terça-feira, 22 de novembro de 2011

Adeus

 

Às vezes é nos silêncios mais medonhos,

Que encontro na luz crua do olhar,

A imensidão perdida dos meus sonhos,

Nos contornos nus e rudes do lugar.

E um grito de infinito em vulcão,

Rebenta em mim como lava de luar,

O verso em flor na minha mão,

Até tocar-me a alma a soluçar.

Que linda a Vida! Adeus, Adeus…

Deixo-vos estes versos que são meus,

E louvo a Deus na eternidade.

Kyrie Eleison! Toquem os céus,

Meus versos brandos como véus,

E doces como lágrimas de saudade.

Raul Cóias Dias

 

PS- Homenagem ao colega Cóias, que nos deixou há dias.

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