terça-feira, 28 de junho de 2011

poema

«O poema é uma abstracção, uma escrita que espera, uma lei que só numa boca humana vive.»

Paul Valéry

sábado, 18 de junho de 2011

OS ARTISTAS E A TAPEÇARIA DE PORTALEGRE

 

TMP

A  Manufactura de Tapeçarias de Portalegre e a Sociedade Nacional de Belas Artes prestam homenagem a quatro pintores da mesma geração, incontornáveis no panorama artístico português, apresentando tapeçarias de Cruzeiro Seixas, Fernando Lanhas, Júlio Resende e Nadir Afonso. Esta exposição, ao integrar linguagens artísticas desde o surrealismo, à expressão puramente geométrica,  passando pelo abstraccionismo e figurativo, comprova a capacidade de interpretação da Tapeçaria de Portalegre.

SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS ARTES (SNBA)

Rua Barata Salgueiro, 36 Lisboa (14h- 20h)

De 22 de Junho a 30 de Julho

quinta-feira, 16 de junho de 2011

SANTO ANTÓNIO

Saíra Santo António do convento

A dar o seu passeio acostumado

E a decorar num tom rezado e lento

Um cândido sermão sobre o pecado.

E andando...andando sempre

Repetia o seu divino sermão suave e brando

E nem notou que a tarde esmorecia

E vinha a noite plácida baixando

Andando... andando, viu-se num outeiro

Com árvores e casas espalhadas

Que ficava distante do mosteiro

Uma légua, das fartas, das puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe

E cansado por haver andado tanto

Sentou-se a descansar o bom do monge

Com a resignação de quem é um santo.

O luar, um luar claríssimo nasceu

Num raio dessa linda claridade

O Menino Jesus baixou do céu

E pôs-se a brincar com o capuz do frade.

Perto, uma bica de água murmurante

Juntava os seus murmúrios ao dos pinhais

Os rouxinóis ouviam-se distantes

O luar, mais alto, iluminava mais

De braço dado para a fonte vinha

Um par de noivos todo satisfeito

Ela trazia no ombro a cantarinha

E ele trazia o coração no peito.

Sem suspeitar que alguém os visse

Trocaram beijos ao luar tranquilo

O Menino porém ouviu e disse:

- Oh, frei António, o que foi aquilo?

O frei erguendo a manga do burel

Para tapar o noivo e a namorada

Mentiu numa voz doce como o mel

- Não sei que fosse, eu cá não ouvi nada.

Uma risada límpida, sonora, cristalina

Ecoou como notas de ouro sobre o caminho.

- Ouviste frei António, ouviste agora?

- Ouvi Senhor, ouvi, é um passarinho.

- Tu não estás com a cabeça boa.

Um passarinho? E a cantar assim?.

E o pobre Santo António de Lisboa, calou-se

embaraçado.

Mas por fim, corado como as vestes dos cardeais

Teve esta saída redentora

- Se o Menino Jesus pergunta mais

Queixo-me a sua Mãe, Nossa Senhora.

E voltando-lhe a carinha contra o vento

E contra aquele amor, sem casamento

Pegou-lhe ao colo e disse:

Jesus, são horas!

E abalaram para o convento

Augusto Gil

quarta-feira, 8 de junho de 2011

PORTUGAL

Passarola

 

Arriscar. Somos um povo que arrisca. Um povo de aventureiros, descobridores, conquistadores, lutadores, escritores, grandes músicos, sofredores.

Temos conceitos como o fado e a saudades a correr-nos nas solenes veias que alimentam o nosso corpo e que o fazem prover-se de sentido neste mundo no qual nos sentimos perdidos. Não somos um ser corpóreo. Somos uma alma com um corpo. Uma alma que sente como mais nenhuma alma sente e que o transforma nas mais belas palavras, romances, epopeias, sonetos.

Patrióticos. Não podemos negar essa característica. Olhemos para o fantástico Pessoa ou, atingido voos mais altos, o mestre Camões. Falam de Portugal com tão grande intensidade como o fogo que acende a mais bela das fogueiras e à roda da qual se construíram nações. Somos bons. Temos virtudes. História.

Somos, no entanto, realistas, por exemplo com as sátiras implacáveis de Garret, Eça de Queirós ou Saramago. Portugal também tem defeitos. Dramas excessivos, educações tradicionais e erradas, políticos incultos e enganadores, mentalidades excessivamente religiosas. A crítica faz parte de quem somos. Ver o mau. Saber aquilo que (ainda) não temos e talvez possamos alcançar.

Românticos e apaixonados. Eternos sonhadores quando falando do tão grande Amor sobre o qual todos sabemos soltar vocábulos e teorias eternas. Ingénuos e puros. Florbela Espanca, Eugénio de Andrade, Mário Cesariny… Todos eles nos mostraram a loucura e o frémito que tamanha paixão, que só a alma portuguesa sente, transporta.

Rurais e trabalhadores, em nomes como Torga e o tão jovem comparado com os restantes, Peixoto. Um Portugal provinciano e real, repleto de profundas marcas causadas pelo próprio destino e pelas vicissitudes que nossas tristes vidas nos trazem.

Com todos os defeitos e qualidades que possamos ter, os traços acima referidos estão presentes em todos nós, dia após dia, mesmo que encobertos.

Vivemos. Acima de tudo trata-se disso. O povo Português vive a essência do que é Portugal, mesmo quando tentando seguir o modelo de outros países, pois têm a nação no sangue. É inevitável. Transportam o poder da pátria Lusitana, de Portugal dos Descobrimentos, de Portugal Liberal de 74, do eterno Portugal apaixonado.

Sangue e Saudade são conceitos que traçam o Fado Português. Que traçam a nossa força. O nosso positivismo. O nosso trabalho. A nossa paixão. A nossa História. A nossa Pátria.

A nossa Vida.

O nosso Portugal.

 

Leonor Traguil 11ºI Nº14

terça-feira, 7 de junho de 2011

A ESCOLA EM FESTA

Festa da Escola 04/06/2011

COLÓQUIO SOBRE REGIONALIZAÇÃO


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Regionalização em Portugal

Dia 3 de Junho, pelas 10:00 horas, os alunos Andreia Nunes, Carlos Raimundo, Joana Costa e Rodrigo Brás, da turma E do 12.º ano, promoveram, no âmbito de Área de Projecto, um Colóquio subordinado ao tema “Regionalização em Portugal”.

Para além da apresentação das vantagens e desvantagens teóricas da Regionalização, o evento contou, também, com a presença e intervenção do Dr. José Gaspar, na qualidade de Sociólogo e Responsável pela Sub-Região de Portalegre da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A).

Os elementos do grupo reiteram os agradecimentos a quem compareceu e a quem contribuiu directa ou indirectamente para a concretização deste trabalho.

A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA

O Mundo tem muitos problemas, que, para serem resolvidos, necessitam de ser tratados por pessoas que ajam de uma maneira diferente daquela que agiam aquando do surgimento desses problemas. Isso significa que as pessoas devem, de certa forma, “reaprender” a viver e a ser. A maneira de fazer isso é a decorrência de uma aprendizagem que nos incentive a evoluir. Mas a evoluir ao certo para quê? Para humanos com características humanas, como a linguagem, o pensamento, o amor e a capacidade de conhecer. De modo a que o indivíduo adquira essas características deve viver numa comunidade estimulante que o leve a fazer a aprendizagem que o faz evoluir.

Foi essa necessidade de integração do ser humano numa comunidade que criou a Cidade, e os seus habitantes, os cidadãos. Mas o que é ao certo a Cidade e os cidadãos?

Segundo Aristóteles, “A Cidade é uma comunidade de lares e famílias com a finalidade de uma vida boa e a garantia de uma existência perfeita e autónoma.” Os cidadãos serão então os habitantes da cidade, que têm o direito (e o dever) de se reunirem, expressando os seus pensamentos e opiniões. Este conceito de cidadão implica que haja uma cidadania activa em todos os seus membros e que o regime presente seja uma Democracia, em que o poder pertença ao povo.

A cidadania é o reconhecimento do estatuto de membro de uma sociedade e da igualdade de todos os cidadãos, que têm o direito expresso acima, e devem desempenhá-lo com vista a um futuro brilhante e à resolução de quaisquer problemas que surjam na Cidade.

O tema “ A Filosofia na Cidade” pretende analisar a contribuição da filosofia para a construção da cidadania. Antes de sequer se falar do contributo da filosofia, deve-se saber que a filosofia teve a sua génese na cidade, sendo fruto do levantamento de discussões, pelo que a filosofia foi criada pela Cidade e hoje em dia ajuda a mantê-la. Mas de que maneira?

A conclusão a que se chega é que a filosofia contribui porque:

· Faculta uma maior capacidade crítica e de argumentação;

· Permite maior aptidão às pessoas para pensar por si;

· Trata dos problemas da vida;

· Favorece um espírito aberto, a compreensão e a tolerância entre as pessoas, ainda que os seus ideais sejam diferentes;

· Ajuda à obtenção da paz e prepara as pessoas para as responsabilidades que advêm de viver numa sociedade.

A filosofia colabora na construção da cidadania, porque para haver cidadania as pessoas têm de colaborar para a resolução dos problemas da Cidade, fornecendo a sua opinião e defendendo-a em oposição a outras. Ora, se a filosofia incentiva as pessoas a pensar por si faz com que elas criem as suas próprias opiniões acerca de assuntos importantes, já que a filosofia trata de problemas da vida e da existência. Se a filosofia melhora a capacidade de argumentação, as pessoas serão então mais capazes de defender as suas opiniões. É por isso que a filosofia é importante na cidadania.

Mas, no entanto, não é apenas importante na medida em que auxilia as pessoas a pensar por si e a partilhar a sua opinião, mas também porque, fortalecendo o espírito aberto das pessoas e sua tolerância, poderão viver melhor em sociedade, aceitando as diferenças dos outros à sua volta, o que os torna bons cidadãos e cria uma Cidade em que as pessoas vivem em paz e harmonia, sem conflitos de maior.

Mas se a filosofia é tão boa na construção da cidadania, colaborando em tantos aspectos, como chega às pessoas de modo a que elas possam aprender os seus ideais?

Esse problema foi resolvido com a inclusão da filosofia como disciplina na escola. A altura em que começa a ser dada também foi especificamente planeada, isto é, na entrada dos alunos no Ensino Secundário, ou seja, quando são adolescentes.

Porque é tão importante que a filosofia comece a ser leccionada nesta altura?

Porque é nesta faixa etária que as pessoas se começam a aperceber das situações que se passam à sua volta e a desenvolverem algum espírito crítico, cujas arestas necessitam de ser limadas pela filosofia.

Se fizermos uma revisão ao programa de filosofia de 10º e 11º ano, podemos ver que o que aprendemos terá valor para o nosso futuro, em que seremos pessoas cultas, tolerantes, interventivas e racionais. Isto é, se aprendermos bem a matéria que é dada.

Não só basta a filosofia chegar aos mais jovens, há também outras pessoas que necessitam da sua ajuda para descortinarem certos problemas que surgem nas suas vidas. A UNESCO, ciente da importância que o questionamento filosófico assume para o diálogo entre os povos, onde cada um se deverá sentir livre de participar, segundo as suas convicções, em qualquer lugar, contribuindo para a progressiva tomada de consciência da nossa comunidade de condição: a humanidade, decidiu instaurar o Dia Internacional da Filosofia.

No meu caso pessoal, a filosofia teve uma importância especial, pois realmente ajudou-me a perceber melhor o mundo à minha volta e a ser mais crítico.

Foi uma disciplina muito importante, embora não me tenha apercebido disso logo no início. Vou ter de ser honesto e dizer que não gostava de filosofia no 10º ano, achava a disciplina enfadonha, aborrecida e inútil. Isso fez com que não mantivesse grande parte dessa matéria cativa na minha mente. No entanto, ao dar uma vista de olhos na matéria leccionada no ano passado, vejo que alguns temas até eram interessantes e que realmente nos fazem compreender melhor o mundo em que vivemos e que nos explicam muita coisa.

Ao chegar ao 11º ano, realmente deixei-me atrair mais pela filosofia. Em parte porque a matéria do programa deste ano é mais cativante do que a do ano passado e obriga a um maior raciocínio. Estou-me a referir à lógica, que se torna a vertente mais prática da filosofia, e aquela em que realmente conseguimos ver a sua acção.

Como esta matéria me fascinou mais, tornei-me mais interessado na filosofia, inspirando-me então a olhar à minha volta e a pôr em prática os ensinamentos da filosofia, fazendo mais reflexões, que embora por vezes nem sempre fossem expressas no papel, eram encetadas na minha mente, que era como um caldeirão borbulhante de ideias, pensamentos e maneiras de ver o mundo.

Posso dizer que, graças à filosofia, sou uma pessoa muito mais atenta ao que se passa à minha volta e racional, que cria as suas próprias opiniões e mantém-se fiel às suas convicções. Sou também alguém que argumenta muito melhor e que sabe como justificar as suas crenças.

Olhando para mim hoje, posso ver que a filosofia foi muito importante para mim.

 

João Crastes, nº14, 11ºA

domingo, 5 de junho de 2011

A ESCOLA EM FESTA

 

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04 de Junho de 2011

Apresentação da Nova S. Lourenço à comunidade.

O Professor Doutor António Nóvoa, Reitor da Universidade Clássica de Lisboa, apresentou o livro ESSL – 125 Anos de histórias da História, da autoria da Profª Isilda Garraio.

Todos os participantes visitaram as novas instalações da Escola de S. Lourenço e, no final, confraternizaram com um lanche no refeitório da Escola.

Parabéns, Escola de S. Lourenço!