quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Galileu

Poema para Galileu

(...) Eu queria agradecer-te, Galileu, 
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,  
e quantos milhões de homens como eu 
a quem tu esclareceste,
ia jurar - que disparate Galileu! 
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça 
sem a menor hesitação - 
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileu?  
Quem acredita que um penedo caia 
com a mesma rapidez que um botão de camisa 
ou que um seixo na praia?

(…)

António Gedeão

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