalho.

Ao verificar que os seus produtos e o custo médio de produção a eles associados deixaram de ter a competitividade suficiente para se demarcarem positivamente dos seus concorrentes, a empresa poderá, ao invés, procurar a existência de nichos de mercado, assumindo um papel importante para a inovação, para a introdução de novos produtos no mercado, aumentando a sua vantagem competitiva, numa atitude pró-activa.

Aos rumos acima estará sempre implícito o pragmatismo que é exigido na escolha de uma das opções, isto é, a necessidade de adoptar medidas urgentes, ainda que contestadas, a fim de solucionar um problema.

Certo é que, manter o mesmo rumo, desde logo condenado, é o mesmo que declarar o estado de óbito de uma empresa, levando-a à rotura irreversível.

Novas Oportunidades

Especialmente numa fase de mudança profunda como a actual, surgem oportunidades únicas no ramo empresarial determinadas pelas políticas públicas de estímulo à economia. Os factores de produção tendem a deslocar-se para onde surgirem as melhores oportunidades e, por isso, é importante, para a empresa, garantir bons estímulos económicos de forma a evitar a deslocalização para o exterior.

Durante uma transformação económica maior surge, por isso, a necessidade de reajustar os objectivos de uma empresa, sendo, por vezes, necessário o desenvolvimento de um plano de recuperação estratégica.

Pragmatismo e responsabilidade

A contestação e a oposição a esses planos, por razões doutrinárias, podem levar à rejeição de eventuais propostas que permitam a recuperação da empresa. Portanto, em momentos como o que hoje vivenciamos é especialmente exigida a responsabilidade e a consciência de todos os agentes económicos para a tomada de decisões difíceis e que implicam um elevado risco.

A Economia é uma ciência social em constante reconstrução por determinação dos ciclos de mudança e de transformação da realidade. A economia é uma parte de cada um de nós. Cabe-nos, por isso, retirar aquilo que de mais consistente nos pode dar a Ciência Económica e assumir uma postura pragmática quando nos surgem alertas de mudança para que possamos sair mais fortes de uma recessão – é este o desafio para que estamos convocados.

Carlos Raimundo, 11º ano, ESSL

Banco de Itens do Gave

Muito útil para a preparação de exames. E não só. Para conhecer!
Gave.

Futura Biblioteca da ESSL


domingo, 4 de outubro de 2009

COMO SE FAZ UM COMENTÁRIO A UM TEXTO

ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. LOURENÇO PORTALEGRE
BE/CRE


COMO SE FAZ UM COMENTÁRIO A UM TEXTO



1- LER atentamente o texto: as vezes que forem necessárias até o compreender. Pelo menos duas vezes, mesmo que seja de fácil compreensão;

2- À medida que se lê o texto, devem APONTAR-SE os conceitos e palavras/vocábulos dos quais não conhecemos o significado;

3 - Depois de lido o texto (as vezes que forem necessárias), CONSULTAR UM DICIONÁRIO E/OU UMA ENCICLOPÉDIA, no sentido de encontrar as respostas a todas as palavras e expressões que dificultavam a compreensão daquele;

4 -IDENTIFICAR se é um texto autónomo e independente ou se é um excerto de um texto (um texto completo ou parte de... );

5 - IDENTIFICAR o género literário a que o texto corresponde (se é prosa, se é poesia, que tipo de poesia, etc... );

6 - INDICAR o tema do texto, ou seja, a ideia fundamental do mesmo;

7 - Para a compreensão de um texto é, muitas vezes, necessário DIVIDI-LO estruturalmente (dizer em que partes se divide);

8- Se se tratar de um texto de opinião e for exigido um COMENTÁRIO CRÍTICO do texto, é necessário contra-argumentar e discutir as ideias do seu autor;

9- Depois de seguires estes passos deves saber ESCLARECER o professor e/ou os colegas acerca do que o texto diz. É uma espécie de " Prova dos Nove”. No fundo, é saber EXPLICAR o que o texto diz.

Teste

Amanheceu...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

COMO ELABORAR UM RELATÓRIO DE QUÍMICA


Como elaborar um relatório
Física e Química A1


O RELATÓRIO

Os resultados das suas actividades práticas podem ser importantes para outras pessoas.
Deve, por isso, elaborar um relatório para os apresentar.
O seu caderno de notas deve conter toda a informação necessária de forma acessível
para si. O relatório final deve continuar a ter toda a informação, mas organizada de forma acessível para o leitor médio.
Para a apresentação de um relatório experimental deve seguir algumas regras básicas
tais como sejam...
1. O primeiro componente do relatório deve ser a introdução, onde é indicado o objectivo, o interesse do trabalho e ainda informação teórica que se julgue pertinente para fundamentar o trabalho prático. A introdução pode não ser o primeiro texto a escrever, mas deve aparecer no começo do relatório para ajudar o leitor, antes de entrar no tratamento detalhados dos resultados experimentais.
2. A introdução deve ser seguida da descrição do material e dos métodos utilizados, basicamente, a descrição de como consegue obter os seus dados.
Na descrição do método será útil chamar à atenção para os princípios envolvidos nas medições e para algumas precauções ou técnicas especiais que tenha usado.
3. O Ponto Central do relatório são os dados experimentais. Vale a pena ter alguma preocupação na organização dos dados. Sempre que possível, mesmo que os dados sejam qualitativos, use tabelas.
4. Um gráfico deve ser usado para mostrar a relação entre duas quantidades. Os gráficos devem ser acompanhados por tabelas de dados, correctamente identificadas. É importante a inclusão de todos os dados originais no seu relatório.
5. Todas as tabelas, gráficos, esquemas devem ser identificadas, legendados e referenciados no texto.
6. A discussão de resultados deve incluir suposições, estimativas e comentários às limitações dos aparelhos. Nesta fase, é uma boa ideia fazer sugestões para melhorar a organização do trabalho experimental para reduzir erros e de como se deve investigar o fenómeno em estudo de forma completa e ampla. Caso seja apropriado, assegure-se da inclusão das discussões de descobertas inesperadas e da comparação dos seus resultados com os dados da teoria.
7. A argumentação e o raciocínio que apresenta na discussão devem estar de acordo com a possibilidade de serem seguidos por pessoas sem grande preparação no assunto. É melhor usar termos simples que todos compreendam do que expressões que pode aplicar erradamente. Evite palavras e informações desnecessárias. Seja conciso, evite irrelevâncias ou repetições.
Releia o seu relatório, criticamente, algumas horas depois de o terminar, para ter a certeza de que ele é de fácil leitura e que contém exactamente o que você queria dizer. Nesta altura, as mudanças a introduzir serão melhorias.
8. Deve apresentar a conclusão da sua experiência de modo sumário. Ela deve ter a forma de uma generalização verbal ou de um resultado numérico com a respectiva estimativa da percentagem de erro.
Se estudar as informações envolvidas numa reacção química, deve expressar as conclusões sob a forma de uma equação química. Se estudar a relação entre medidas quantitativas (por exemplo distância e tempo) deve incluir uma equação que relacione as quantidades em estudo.
9. Finalmente deixe-nos acentuar que o seu relatório deve ser um relato fiel e total do que fez.


REGRAS PARA ESTRUTURAR UM RELATÓRIO

Capa
· Nome da Escola
· Título - curto e preciso
· Nome do autor(es), ano e turma
· Nome do docente da disciplina
· Data


Objectivo

· Definição dos objectivos a alcançar



Introdução
• Esta secção deve incluir, de forma sumária, o problema em estudo enquadrado no seu conhecimento (resultado de pesquisa bibliográfica) e a justificação do seu estudo


Metodologia / Procedimento Experimental
• Material utilizado
• Descrição detalhada e explícita da metodologia realizada para execução do trabalho, de forma a permitir a repetição correcta dos ensaios.


Apresentação dos resultados

· Devem ser apresentados sem quaisquer comentários interpretativos
· Utilizar de preferência: Tabelas, gráficos, esquemas, figuras, etc.


Discussão dos resultados/ Conclusão

· É feita a análise e interpretação dos resultados, tendo em vista os objectivos inicialmente definidos.
· Faz-se a apreciação dos resultados, incluindo a resposta ao problema. Por vezes, sugerem-se novas investigações para acabar de responder ao problema, se este não ficar completamente esclarecido.


Anexos

· Engloba um conjunto de documentos, não elaborados pelo autor e que fundamentam o trabalho de pesquisa.


Bibliografia

· Indique a lista de livros ou outro material consultado, para realização do trabalho Ex: Allégre, C. (1998). A Espuma da Terra. Lisboa: Gradiva


Adaptado de:
Hall, W.; Keynes, M. (1986). The Handling of Experimental Data.London: The Open UniversitY Press

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Como pesquisar na Internet de forma eficaz

ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. LOURENÇO PORTALEGRE
BE/CRE

Como pesquisar na Internet de forma eficaz

Na Internet pode encontrar-se muita informação, mas se usarmos algumas técnicas, podemos poupar algum tempo.
Na página http://e-criar.sapo.pt/ encontra-se informação sobre como PESQUISAR de forma eficiente na Internet.
Guia orientador de pesquisa

DEFINIR
De que assunto quero saber mais?
O que pretendo saber?
A que perguntas quero responder no meu trabalho?

LOCALIZAR A INFORMAÇÃO

Onde posso encontrar o que pretendo?
Que recursos existem na escola e que eu posso usar?
Preciso de outros recursos para além dos existentes na escola?
Onde os posso encontrar?
Quais os recursos que são adequados à minha idade?
Como posso encontrar o que pretendo?

CLASSIFICAR

O que encontrei?
Onde fui buscar a informação? (bibliografia consultada ou registo de outras fontes)

SELECCIONAR
-1ª leitura
Da informação que encontrei, o que é importante para este trabalho?
O que devo sublinhar e retirar para uma folha?

ORGANIZAR/ SINTETIZAR / RESUMIR
- 2ª leitura
O que posso fazer para o meu trabalho não ser uma cópia? (Como posso dizer as ideias essenciais em menos espaço e como posso dizer por palavras minhas o que aprendi?)
O que concluí?
Como vou organizar a informação?
Quanto tempo tenho?

AVALIAR
Que tal está o trabalho?
Como posso melhorá-lo? (no conteúdo e na apresentação)

REFLECTIR
O que aprendi?
O que me ficou do que li?
Sei mais do que o que sabia sobre o assunto?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

BIG 6



Big6 é um dos modelos mais usados para o desenvolvimento de competências ao nível da informação e tecnologias. Criada por Mike Eisenber e Bob Berkiwitz, a Big6 (Grande 6?) pretende estimular a literacia neste domínio e está implementada em muitas escolas dos EUA, em todos os níveis de escolaridade.

Através deste modelo, os alunos conseguem ultrapassar qualquer tipo de problemas, decisões ou tarefas através de uma estratégia de resolução de problemas baseada na informação.

Os estágios deste modelo são seis, daí o nome de BIG6:

1. Definição da Tarefa

2. Estratégias de procura de Informação

3. Localização e acesso a Informação

4. Utilização da Informação

5. Síntese

6. Avaliação




SUGESTÕES PARA FAZER UM TRABALHO ESCRITO

De uma maneira geral, um trabalho deverá ter a seguinte organização :



1. CAPA;

2. ÍNDICE;

3. INTRODUÇÃO;

4. DESENVOLVIMENTO;

5. CONCLUSÃO;

6. BIBLIOGRAFIA.



CAPA - Fazem parte da capa os seguintes elementos:

Nome da escola;
Disciplina ou área a que se destina;
Título do trabalho;
Identificação do(s) autor(es) :
Nome do aluno ou grupo de alunos que elaboraram o trabalho;
Ano, turma e número(s);
Ano Lectivo em que o trabalho foi feito.





ÍNDICE ---- No índice apresentam-se os capítulos e subcapítulos do seu trabalho com as correspondentes páginas. Deve apresentar-se o nome ou a designação das partes que constituem o seu trabalho. A cada uma delas corresponderá uma numeração. Os títulos e subtítulos devem aparecer, ao longo do trabalho, com a mesma numeração e o mesmo tipo de letra com que foram apresentados no índice.

3. INTRODUÇÃO - A introdução é uma apresentação sumária do seu trabalho e deverá conter resumidamente o que vai tratar e como o irá fazer. Quem vai ler o seu trabalho, logo na introdução deverá ficar com uma ideia daquilo que irá encontrar.

4. DESENVOLVIMENTO - O desenvolvimento, também chamado corpo do trabalho, é a parte mais extensa deste. Nele deve apresentar o tema, os problemas a partir dele levantados, a argumentação utilizada e as respostas a que chegou. Deve apresentar, de igual modo, os objectivos e as razões que o(a) levaram a tratar esse tema/problema. Para tal, procure responder às seguintes questões: --- Por que é que eu resolvi fazer este trabalho ? --- Para quê ? --- O que é que eu pretendo saber ou alcançar ?

5. CONCLUSÃO -- A conclusão é como que o resumo do seu trabalho. Enquanto que ao longo do desenvolvimento se preocupou em apresentar as questões e as diferentes fundamentações devidamente encadeadas de modo mais ou menos exaustivo, a conclusão deve dar ao seu leitor uma visão de conjunto.

6. BIBLIOGRAFIA - Deverá seguir as normas que a seguir se apresentam. Comecemos pelos livros : 1- Nome do autor: apelido em maiúsculas, vírgula, nome próprio. 2 – A seguir ao nome do autor é colocada a data em que o livro foi editado, entre parêntesis. 3 – Em seguida coloca-se o título da obra, seguido de ponto. Este deve apresentar-se sublinhado ou em itálico e em maiúsculas. 4 – Após o título da obra surge o número da edição, o local de publicação: a cidade, dois pontos e depois a editora. No caso de se tratar de um periódico (jornal ou revista ) temos os seguintes elementos: 1.Nome do autor; 2.Ano da publicação, entre parêntesis( ); 3. Título do artigo, seguido de ponto( . ) ; 4. Título da publicação, sublinhado ou em itálico; 5. Data e Número da publicação; 6.Localização do artigo no periódico, isto é, as páginas que ocupa.

ELABORAR A BIBLIOGRAFIA

1- Autor (primeiro o apelido)

2- Título (sublinhado ou em itálico)

3- Número de edição

4- Local de edição

5- Editora

6- Data


Ex: FERREIRA, Vergílio. Aparição. 4ª ed., Lisboa, Bertrand, 1992.


Ex: HIERNAUX, Jean. A Diversidade Biológica Humana. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1998.



(Nota: procura estes elementos na capa, contracapa e no interior do livro)


Se tiveres dúvidas na elaboração da bibliografia, consulta o seguinte livro:


CEIA, Carlos. Normas para Apresentação de Trabalhos Científicos. 3ª ed., Lisboa, Editorial Presença, 2000.


Está na biblioteca à tua espera!

COMO SE FAZ UM COMENTÁRIO A UM TEXTO

1- LER atentamente o texto: as vezes que forem necessárias até o compreender. Pelo menos duas vezes, mesmo que seja de fácil compreensão;

2- À medida que se lê o texto, devem APONTAR-SE os conceitos e palavras/vocábulos dos quais não conhecemos o significado;

3 - Depois de lido o texto (as vezes que forem necessárias), CONSULTAR UM DICIONÁRIO E/OU UMA ENCICLOPÉDIA, no sentido de encontrar as respostas a todas as palavras e expressões que dificultavam a compreensão daquele;

4 -IDENTIFICAR se é um texto autónomo e independente ou se é um excerto de um texto (um texto completo ou parte de... );

5 - IDENTIFICAR o género literário a que o texto corresponde (se é prosa, se é poesia, que tipo de poesia, etc... );

6 - INDICAR o tema do texto, ou seja, a ideia fundamental do mesmo;

7 - Para a compreensão de um texto é, muitas vezes, necessário DIVIDI-LO em partes;

8- Se se tratar de um texto de opinião e for exigido um COMENTÁRIO CRÍTICO do texto, é necessário contra-argumentar e discutir as ideias do seu autor;

9- Depois de seguires estes passos, deves elaborar o comentário, discutindo as ideias do autor do texto, recorrendo a argumentos e a exemplos.

COMO ELABORAR UM COMENTÁRIO A UM FILME

Dados completos do filme:


Sinopse (resumo), História, Locais da acção, Personagens, Curiosidades, Ficha Técnica e Opinião.


a) Sinopse (resumo) - Um máximo de cinco linhas que resuma o filme.
(Poucas linhas que devem dar uma ideia geral de toda a história.)


b) História - Esta é a parte maior do texto (25/30 linhas). É desejável que o texto não conte o final da história, de forma a despertar a curiosidade do leitor.


c) Locais da acção - Parte geralmente muito pequena, (5 a 10 linhas), pois é uma breve descrição dos locais onde se passam a acção (País, cidades, etc).


d)Personagens – Personagens que participam na história.


e) Curiosidades - Fica ao critério de quem elabora a crítica ao filme: podem ser coisas curiosas da história, das personagens, incongruências no argumento, falhas na arte, etc.


f) Ficha Técnica – Título do filme, ano, realizador, argumento, elenco, produtor, género, duração, prémios, nomeações.


g) Opinião - Opinião sobre o filme.