sábado, 30 de outubro de 2010

PRÉMIO JOSÉ RÉGIO PARA A ALUNA MARTA BASSO


Prémio José Régio

“Pelo sonho é que vamos”, diz Sebastião da Gama .“Basta a fé no que temos / a esperança naquilo/ que talvez não teremos”.

Estes versos, aparentemente simples, encerram uma lição de vida que define de uma forma muito clara a missão do professor. De facto, assim é, o professor sonha com o sucesso dos seus alunos, acredita nele, é a fé que o move e o faz pensar que conseguirá moldar formas de estar, de agir e de pensar. Em suma, o objectivo é formar os jovens, incutindo-lhes princípios e valores.

Na verdade, o professor não está sozinho nesta tarefa, pois há alunos que com ele colaboram decisivamente para que o barco chegue a bom porto. A Marta é o exemplo vivo de como isso é verdade, é a aluna que enche o coração e a alma dos seus professores. Muito me orgulho de a ter tido como aluna na disciplina de Português, o seu percurso foi brilhante a todos os níveis. Mas não é apenas nesse ponto que se esgotam as qualidades da Marta, ou Martinha, como lhe chamam os colegas, ela é a amiga, a companheira dedicada, a aluna sabedora mas humilde, educada, simpática e atenciosa. É, sem dúvida, um exemplo para os seus colegas e amigos e um estímulo para os mais velhos. A sua doçura e meiguice são capazes de transformar, num ápice, a tempestade em bonança. É assim a Marta. E não é possível descrever com exactidão e verdade tudo aquilo que ela é, porque só quem teve o privilégio, como eu, de estar com ela dia após dia, semana após semana, durante três anos lectivos, poderá compreender o alcance das minhas palavras. É com muita emoção e alegria que o faço, mas que dizer mais? Enfim, ainda há alunos assim, ainda há jovens assim! São jovens como tu, Marta, que nunca nos hão-de deixar envelhecer, que manterão sempre em nós a alegria da juventude, a capacidade de acreditar e de sonhar que, afinal, a nossa luta não é em vão.

Este prémio é teu, é um símbolo na tua vida, mereceste-o. Foste, efectivamente, a melhor aluna e és uma grande pessoa. Felicito-te por ele, a ti e à tua família, os teus pais são os grandes “construtores” desta obra que és tu.

Muito sucesso para o teu futuro.

A Professora de Português e Directora de Turma:

Teresa Nascimento


Ver notícias:

http://jornaldenisa.blogspot.com/2010/10/distincao-filha-de-nisenses-recebe.html

http://www.radioportalegre.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=3146&Itemid=54

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

RECENTES AQUISIÇÕES

ffmms40001

ffms10001

ffms20001

ffms20002

ffms30001

8 livros oriundos das várias áreas do saber.

Uma chancela da Fundação Francisco Manuel dos Santos, presidida pelo prof. António Barreto

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ENCICLOPÉDIA VISUAL

 

Corpo humano0001

 

Esta enciclopédia visual sobre o CORPO HUMANO (4 volumes – Os Sentidos, Sistema Nervoso e Desenvolvimento Fetal; Defesas e Doenças; Evolução e Genética; Estruturas e Sistemas; ), publicada pela revista Visão, já está disponível na biblioteca.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sophia

sophia

 

DERIVA I

Deslizado silêncio sob alísios

- As velas todas brandamente inchadas  -

Brilho de escamas sobre os grandes mares

E a bombordo nas costas avistadas

Sob o clamor de estáticos luares

Um imóvel silêncio de palmares

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

sábado, 23 de outubro de 2010

Cesário

manetdejeuner

Edouard Manet,"Le déjeuner sur l'herbe" (1863)
Musée d'Orsay, Paris

 

De tarde

Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.


Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.


Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, ainda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.


Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.

Cesário Verde

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mandelbrot, pai dos fractais

Mandelbrot

O matemático, inventor do termo «fractal», faleceu aos 85 anos, nos Estados Unidos da América.

Leia a notícia: http://www.publico.pt/Mundo/morreu-mandelbrot-o-pai-dos-fractais_1461407

O que são fractais?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fractal

SUGESTÃO DE LEITURA

 

livro

 

A Solidão dos Números Primos de Paolo Giordano

Bertrand Editora

Sinopse

Alice é obrigada pelo pai a frequentar um curso de esqui para ser forte e competitiva, mas um acidente terrível deixará marcas no seu corpo para sempre. Mattia é um menino muito inteligente cuja irmã gémea é deficiente. Quando são convidados para uma festa de anos, ele deixa-a sozinha num banco de jardim e nunca mais torna a vê-la. Estes dois episódios irreversíveis marcarão a vida de ambos para sempre. Quando estes "números primos" se encontram são como gémeos, que partilham uma dor muda que mais ninguém pode compreender. Ganhou o prémio Stregga e a menção honrosa do Campiello, os dois prémios literários mais importantes de Itália, e está a ser traduzido em mais de 20 países.

Críticas de imprensa

«Este romance não deixará o leitor indiferente, pois aborda temas tão diversos como a crise de crescimento na adolescência, “a idade cruel”, o medo de viver e amar, o deserto vermelho das emoções, a sensação de culpa e remorso e a procura de redenção, num tom de melancólica empatia, rude e suave, nada sentimental.»

José Guardado Moreira, Expresso


«É um romance que se lê de um fôlego, todo ele cheio de silêncios que fazem avançar a história. Apesar de ser uma primeira obra, nada tem de defeituosa ou assimétrica.»

Isabel Coutinho, Público

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PASSEIO PEDESTRE NOS GALEGOS

 

Percurso galegos3

 

OS MELHORES MOMENTOS DO PASSEIO PEDESTRE ESSL, NOS GALEGOS (FRONTEIRA COM ESPANHA)

DOMINGO, 17 DE OUTUBRO, UM GRUPO DE MADRUGADORES FEZ-SE À ESTRADA.

setas1

11, 48 KM

PAISAGEM ENCANTADORA

BOA DISPOSIÇÃO E VONTADE DE PERDER CALORIAS… ATÉ AO ALMOÇO!

É PARA REPETIR!

OS MELHORES MOMENTOS

DSCF0541

DSCF0545 

DSCF0552

DSCF0558

DSCF0565

DSCF0563

DSCF0571

DSCF0574

DSCF0575

DSCF0581

DSCF0590

DSCF0607

DSCF0611

DSCF0597

DSCF0610

SAM_1552

SAM_1628

SAM_1568

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PESSOA


Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?

Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.

Fernando Pessoa



Texto Argumentativo Acerca do Poema de Fernando Pessoa:

“ Sou um Evadido”

Não há Homem à face deste mundo que não tenha já questionado o sentido da sua própria existência. Sendo que a certo ponto das nossas vidas, quase invariavelmente, acaba por se nos impor uma necessidade de adoptar diferentes atitude que motivem a nossa frugal passagem pelo Mundo. Fernando Pessoa, ortónimo, homem como os demais, poeta exímio como ninguém, tem a habilidade de, em poucas e sóbrias palavras, sintetizar esta questão de índole ontológica quando, no seu poema «Sou um evadido», declama: “Se a gente se cansa / Do mesmo lugar, / Do mesmo ser / Por que não se cansar?”.

Comecemos por olhar-nos antes de olhar em redor: a necessidade da mudança é inerente à condição humana, e compreendê-lo não nos é difícil se pensarmos em todas as vezes que nós próprios já sentimos a necessidade de mudar, de nos transformarmos a nós, à forma como nos apresentamos – mudamos a forma de vestir, mudamos o nosso cabelo, mudamos o nosso quarto, a nossa casa - porque como indivíduos que somos, crescemos, envelhecemos, moldamos o nosso carácter; de tal modo que existe uma constante necessidade de que o nosso ser social, a persona com que nos apresentamos aos outros corresponda ao “eu” interior. A mudança é por isso consequência necessária e indispensável do processo de maturação de todos nós, indivíduos.

É preciso ainda encarar a mudança como um meio para atingir um fim. Na poesia de Fernando Pessoa ortónimo surge-nos recorrentemente a ideia do “além”, daquilo que está sempre mais à frente, atrás do muro, depois da esquina. É essa noção que alimenta o sonho – a ideia de que, mudando alguma coisa nas nossas vidas conseguimos controlar o seu rumo e direccioná-la de encontro àquilo que desejamos: também nós, quando queremos atingir reconhecimento, tomamos uma diferente atitude em relação ao trabalho e ao esforço; se ambicionamos um estilo de vida diferente, mudamos de casa, de cidade, de país; se não nos sentimos felizes achamos que a felicidade depende daquilo que fazemos na vida, então mudamos de profissão, deixamos tudo para trás e vamos em busca daquilo que nos preenche. É esta a essência do sonho: a possibilidade de lutar por um propósito que nos complete, independentemente da sua tangibilidade. E qual é o Homem que nunca sonhou?

É agora possível compreender a estrofe de Pessoa: todo o homem se questiona acerca do fundamento do ser, reflecte sobre a sua existência, na sua maioria involuntariamente; e da mesma forma, todo o homem sente que a mudança é necessária, em prol de atingir um objectivo maior ou simplesmente a fim de satisfazer a sua evolução pessoal e se sentir completo. No entanto, Fernando Pessoa não é um indivíduo como os demais - porque toma consciência desta reflexão ontológica, sente um ímpeto constante que o obriga a procurar a sua identidade. Daí que, se o homem comum se cansa de estar sempre no mesmo lugar, mesmo que isso não lhe pareça nada de mais, o poeta assume e mentaliza uma premência maior, superior: sente a necessidade de ser outros, de ser extraordinariamente plural, ser todos mesmo que isso implique nunca ser realmente ninguém.

Ana Rodrigues

Aluna número 1 do 12º H de Artes Visuais

Quarta, 6 de Outubro de 2010







terça-feira, 12 de outubro de 2010

RUI CARDOSO MARTINS, PRÉMIO APE

 

Homem Invisível0001

Rui Cardoso Martins

Rui Cardoso Martins nasceu em Portalegre em 1967. É escritor, jornalista do Público, argumentista e um dos responsáveis pelo programa de humor CONTRA INFORMAÇÃO (RTP1).

O seu primeiro romance literário, E SE EU GOSTASSE MUITO DE MORRER (D. Quixote), foi publicado em Espanha e na Hungria.

DEIXEM PASSAR O HOMEM INVISÍVEL conquistou o GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA APE/DGLB, no valor de 15 mil euros. A obra foi escolhida, entre 85 concorrentes, pela maioria dos elementos do júri.

PARABÉNS, RUI!