quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

LANÇAMENTO DO Nº 4 DA REVISTA NOVA ÁGUIA, NA ESSL


«A ÁGUIA foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu "espírito", adaptado aos nossos tempos, ao século XXI, como se pode ler no nosso MANIFESTO.»


LANÇAMENTO DO Nº4, NA ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. LOURENÇO, PORTALEGRE, NO DIA 05/02/2010, ÀS 10, 30H.

TRABALHO DE FILOSOFIA SOBRE BIOÉTICA (11ºANO)


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010




II Semana
do Departamento de Ciências Sociais e Humanas


de 1 a 5 de Fevereiro de 2010





Programa (dia 1 de Fevereiro)



10, 15h - Mónica Batista
A Psicologia Educacional – serviço de Psicologia e Orientação

Luís T. Martins

Gabinete F.-Q.
16, 15h -Mestre Marcial Rodrigues – C.E.H.F.C. – Universidade de Évora
Ciência e Epistemologia

Jaime de Carvalho
11º F

Sala 32

CAMPANHA ANTI-TABÁGICA (ÁREA-PROJECTO 12ºB)













segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

RESISTÊNCIA


Nem muros com mais de 50 anos resistem ao progresso, à inovação que parece não parar. Mas a alma deste lugar sempre ficará a mesma. Aqui cresceram amizades, aspirou-se conhecimento, desenvolveram-se capacidades, desfizeram-se mistérios.


Enquanto a mudança atrapalha um pouco este espírito de alma, provocando algum stress, agitação, podemos pensar no depois. Depois de pó, de destruição e criação: um lugar com alma e condição.


Sara Sztander

domingo, 24 de janeiro de 2010

Soneto de Régio



Soneto (quase) inédito) de José Régio
- Em memória de Aurélio Cunha Bengala

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno “sacrifício”
De trinta contos – só! – por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
(Em 1969 no dia de uma reunião de antigos alunos)

José Régio

sábado, 23 de janeiro de 2010

CONSTRUÇÃO DE UMA PILHA

Construção de uma pilha com diferença de potencial determinada.

Comércio tradicional de Portalegre? Que futuro?

Como salvar o comércio tradicional de Portalegre?

As sucessivas transformações sentidas na nossa economia constituem um ponto de viragem nos modelos económicos e tornam iminente a necessidade de reajustar qualquer modelo de negócio sustentando-o para o futuro. A transformação do sector do comércio tradicional não deve ser encarada com um comportamento conservador ou de pacificidade, nem tampouco com o desenvolvimento de estratégias que vão contra um facto imutável ou que sustentem modelos pouco competitivos, o que se traduz num desperdício de recursos.

Encarar a ameaça como oportunidade

À semelhança do restante panorama nacional, o comércio tradicional de Portalegre encontra-se imerso numa crise e a inauguração de um número considerável de superfícies comerciais num curto espaço de tempo aliado ao sobranceiro início da construção do City Shopping de Portalegre tem vindo a ser motivo de contestação por parte dos pequenos comerciantes. Todavia, o argumento de protecção do comércio tradicional não pode ser pretexto para a deslocalização de projectos que são uma mais-valia para o desenvolvimento local.

A construção de uma nova superfície comercial junto ao IP2, desta vez sob a insígnia de City Shopping de Portalegre, constitui um investimento inovador e dinamizador para a região e que dará aos consumidores acesso a uma variedade de novos produtos e serviços. Contrariamente ao sentimento derrotista que invadiu os pequenos comerciantes, este novo projecto não tem de ser encarado como uma ameaça mas sim como uma oportunidade de crescimento. Dado que este é um projecto cujo raio de abrangência permite atrair e mobilizar população dos arredores, o comércio tradicional deve aproveitar este facto para fortalecer a sua presença no comércio local.

Concertação de meios e vontades

A mobilização da comunidade local é um dado importante para modernizar o comércio tradicional. Por um lado, e não obstante o relativo envelhecimento da classe empresarial da Rua do Comércio, os pequenos comerciantes devem procurar formas inovadoras no sentido da alteração dos seus modelos de negócio. A obtenção de vantagens competitivas através da especialização em produtos e serviços que se distingam positivamente daqueles que são oferecidos pelas grandes superfícies comerciais é uma aposta que pode ser ganha por uma maior proximidade aos consumidores.

À Associação Comercial de Portalegre cumpre um papel preponderante no desenvolvimento de projectos e acções que promovam a atractividade do comércio tradicional local. No que se refere, nomeadamente, à flexibilidade horária dos pequenos estabelecimentos, existirá alguma inconformidade face aos interesses dos consumidores que mereceria ser ponderada.

Também a ausência de condições que facilitem o acesso fácil aos estabelecimentos de comércio tradicional constitui outro constrangimento para o sector. Se o acesso ao comércio tradicional se encontrar condicionado pela dificuldade dos seus itinerários, o custo de oportunidade do consumidor que optará pelo City Shopping é diminuto. Desta forma, a autarquia deve concentrar meios que favoreçam a acessibilidade à Rua do Comércio.

Em suma, é urgente esboçar uma estratégia de concertação no sentido de sustentar a conjugação de interesses dos vários elementos da comunidade local com vista à revitalização da zona histórica de Portalegre tanto mais que, também por exemplos felizes recentes que encontramos em diversos centros urbanos, o desaparecimento do pequeno comércio independente não é uma fatalidade.

Carlos Raimundo

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

SER JOVEM É...


«Não há estrelas no céu a doirar o meu caminho,

Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.»


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

RICARDO REIS






Mestre, são plácidas

Todas as horas

Que nós perdemos.

Se no perdê-las,

Qual numa jarra,

Nós pomos flores.


Não há tristezas

Nem alegrias

Na nossa vida.

Assim saibamos,

Sábios incautos,

Não a viver. (...)


Ricardo Reis



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

JOSÉ RÉGIO





Toada de Portalegre

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
Velha, grande, tosca e bela,
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...

Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de Sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como ao do meu aconchego. (...)

José Régio

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

CAEIRO







    Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...

    Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.

    Mas porque a amo, e amo-a por isso,

    Porque quem ama nunca sabe o que ama

    Nem por que ama, nem o que é amar...”

Alberto Caeiro

MARVÃO





segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Karaoke na ESSL, 17 de Dezembro









Os nossos intérpretes!

Cantaram em Inglês e Espanhol!









SUGESTÃO DE LEITURA

«Há muito, muito tempo, ainda antes dos nossos pais terem nascido, vivia na cidade de York um rapaz chamado Robinson Crusoé. Embora já fosse crescido e nem de vista conhecesse o mar, sempre desejara ser marinheiro e partir num navio, a visitar longínquos e maravilhosos países estrangeiros. Sentia que só isso o poderia tornar completamente feliz.» Este é o primeiro parágrafo desta obra clássica da literatura de viagens que nos transporta, através dos mares, até à ilha perdida onde o herói, Robinson Crusoé, vive aventuras que desafiam a nossa imaginação.



domingo, 3 de janeiro de 2010

Apresentação


Aqui está minha vida — esta areia tão clara
com desenhos de andar dedicados ao vento.

Aqui está minha voz — esta concha vazia,
sombra de som curtindo o seu próprio lamento.

Aqui está minha dor — este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.

Aqui está minha herança — este mar solitário,
que de um lado era amor e, do outro, esquecimento.

Cecília Meireles, in 'Retrato Natural'